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Correio Braziliense

OAH retoma atividades levando concertos a escolas públicas do DF

O CEMAB será a primeira escola a receber o concerto, nesta quinta (16/8)


postado em 15/08/2018 10:35 / atualizado em 17/08/2018 17:19

Jorge Antunes é fundador da OAH(foto: Arquivo Pessoal)
Jorge Antunes é fundador da OAH (foto: Arquivo Pessoal)

“A ideia é levar música até o público”, diz o maestro Jorge Antunes, 42 anos, fundador da Orquestra Ars Hodierna (OAH). O público em questão são estudantes de escolas públicas que, em sua maioria, não estão habituadas a espetáculos de música erudita. “Não vamos esperar que esses meninos saiam de casa para um local que eles não frequentam para ouvir músicas que eles nunca ouviram”.

O projeto iniciado 2007 circula por instituições de ensino públicas do Distrito Federal e esteve paralisado por dois anos devido à falta de recursos. Com a retomada de incentivos do Fundo de Apoio à Cultura (FAC), a OAH volta às atividades a partir desta quinta-feira (16/8).

A primeira escola a receber a orquestra será o Centro de Ensino Médio Ave Branca (CEMAB; Taguatinga Sul). “Sempre que a gente se apresenta lá é muita emoção para todos. É o público mais empolgadocom a apresentação”, conta, e acrescenta que a locomoção a concertos é ainda mais improvável para os deficientes físicos e intelectuais que estudam no CEE. O Centro de Ensino Especial 1 (CEE 1) de Planaltina também aguarda receber os músicos, onde se apresentam em 20 de agosto.

Sempre didático, ele apresenta os instrumentos do grupo em todas as apresentações e como se interagem entre eles. “Queremos dar a oportunidade de eles se interessarem por música erudita, gerar curiosidade, para que eles queiram buscar mais concertos”, diz Antunes, que ressalta que os professores também se beneficiam disso.

“Os próprios professores ficam encantados. Eles, muitas vezes, também não conhecem o repertório, não têm oportunidade ir a orquestra — ainda mais com o Teatro Nacional (Cláudio Santoro) fechado”.

O repertório, explica, tem música nacional e internacional. Inclui obras do russo Alexander Glazunov, do georgiano Vaja Azarashvili, do norte-americano Elliott Carter, do inglês Frederick Delius e dos brasileiros Guerra Peixe e Jorge Antunes. A regra é valorizar a música do próprio tempo.


Serviço 


Concertos da OAH (Orquestra Ars Hodierna)
Entrada franca
Classificação: Livre

16 de agosto, às 20h
Centro de Ensino Médio Ave Branca  (Setor A Sul, QSA 6, Taguatinga Sul)

19 de agosto, às 11h
Teatro Carlos Galvão da Escola de Música de Brasília (SGA/SUL Q 602, Asa Sul) 

20 de agosto, às 20h
Centro de Ensino Especial 01 (Setor de Educação, lt 1, Planaltina)

22 de agosto, às 20h
CEM 02, Planaltina (Setor de Educação lt 2)
 
*Estagiário sob supervisão de Adriana Izel 

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