Publicidade

Correio Braziliense

Stefano Bollani chega a Brasília para apresentação única

Com 'Que bom', um dos discos mais festejados do ano, o artista italiano promete encantar a capital


postado em 20/08/2018 07:20 / atualizado em 20/08/2018 11:34

Bollani conta com participações no álbum de artistas como Caetano Veloso e João Bosco(foto: Vallentina Cenni/Divulgação)
Bollani conta com participações no álbum de artistas como Caetano Veloso e João Bosco (foto: Vallentina Cenni/Divulgação)
Já vem de muito tempo a ligação de Stefano Bollani com a música popular brasileira. A iniciação foi com o histórico álbum Getz/ Gilberto, do saxofonista norte-americano Stan Getz e do cantor e violonista brasileiro João Gilberto, que teve a participação de Tom Jobim e Astrud Gilberto. O LP foi lançado em 1963, mas o pianista italiano só veio a conhecê-lo em 1987.

A partir dali, o jovem músico — estudante de piano desde a infância —, se aproximou de vez da MPB, pois passou a acompanhar a cantora Barbara Casini, que tinha fluência no português e em seus shows costumava cantar clássicos do cancioneiro brasileiro. Em 1993, licencia-se no Conservatório Luigi Cherubini, em Firenzi, sob a direção do maestro Antonio Caggiula.

Depois de uma breve experiência no universo pop, como integrante do grupo La Forma, passa a se dedicar ao jazz, no começo da década de 1990. Em 1996, passa a trabalhar com o trompetista Enrico Rava. Juntos, fizeram incontáveis concertos e gravaram 15 discos. Paralelamente, passa a tocar com os jazzistas Paolo Fresu, Roberto Gatto e Enzo Pietropaoli.

Com o contrabaixista Ares Tavolazzi e a L’Orchestra del Titanic grava o CD Mambo Italiano. Antonelllo Salis, Riccardo Onori, Raffaello Pareti e Walter Paoli são outros parceiros e projetos diversos. Além disso, toma parte da gravação de Passatori, do acordeonista francês Richard Galliano. Bollani e Rava dividem discos, como Montréal Diaary/ B, Tati, The Tiurd Man e New York Days.

O pianista e cantor pertence a uma geração de músicos europeus que, ao mesmo tempo, têm identificação com o jazz norte-americano e música popular, incluindo a brasileira. Em suas composições, Bollani em vez de se deixar atrair por efeitos virtuosos, aplica sua técnica polida para atingir um equilíbrio confortável entre melodias delineadas e estruturas abertas. Isso o torna um músico alinhado com o jazz contemporâneo.

Bollani mostra familiaridade ao passear pelo clássicom ragtime, pop e samba. Admirador da obra de Chico Buarque, Caetano Veloso, esteve no Brasil pela primeira vez em 2007, e fez apresentações em São Paulo e no Rio de Janeiro. Um ano depois conheceu Hamilton de Holanda no Ozano Jazz Festival, no Norte da Itália.

Na cidade

De volta ao Brasil, onde  esteve algumas vezes, faz agora sua primeira turnê pelo país, que o traz a Brasília para show segunda (20/8), às 21h, no Espaço Cultural do Choro. “Aproveito essa série de apresentações para divulgar o CD Que bom, que gravei aqui no Brasil e acabo de lançar pela Biscoito Fino. O disco traz 16 faixas, quase todas de minha autoria, entre elas Sbucata da una nuvola, que abre o repertório; Galapogos, Uomini e polli, Criatura dourada”, conta Bollani em português fluente.

Em Que bom, há a participação de Hamilton de Holanda em Ho perduto il mio pappagallino; Jaques Morelembaum na faixa Gabbiano Ischitano. João Bosco divide com Bollani a interpretação de Nação (parceria do compositor mineiro com Aldir Blanc). Caetano toma parte nesse projeto na interpretação de La Nebbia a Napoli, ao lado de Morelembaum; e comparece com Michelangelo Antonioni, de sua autoria.

“Gravei esse trabalho com grandes músicos brasileiros: Jorge Helder (baixo), Jurim Moreira (bateria), Armando Marçal e Thiago da Serrinha (percussão). Eles estão me acompanhando na turnê brasileira. No show, mostro praticamente todo o repertório do disco; e mostro algumas outras coisas mais”, anuncia Stefano Bollani.
 

Os comentários não representam a opinião do jornal e são de responsabilidade do autor. As mensagens estão sujeitas a moderação prévia antes da publicação

Publicidade