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Correio Braziliense

Exposição 'In Definições Espaciais' estará aberta para visitação na quarta

A mostra fica em cartaz até 23 de setembro no Museu Nacional da República


postado em 22/08/2018 07:20

(foto: Isabela de Andrade Assessoria/Divulgação)
(foto: Isabela de Andrade Assessoria/Divulgação)

Não foi um acidente de moto que paralisou a produção do artista plástico Bruno Corte Real, que transformou a experiência em seu novo trabalho. A exposição inédita In Definições Espaciais está aberta a visitação de quarta-feira a 23 de setembro, no Museu Nacional da República. Dentre as 26 obras produzidas pelo artista durante oito meses, 11 foram selecionadas por ele e pelo diretor do museu, Wagner Barja, para compor a mostra.

Após retirar os curativos, ele reparou em como o estado da pele se assemelhava a uma técnica que vinha aplicando, a sobreposição de cor sobre cor para alcançar profundidade. Ele se fotografou e uniu o resultado das imagens a pinceladas. “Eu tentei transpor meu corpo para a pintura”, explica Bruno. “A figura humana, você reconhece, mas o fundo é abstrato”, completa.

O nome da mostra, In Definições Espaciais, é autoexplicativo. O autor busca explorar a indefinição entre o corpo e o espaço, tema explorado pelo artista em seu mestrado na Universidade de Brasília “Para mim, o corpo não existe a priori, ele existe quando se relaciona com outros corpos.” A convergência entre o tema de sua pesquisa e a situação pela qual passou ajudaram Bruno a perceber como os limites do corpo com o espaço são relativos.

“Os quadros, frutos de um processo que mescla técnicas de pintura a óleo e de fotografia, deixam transparecer a paixão juvenil pelas histórias em quadrinhos, as aulas com o pintor concretista Eisaburo Mori, o olhar de diretor de fotografia”, define a professora Roberta Matsumoto, no texto de introdução da mostra. “(Os quadros) nos colocam face à transitoriedade do corpo a partir da sobreimpressão de temporalidades e da subjetivação do espaço.”

A pele é elemento essencial no trabalho; dilacerada no corpo do artista depois do acidente, ela define o limite do corpo físico. “É o elemento de transição entre o que está dentro e o que está do lado de fora”, diz Bruno.

Esta é a primeira exposição do carioca em Brasília e Bruno se diz otimista com a recepção do público. “Minha arte não é tão hermética quanto a arte contemporânea pode e costuma ser”, reconhece. “É uma pintura de fácil digestão para todos os públicos.” In Definições Espaciais está aberta a visitação de terça a domingo, das 9h às 18h30.

In Definições Espaciais
Nova exposição de Bruno Corte Real. No Museu Nacional da República (Esplanada dos Ministérios; 3325-5220), de 23 de agosto a 23 de setembro; terça a domingo, das 9h às 18h30. Entrada franca. Classificação indicativa livre.

*Estagiária sob supervisão de Igor Silveira

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