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Correio Braziliense

Roteirista do 'Zorra' diz que Congresso monitora trabalho de quem faz humor

'Gravamos um episódio do Zorra em Brasília e não tivemos acesso a nada', afirmou Marcius Melhem


postado em 23/08/2018 12:17 / atualizado em 23/08/2018 12:20

(foto: João Miguel Júnior/TV Globo)
(foto: João Miguel Júnior/TV Globo)
Durante entrevista ao programa Conversa Com Bial, Marcius Melhem, um dos roteiristas do Zorra e Tá no Ar, e o ex-diretor do Casseta & Planeta, Urgente!, José Lavigne, compararam o humor político que era feito antigamente com o atual. Ambos relataram na quarta-feira (22/8), que é muito desafiador fazer sátiras no século 21.

"Gravamos um episódio do Zorra em Brasília e não tivemos acesso a nada. Eles pediram o texto com as piadas para aprovação e a gente não mandou", contou Melhem. Segundo o artista, o Congresso monitora o trabalho daqueles que fazem humor: "A gente coloca lente de aumento nos fatos de interesse público e ajuda, de forma menos dura, a enxergar a realidade".

José Lavigne dirigiu um dos programas humorísticos mais ácidos, depois do TV Pirata, nos anos 1990. Ele lembra que os políticos faziam fila para serem entrevistados no Casseta: "Nas sátiras, a gente só não podia falar o nome real, então, Itamar Franco virava Devagar Franco, e o Collor, Cheirando Collor de Mello".

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