Publicidade

Correio Braziliense

Emicida estreia na literatura infantil com 'Amoras'

A obra tem texto de Emicida e ilustrações de Aldo Fabrini. Nela, o rapper trata de autorreconhecimentos do mundo.


postado em 05/09/2018 11:04 / atualizado em 05/09/2018 11:04

O rapper deu ao livro o mesmo título de música lançada em 2015(foto: Reprodução/Internet)
O rapper deu ao livro o mesmo título de música lançada em 2015 (foto: Reprodução/Internet)

 
Emicida anuncia a estreia na literatura infantil com o lançamento de Amoras, previsto para 12 de setembro na Feira Literária da Zona Sul (FELIZS) no Sesc Campo Limpo, São Paulo. A obra tem texto de Emicida e ilustrações de Aldo Fabrini. Nela, o rapper trata de autorreconhecimentos do mundo. 

O livro carrega o mesmo nome de uma das músicas do rapper e declama de forma afetuosa sobre o orgulho de uma criança negra pela própria cor. “Que a doçura das frutinhas sabor acalanto/ Fez a criança sozinha alcançar a conclusão/ Papai que bom, porque eu sou pretinha também”.

A canção faz parte do segundo álbum de estúdio do rapper Sobre crianças, quadris, pesadelos e lições de casa, lançado em 2015.

A publicação terá selo editorial do Grupo Companhia das Letras. No lançamento, haverá bate-papo sobre o tema "Produção literária para crianças e identidade afro-brasileira", com participação da professora da Universidade Federal no Espírito Santo (Ufes) Kiusam de Oliveira, autora do livro O mar que banha a Ilha de Goré. O encontro ocorrerá das 19h às 21h30.
 

Confira a letra de Amoras, faixa do disco Sobre crianças, quadris, pesadelos e lições de casa

 
"Amoras
 
Veja só, veja só, veja só, veja só
Mas como o pensar infantil fascina
De dar inveja, ele é puro, que nem Obatalá
A gente chora ao nascer, quer se afastar de Alla
Mesmo que a íris traga a luz mais cristalina
Entre amoras e a pequenina eu digo:
As pretinhas são o melhor que há
Doces, as minhas favoritas brilham no pomar
E eu noto logo se alegrar os olhos da menina
Luther King vendo cairia em pranto
Zumbi diria que nada foi em vão
E até Malcolm X contaria a alguém
Que a doçura das frutinhas sabor acalanto
Fez a criança sozinha alcançar a conclusão
Papai que bom, porque eu sou pretinha também".
 
 
 
 

Os comentários não representam a opinião do jornal e são de responsabilidade do autor. As mensagens estão sujeitas a moderação prévia antes da publicação

Publicidade