Publicidade

Correio Braziliense

'A freira' estreia como potencial sucesso do gênero terror

Longa conta a história da testemunha de um massacre


postado em 06/09/2018 07:16 / atualizado em 06/09/2018 15:50

 

Longa teve investimento de US$ 22 milhões para o primeiro filme da irmã satanizada(foto: Reprodução/Internet)
Longa teve investimento de US$ 22 milhões para o primeiro filme da irmã satanizada (foto: Reprodução/Internet)

 

Não é caso de missa, apesar de envolver símbolos religiosos e de honrar a devoção de milhares de pessoas: A freira, que chega hoje aos cinemas, é mesmo um daqueles casos de filme de terror balizado por muita expectativa e real potencial de sucesso. Quase 16 milhões de espectadores assistiram aos longas-metragens anteriores da equipe montada para a realização de A freira.

Gary Dauberman, o roteirista escalado, respondeu, ao lado de dois colegas, pelo fenômeno do ano passado It: a coisa. Se o diretor de A freira Corin Hardy nem fez tanto sucesso com a estreia em cinema com A maldição da floresta, há três anos, o peso real do novo filme que mistura thriller e mistério a horror está na franquia Invocação do mal, iniciada há cinco anos. Além da “icônica aura” à la Christopher Lee (de Drácula) e Robert Englund (o Freddy Krueger), como descreve o diretor ao falar da protagonista Bonnie Aarons, A freira conta com produção de James Wan, profissional presente nas duas partes que compõem o bem-sucedido Invocação do mal. O filme igualmente leva a assinatura de Peter Safran, produtor de Enterrado vivo.

Anunciado como partidário do filão de terror gótico, A freira é ambientado em um castelo de 1952. “Podíamos sentir atmosfera e alma do mosteiro no qual algumas filmagens transcorreram. Notávamos até mesmo a presença dos mortos”, comentou, em entrevista internacional, o ator belga Jonas Bloquet, que em A freira dá vida ao personagem Frenchie. Ele é uma das testemunhas dos verdadeiros massacres previstos a cada quadro da história.

A freira retrocede o enredo mais de duas décadas em relação à trama de Invocação do mal 2, a fim de contar das origens da personagem religiosa que aparecia naquela produção. Valak, conhecida pela pecha de “freira demoníaca”, surge na telona para azucrinar um já atormentado padre de passado sombrio, além de colocar à prova os votos definitivos de uma noviça em formação. Lembrado pelo papel que lhe deu indicação ao Oscar (Uma vida melhor), o mexicano Demián Bichir interpreta o temeroso padre Burke, enquanto Taissa Farmiga (da série American horror story) interpreta a jovem noviça.

Às vésperas do lançamento do longa no exterior, o diretor Corin Hardy enfatizou os propósitos de A freira cutucar e reproduzir elementos tão caros aos espectadores do gênero de horror. Na tela, despontam vitrais, conventos, luzes de vela, cemitérios e intenso nevoeiro. “Quis engajar o público em uma jornada assustadora e desprovida de esperança. Tive a oportunidade de incorporar o imaginário de horror clássico”, comentou.

No elenco do filme, dois nomes de peso do audiovisual mostram as caras: Charlotte Hope (da série Game of thrones) e a romena Ingrid Bisu (do filme alemão cult Toni Erdmann). Ambas interpretam religiosas. O Vaticano é quem designa, na trama, a investigação de segredos internos que envolvem um caso que culmina com a morte de uma freira em um convento romeno.

Maldições, corrupção de fé e malfeitorias encobertas cercam a suspeita de suicídio de uma jovem freira inconformada pela condição de enclausurada num convento da Romênia. Para os fãs do terror, A freira se apresenta como um prato cheio de entretenimento e ainda um título cercado de nomes de peso do filão.

Na produção estão, entre outros, o diretor de fotografia Maxime Alexandre (de Annabelle 2: A criação do mal) e a designer de produção Jennifer Spence (Quando as luzes se apagam).



Outras estreias


Wheely — Velozes e divertidos
Com produção na Malásia, a animação de Yursy Abdul Halim explora a vida numa cidade habitada por carros. Nela, carros luxuosos e um potente caminhão desafiam a vontade do pequeno Wheely, disposto a se tornar mais reconhecido, e, quem sabe, o “rei das pistas” da metrópole.

(foto: Reprodução/Internet)
(foto: Reprodução/Internet)

Marvin 
O longa é estrelado por Finnegan Oldfield, que competiu ao prêmio César de maior revelação como ator. Conduzido por Anne Fontaine, o longa ainda esteve na Mostra Horizonte do Festival de Veneza (2017). Na fita, um rapaz de pequena cidade enfrenta uma série de preconceitos por causa da homossexualidade.


O renascimento do parto 3
Mães, médicos e uma série de experiências bem-sucedidas em partos humanizados intensificam o debate em torno do tema. Filme dirigido pelo brasiliense Eduardo Chauvet.


Alfa
A amizade entre um descendente de tribo e um lobo que, mesmo tendo oportunidade, decide não matar, movimenta o filme de Albert Hughes que é estrelado por Kodi Smit-McPhee (X-Men: Apocalipse).


A vida em família
A literatura — objeto de motivação em aulas de projeto dentro de penitenciária — muda completamente a vida de um presidiário e do prefeito de pequena cidade italiana chamada Disperata. O filme assinado por Edoardo Winspeare participou da mostra Horizonte do Festival de Veneza, em 2017.
 

 

Os comentários não representam a opinião do jornal e são de responsabilidade do autor. As mensagens estão sujeitas a moderação prévia antes da publicação

Publicidade