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Correio Braziliense

Personagem de Marcelo Serrado está de volta às telonas em 'Crô em família'

Segundo filme da franquia estreia nesta quinta nos cinemas brasileiros


postado em 06/09/2018 08:54 / atualizado em 06/09/2018 08:55

Crodoaldo Valério, o Crô de 'Fina estampa', está de volta às telonas(foto: Eny Miranda/Divulgação)
Crodoaldo Valério, o Crô de 'Fina estampa', está de volta às telonas (foto: Eny Miranda/Divulgação)

 

 

Alguns personagens fazem tanto sucesso que se deslocam de suas histórias originais. Crodoaldo Valério, o Crô de Fina estampa (2011/12), é um dos exemplos. O sucesso do personagem criado por Aguinaldo Silva foi testado pela primeira vez em 2013 quando ganhou uma produção própria, Crô — O filme, que arrecadou R$ 4 milhões na época. Cinco anos depois, o papel eternizado pelo ator Marcelo Serrado está de volta às telonas na sequência Crô em família, que estreia hoje nos cinemas.

 

No segundo longa, Crô está se separando do segundo marido Zarolho (Raphael Viana) e no divórcio perde a guarda da “filha”, uma cachorrinha maltês. Triste com a situação e às avessas com a jornalista de fofoca Carlota Valdez (Monique Alfradique), é surpreendido com a chegada de uma família, que diz ser a dele. Inocente, Crô abriga Marinalva (Arlete Salles) e Orlando (Tonico Pereira), que alegam ser os pais deles, e o restante do clã. Ao mesmo tempo, precisa administrar sua escola de etiqueta e fugir das matérias sensacionalistas de Carlota, contando apenas com a ajuda das fiéis escudeiras, a assistente Geni (Jefferson Schroeder) e a governanta Almerinda (Rosi Campos).

 

O segundo filme do personagem é quase como um reboot. Estão lá novos personagens, uma nova história e todos os acontecimentos de Crô — O filme são esquecidos. Percebe-se que há uma busca de distanciamento do primeiro longa. Até por isso a produção ganhou uma nova diretora, Cininha de Paula, nome por trás de longas como A partilha e Se eu fosse você 2 e programas como Pé na cova. Do primeiro longa mantém-se apenas a aposta em grandes nomes, como a presença de Preta Gil, David Brazil, Pabllo Vittar, Marcus Majella, Luis Miranda e Marcos Caruso em participações especiais. Os três últimos no chamado “Chá das bichas”, em que eles revivem personagens marcantes de suas carreiras ao lado de Crô.

 

 

Mudanças

 

 

Se no primeiro filme, Crô estava rodeado dos mesmos personagens do núcleo Fina estampa, no caso, Baltazar, o Zoiudo (Alexandre Nero), e Marilda (Katia Moraes), agora ele é apoiado por outros personagens e, consequentemente, outros atores. Exercendo uma função parecida estão Rosi Campos e Jefferson Schroeder.

 

Sucesso atualmente na internet por suas dublagens e vídeos com o Porta dos Fundos, Schroeder foi convidado antes mesmo do “boom”, que aconteceu neste ano, para viver Geni. “Eu não mandei nem material. Recebi uma ligação dizendo que eles estavam quase certos de que ia ser eu. Esperei um dia e falaram que fui aprovado. Acabei que não fiz teste nenhum, foi uma surpresa”, revela o ator.

 

A personagem trabalha na escola de Crô, é uma das melhores amigas do protagonista e a acaba roubando a cena na trama. “Vi que o personagem era grande, que ele tinha um humor, mas como era um personagem feminino, em respeito, tentei humanizar ao máximo para que ela não parecesse em nenhum momento um estereótipo ou uma caricatura, quis deixá-la feminina. Fiz todo um processo para neutralizar meu rosto, fazer uma voz suave”, explica Jefferson ao Correio.

 

(foto: Eny Miranda/Divulgação)
(foto: Eny Miranda/Divulgação)
 

 

Duas perguntas / Jefferson Schroeder 

 

 

Você já tinha uma relação com o personagem Crô antes do filme?

 

Eu não sou muito de ver tevê, quase não assisto. Mas o Crô fez tanto sucesso que todo mundo sabe que ele existe. Tem personagens que ultrapassam a novela, com o Crô, a Nazaré, o Tonho da Lua. Eu lembro, vi umas cenas e minha família estava sempre dizendo que adorava. Quando eu fui fazer o filme, eu sabia que estava ali ao lado de um personagem adorado pelo Brasil. E agora, nas pré-estreias, as pessoas vêm para ver o Crô, gente que sente saudade do personagem.

 

 

No filme, há uma cena que reproduz um pouco do seu sucesso como dublador. Como isso foi parar no filme?

Isso não tinha no filme. Mas durante as filmagens a diretora e o Marcelo Serrado pensaram que seria legal ter uma cena minha tendo mais vozes. Eu escrevi um texto e, um tempo depois, o Fábio Porchat pediu para eu improvisar no programa dele. Improvisei em cima do texto do Crô, o Porta dos Fundos saiu antes, viralizou e agora sai o Crô com essa cena. 

 

 

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