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Correio Braziliense

Beatriz Segall: muito além de Odete Roitman

Atriz foi um ícone da tevê e dos palcos brasileiros


postado em 06/09/2018 07:16 / atualizado em 06/09/2018 07:15

(foto: Acervo-Tv-Globo)
(foto: Acervo-Tv-Globo)

 

Quando falamos o nome de Beatriz Segall é inevitável e compreensível que a primeira imagem que nos vem à mente seja a de Odete Roitman. Mas, não podemos deixar que essa seja a única. Beatriz foi maior do que essa personagem e não deveria ter que provar isso para ninguém.

Dama dos palcos, atuou em clássicos de Molière, Shakespeare, Ibsen. Foi do drama à comédia, passando por musicais. O que definia um bom espetáculo para Beatriz era o texto, a palavra e não o gênero.

Foi contemporânea de ícones como Henriette Morineau, Gianni Ratto, José Celso Martinez Corrêa, Nathalia Timberg, Jardel Filho, Joana Fomm, Jandira Martini, entre tantos outros. Generosa, estrelou o primeiro espetáculo dirigido por um jovem Miguel Falabella, Emily.

O sucesso de Odete Roitman foi cruel com Beatriz. Tanto que dois fenômenos ocorreram. O primeiro é que a atriz foi apagada pela personagem durante anos, até porque a televisão gosta de colocar os atores num mesmo perfil e ela não gostava disso, o talento dela era múltiplo. Depois de Vale tudo, Beatriz queria viver uma mulher de bom caráter ou uma pobre.

O segundo é que se criou um mito de que Beatriz não gostava de nem ouvir falar de Odete. No livro Beatriz Segall além das aparências, esclarece: “Eu continuo andando nas ruas e ouvindo as pessoas me chamando de dona Odete. Todo mundo acha que não gosto de falar desse trabalho. Mas, o que eu não gosto é das pessoas repetirem as mesmas brincadeiras 20 anos depois”.

Hoje, sai de cena uma mulher que deixa o legado de muito mais do que uma bem e interpretada escrita vilã do horário nobre. Sai de cena um nome inesquecível para o teatro e para a cultura brasileira.
 
 

 

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