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Correio Braziliense

Conheça os trabalhos das produtoras de vídeo CeilanWood e da Dona Filmes

Produtoras de vídeo apostam em atrações candangas para se destacar na cena


postado em 12/09/2018 06:30 / atualizado em 11/09/2018 20:23

Clipes de artistas do rap, como o duo QI, são o foco da CeilanWood(foto: Reprodução)
Clipes de artistas do rap, como o duo QI, são o foco da CeilanWood (foto: Reprodução)

Apesar do título de capital do rock, Brasília sempre teve em sua veia artística o rap, exportando talentos como GOG, Japão, Tribo da Periferia, Pacificadores, Flora Matos e Hungria, entre outros. De olho nessa cena efervescente, o publicitário Ronaldo Piovezan, 24 anos, vislumbrou uma ideia: uma produtora de vídeos e um canal no YouTube para valorizar esse talento genuinamente candango.

Assim nasceu, no ano passado, a CeilanWood, um projeto ao moldes da KondZilla, maior produtora de conteúdo audiovisual do Brasil que se dedica principalmente ao funk, lançando hits, bombando artistas e batendo recordes de visualizações, já que possui mais de 39 milhões de inscritos no YouTube. “A CeilanWood surge nesse mesmo padrão e proposta, só que com foco nos clipes de rap, que é um ritmo, que, como o funk, foi bastante desvalorizado e hoje tem tudo para ser algo do mainstream”, explica Ronaldo.

A escolha pelo rap também tem a ver com o fato de que Ronaldo Piovezan é nascido e criado em Ceilândia, uma das regiões do Distrito Federal em que a cultura hip-hop tem bastante espaço. “Foi muito importante a minha convivência naquele ambiente, porque me fez entender o linguajar dos rappers e acreditar nesse sonho”, revela o idealizador da CeilanWood, que hoje mora no Riacho Fundo.

Início


O primeiro trabalho da produtora foi lançado no canal no YouTube há 7 meses. O vídeo É hoje, do grupo QI em parceria com Nexx, conquistou 4,6 mil visualizações. Desde então, já foram lançados mais sete videoclipes de artistas do rap, entre eles, Paulo Amaro (Ressaca), Nexx (Sedução), Tropa de Elite (Virando a noite) e Estilo Capital (Bagdá). Apesar de pouco tempo no mercado e poucos inscritos na página (921 seguidores), os clipes da CeilanWood têm média alta de visualizações, entre 2 mil e 13 mil.
 
 

“Acho que isso tem a ver com o fato de que o segmento musical tem mais exibições (em relação aos outros tipos de vídeos). Muitas pessoas colocam os vídeos em playlists e assistem mais de uma vez. Isso é um pouco reflexo nas exibições. Mas também estamos apresentando grupos diferentes”, explica Ronaldo Piovezan, que sempre está de olho em artistas do rap brasiliense para parcerias. “Inicialmente tive o primeiro contato com a QI, que é bastante conhecida no Recanto das Emas, e os outros grupos começaram a me procurar. Tem grupos que também tenho interesse de trabalhar. Meu foco agora é manter a qualidade e aumentar a frequência de publicação”, conta.

Diversidade

Dona Filmes comandou oficina na Bienal Brasil do Livro e da Leitura(foto: Arquivo pessoal/Divulgação)
Dona Filmes comandou oficina na Bienal Brasil do Livro e da Leitura (foto: Arquivo pessoal/Divulgação)


A motivação de produzir cinema em Brasília deu origem à Dona Filmes. Produtora de vídeo composta apenas por mulheres, o projeto foi lançado em 2015 e tem colhido frutos neste último ano com participação em oficinas formativas em eventos como a Bienal Brasil do Livro e da Leitura e o Festival de Brasília do Cinema Brasileiro, onde ministram de 19 a 23 de setembro oficina de criação e educação de vídeos por celular, no Campus de Planaltina da Universidade de Brasília (UnB).

Curtas-metragens, DVDs e videoclipes estão entre os trabalhos da produtora, que busca valorizar exatamente o talento brasiliense. Uma das principais parcerias da Dona Filmes é a rapper Vera Verônika. A produtora é responsável pelo DVD que celebra os 25 anos da artista, lançado em 25 de julho, e de clipes da rapper, como da música Destino Parte II.


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