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Correio Braziliense

Confira 'Choro iorubá', primeiro trabalho solo de Samuel Mota

Guitarrista da banda Muntchako, Samuel Mota, agora se arrisca nos microfones


postado em 14/09/2018 13:30 / atualizado em 14/09/2018 13:32

O primeiro álbum do músico tem 12 faixas(foto: Divulgação/Marcelo Linhos)
O primeiro álbum do músico tem 12 faixas (foto: Divulgação/Marcelo Linhos)


O músico Samuel Mota já participou da banda Jah Live, trabalhou com o rapper GOG e faz sucesso atualmente com o grupo Muntchako, em que atua como guitarrista. Mas agora, chegou a hora de decolar solo. O brasiliense lançou o primeiro trabalho independente da carreira: o álbum Choro iorubá. Disponível neste link, ou pelos principais serviços de streaming.

 

Com 12 faixas, o álbum se volta a mistura de estilos e texturas sonoras, com referências a ancestralidade, principalmente, do samba. Entre as influências para o álbum, verdadeiros mestres da música nacional, como João Bosco, Chico Buarque, Cartola e Nelson Cavaquinho. Ainda sobre a musicalidade, essa mistura resulta em uma inconfundível ligação com o MPB.
 
Com maior contato com o samba, 'Choro iorubá' mostra identidade(foto: Divulgação/Marcelo Linhos)
Com maior contato com o samba, 'Choro iorubá' mostra identidade (foto: Divulgação/Marcelo Linhos)


“Penso que o samba é o nosso blues. Um canto de lamento que se torna poesia. Por isso Choro iorubá, o canto de lamento, doce, cheio de ternura, verdade, e dignidade interior. Não é o choro do mais fraco, não é o choro dos derrotados. É o choro de esperança, dos fortes guerreiros, dos reis afastados de seu trono, de sua terra natal. É o choro do coração vivo, que vê as injustiças, e se comove por elas. É o choro dos sambistas, onde sua poesia nasce no berço das novas senzalas, desse Brasil ainda tão apegado ao seu passado colonial, escravista, segregador. Nas comunidades dos morros, marcadas pela complexidade das problemáticas urbanas do terceiro mundo, nascem as mais belas flores do jardim poético de nossa música brasileira”, explicou Mota em comunicado oficial.

A produção musical foi assinada por Dudu Maia. Ainda marcam presença no trabalho, Renato Galvão (bateria), Pedro Miranda (baixo), Serge Frasunkiewicz (teclado), Dudu Sete Cordas (violão de sete cordas), Pedro Vasconcelos (cavaco) e Valerinho Xavier (percussão). Na assinatura da arte da capa está o paraibano Daniel Vincent.

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