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Correio Braziliense

Festival de Brasília do Cinema Brasileiro começa com documentário

Mostra competitiva da 51ª edição do evento começa sábado (15/9), com 'Los silencios'


postado em 14/09/2018 12:21 / atualizado em 14/09/2018 13:54

'Los silencios' tem o feminismo como um dos temas(foto: Vitrine Filmes/Divulgacao)
'Los silencios' tem o feminismo como um dos temas (foto: Vitrine Filmes/Divulgacao)

O tapete para o desfile da leva de cinema reflexivo e renovador já está estendido no Cine Brasília (EQS 106/107) para que o 51º Festival de Brasília do Cinema Brasileiro irradie seu eterno magnetismo.

Restrita a convidados, a festa começa nesta sexta-feira (14/9), às 19h, com dobradinha de filmes para a abertura. Cristiano Burlan, premiado em vários festivais, abre as atrações da tela, com o documentário Imaginário. Também na noite desta sexta-feira (14), Domingo é o longa assinado por Clara Linharte e Fellipe Barbosa.

Neste sábado (15) começa a mostra competitiva, com os curtas Boca de loba (de Bárbara Cabeça) e Kairo (de Fábio Rodrigo). Dois longas também serão mostrados: o documentário Torre das donzelas e a ficção Los silencios. A diretora de Torre das donzelas, Susanna Lira, explica que “o filme foi idealizado para falar sobre memórias da prisão e sobre o que aconteceu dentro de um conjunto de celas durante a ditadura. No filme, elas tecem memórias de forma coletiva”.

Diretora de Los silencios (programa deste sábado, 15, às 21h), que rearranja o cotidiano de uma família abalada pela violência na Colômbia, Beatriz Seigner adianta o tom da noite. “Eu sou feminista e acredito que meu filme, que brotou de mim, também o seja. Além de ele ter sido escrito, dirigido e produzido por mim, quase todas as cabeças de equipe eram mulheres ”, comenta.

No domingo (16), o Cine Brasília convida à viagem no tempo com a reapresentação de Lance maior, filme de 1968 com Regina Duarte e Reginaldo Faria. Em sessão paga, no domingo (16), às 21h, será a vez dos curtas Liberdade (de Pedro Nishi e Vinícius Silva) e Sempre verei cores no ceu cinza (de Anabela Roque). A noite também será de André Carvalheira.

À frente de New life S.A., ele examina os meandros de construções arquitetônicas destinadas à plenitude de uma sociedade, mas que pede bênção à politicagem.

Carona solidária
Por causa das obras do metrô, em frente ao Cine Brasília, a organização do Festival de Brasília estimula uma campanha de mobilidade. Além de solicitar aos espectadores que abram mão de carro, usando bicicleta e embarcando no esquema de carona solidária, a Secretaria de Cultura destacou 500 vagas de estacionamento (906 Sul), com seguranças no local e um transporte até o Cine Brasília, a cada meia hora, entre às 18h e às 2h.

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