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Correio Braziliense

Festival de Brasília do Cinema Brasileiro valoriza filmes locais

Pelo segundo ano consecutivo, o Festival Universitário do Cinema Brasileiro exibe o cinema feito por estudantes de todo o país


postado em 16/09/2018 07:00 / atualizado em 16/09/2018 10:15

Lance maior, com Reginaldo Faria e Regina Duarte, será o filme homenageado pela 51ª edição(foto: Sylvio Back/Divulgação)
Lance maior, com Reginaldo Faria e Regina Duarte, será o filme homenageado pela 51ª edição (foto: Sylvio Back/Divulgação)


Em meio ao frisson em torcer pelos favoritos das mostras principais do Festival de Brasília do Cinema Brasileiro, por vezes, passam despercebidas as exibições alternativas, às quais boa parte da programação é reservada.

Enquanto as mostras competitiva e Brasília destacam as produções de maior tração do cinema nacional e brasiliense, outras exibições dão lugar a facetas distintas da cena local.

“Filmes com características específicas encontram seus pares nas mostras alternativas”, comenta o diretor artístico do evento, Eduardo Valente. Ele diz que o salto no número de produções realizadas graças à facilitação tecnológica exigiu adaptação do festival. Foram criadas mais frentes de exibição para abranger a nova demanda. “O festival também cresceu para continuar a ser representativo do cinema brasileiro”, constata.

Pelo segundo ano consecutivo, o Festival Universitário do Cinema Brasileiro exibe o cinema feito por estudantes de todo o país. “Não necessariamente jovens, mas são cineastas que estão dando os primeiros passos e vão representar nosso cinema no futuro”, diz Eduardo. Dos 20 selecionados, 10 curta-metragens serão exibidos hoje, das 9h às 12h.

Temas fortes

Inéditas todo ano, as mostras paralelas são criadas de acordo com a leva de filmes de edição. Se um tema se sobressai entre os inscritos, esses filmes são separados em “linhas de força”, como chama Eduardo. Este ano, foram criadas três mostras paralelas: A arte da vida, com quatro cinebiografias de artistas brasileiros; Festival dos festivais, que recupera cinco longas previamente lançados em outros eventos do ano; Onde estamos e para onde vamos?, que trata de atualidade e sociopolítica do país. Haverá mostra paralela em todas as tardes de festival.

As sessões especiais têm duas frentes e ficam entre as atividades formativas. São destinadas para pessoas ligadas ao cinema. A Caleidoscópio pega formas inusitadas de se fazer cinema, com abordagens mais arriscadas e que fogem ao convencional. Este ano, a mostra contará com cinco filmes. Já a mostra Futuro Brasil exibe filmes em fase de produção, que não foram finalizados. É uma amostra do que tem por vir.

Já a sessão de homenagem será dedicada a Lance maior, filme de 1968 dirigido por Sylvio Back com Reginaldo Faria e Regina Duarte no elenco. Idealizador do Festival, Paulo Emílio Salles Gomes disse sobre a estreia do filme: “A fama de clássico desse longa de Sylvio Back não é despropositada”. A exibição ocorre hoje, às 19h.

*Estagiário sob supervisão de Igor Silveira

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