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Correio Braziliense

Periferia é mote no penúltimo dia de competição do Festival de Brasília

De mão em mão, a equipe do longa mineiro 'Temporada' tomou uma dose de cachaça em cima do palco do Cine Brasília


postado em 21/09/2018 22:20

Uma equipe emocionada subiu ao palco para apresentar o longa da noite, Temporada, que foi dedicado à falecida mãe do realizador André Novais(foto: Barbara Cabral/Esp. CB/D.A Press)
Uma equipe emocionada subiu ao palco para apresentar o longa da noite, Temporada, que foi dedicado à falecida mãe do realizador André Novais (foto: Barbara Cabral/Esp. CB/D.A Press)


O 51º Festival de Brasília chega à reta final. Nesta sexta-feira (21/9), um Cine Brasília mais uma vez lotado acompanhou a exibição de um curta e de um longa-metragem para assistir aos filmes da Mostra Competitiva. Com um curta carioca e um longa mineiro, a temática das periferias do país foi a atração principal das exibições. 

Uma equipe emocionada subiu ao palco para apresentar o longa da noite, Temporada, que foi dedicado à falecida mãe do realizador André Novais. Derramadas as lágrimas, logo entrou em cena a descontração. "Eu quero queria pedir licença para quebrar um pouco a formalidade desse palco. A gente fez um filme mineiro, tem que beber cachaça", disse a diretora de fotografia do filme segundos antes de "oferecer uma dose ao santo". Um a um, cada membro da equipe,ao ser apresentado, provou um pouco do destilado da boca de uma garrafa. 

Equipe toma uma dose de cachaça em cima do palco do Cine Brasília(foto: Robson G. Rodrigues)
Equipe toma uma dose de cachaça em cima do palco do Cine Brasília (foto: Robson G. Rodrigues)


O longa-metragem Temporada, de Minas Gerais, foi dirigido por André Novais de Oliveira e conta a história de Juliana, que resolve se mudar do interior do estado para a periferia de Contagem, na região metropolitana. Eis que a vida habitual que tinha passa por mudanças inesperadas. “Espero que no próximo ano quem subir aqui tenha um grito um pouco mais leve”, diz André Novais ao apresentar o filme. 

O curta-metragem Eu, minha mãe e Wallace, do Rio de Janeiro, foi dirigido pelos irmãos Carvalho. Marcos e Eduardo são gêmeos e cineastas do morro do Salgueiro, na zona norte do estado. Com premiações no currículo, as produções cinematográficas que realizam permeiam o ambiente das vidas nas periferias. A trama da noite fala sobre um pai ausente e a difícil vida da mãe solteira, que cuida do filho. 

Fabrício Boliveira é um dos atores do curta. Com carreira extensa e participações em Tropa de elite 2 e em produções globais como o seriado Nada será como antes, o artista agrega valor ao maior festival de cinema brasileiro. 
 
*Estagiários sob supervisão de Igor Silveira 

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