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Correio Braziliense

Júri do Festival de Brasília responde à pergunta 'O que é um bom filme?'

Opinaram Dácia Ibiapina, Humberto Carrão, Ittala Nandi, Sabrina Fidalgo e Sylvio Back. Confira o que eles disseram!


postado em 23/09/2018 08:00 / atualizado em 22/09/2018 19:27

Humberto Carrão, Dácia Ibiapina, Sylvio Back, Ittala Nandi, Sabrina Fidalgo e Ismail Xavier.(foto: Reprodução)
Humberto Carrão, Dácia Ibiapina, Sylvio Back, Ittala Nandi, Sabrina Fidalgo e Ismail Xavier. (foto: Reprodução)
 
Impedidos de tecer maiores comentários sobre o Festival de Brasília do Cinema Brasileiro, os membros do júri oficial concordaram em definir ao Correio o que consideram um bom filme. Opinaram Dácia Ibiapina, Humberto Carrão, Ittala Nandi, Sabrina Fidalgo e Sylvio Back. "É muito amplo", desculpa-se o pesquisador Ismail Xavier, que preferiu não responder.
 
 

Dácia Ibiapina, cineasta e professora universitária

"Um bom filme é aquele a que a gente assiste e se sente tocado por ele. Ao mesmo tempo que nos diverte, nos transforma, nos dá mais conhecimento, nos torna mais sábios." 

Humberto Carrão, ator

"É um conceito muito subjetivo porque filmes muito diferentes podem ser bons. Vou citar uma frase de Caetano Veloso:. ’É o que pode lançar mundos no mundo.’ Filme bom é aquele que me apresenta lugares novos".

Ittala Nandi, atriz e homenageada da edição com prêmio Leila Diniz

"Eu considero um bom filme aquele que traga uma mensagem. Que seja o mais inovador possível. Em que se perceba uma linguagem. Que, principalmente, revelem o que nos falta saber, o que pode ser filosoficamente importante para nosso povo e para nós." 

Sabrina Fidalgo, cineasta

"Bons filmes têm bons roteiros e, além disso, têm alma e emoção. Não basta ser bom tecnicamente falando — tem de emocionar primeiro. Tem de ter um quê de filosofia, de amor, tem de aquecer o coração das pessoas"

Sylvio Back, cineasta

"Um bom filme é antes de tudo um filme que fale a nossa alma e a nossa mente. É um filme em aberto, que não leva o espectador pelas mãos, que não paternaliza. O cineasta tem de deixar o telespectador desarvorado, tem de dar uma obra aberta para o espectador ficar mais livre ainda. Tem de oferecer um projeto estético, com beleza e uma proposta moral."

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