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Correio Braziliense

Vinte anos do Porão do rock são contados em livro de Pedro de Luna

Tradicional festival brasiliense tem história revisitada em obra que será lançada nesta quarta-feira, 'Histórias do Porão'


postado em 26/09/2018 06:15 / atualizado em 26/09/2018 13:47

Pedro de Luna é o responsável pela obra Histórias do Porão(foto: Elza Cohen/Divulgação)
Pedro de Luna é o responsável pela obra Histórias do Porão (foto: Elza Cohen/Divulgação)
Há 20 anos, a capital federal viu nascer um dos festivais mais longevos de sua história, o Porão do Rock. Mas, bem antes da primeira edição em 8 de agosto de 1998, começou a narrativa do evento. Tudo teve início no subsolo da 207 Norte, espaço preferido de ensaio das bandas de Brasília nos anos 1990  que ficou popularmente conhecido como “porão do rock”.

E é a partir dessa história que o jornalista Pedro de Luna, o único repórter de fora de Brasília a acompanhar a estreia do evento, começa a narrar a trajetória de 20 anos do festival no livro Histórias do Porão, que será lançado oficialmente nesta quarta-feira (26/9), a partir das 19h, no Foyer do Teatro Nacional. “É um livro cronológico, só que não começa a partir da primeira edição em 1998. Ele contextualiza o Porão. Fala da aglomeração de estúdios que veio repetir o fenômeno dos anos 1980 na Rádio Center em 1990, que foi na 207 Norte”, revela Pedro de Luna ao Correio.

A ideia de transpor a história do Porão do Rock para o papel veio de Pedro de Luna em papo com Gustavo Sá, o único produtor à frente do festival ao longo desses 20 anos. “Quando percebi que faria 20 anos, pensei que precisava fazer um livro, documentar essa história. O Gustavo achou a ideia bacana e me facilitou em todos os aspectos, com a apuração, a seleção de fotos”, revela. “Eu já estava pensando nessa possibilidade do livro. Vi que ele estava fazendo um livro sobre o Planet Hemp, fomos conversando e rolou”, lembra Gustavo Sá.

Construção da narrativa


A relação de Pedro de Luna com o festival vai além do profissional, virou algo pessoal. Ele lembra que o Porão do Rock foi uma de suas primeiras coberturas fora do Rio de Janeiro: “Eu tinha apenas 23 anos, estava iniciando a minha carreira, estava muito desconfiado. Foi emocionante, era a segunda vez que ia a um festival. Foi memorável, fiquei apaixonado”.

A partir daí, não perdeu praticamente nenhuma edição do evento e foi o único jornalista de fora de Brasília a cobrir o evento em sua primeira edição em 1998. Bagagem que foi fundamental para a concepção do livro em apenas cinco meses e que tem o produtor Gustavo Sá como o fio condutor da narrativa. A obra tem 224 páginas compostas por textos objetivos e muitos registros fotográficos do período enviados pelos fotógrafos que passaram pelo festival. “Acho que esse é o trunfo do livro, ser um registro fotográfico do rock brasileiro”, afirma.

Ver galeria . 10 Fotos Reunião de todas as bandas fundadoras do Porão do Rock tirada em 1998 na 207 NorteClausem Bonifacio/Divulgação
Reunião de todas as bandas fundadoras do Porão do Rock tirada em 1998 na 207 Norte (foto: Clausem Bonifacio/Divulgação )


Pedro de Luna explica essa importância ao citar alguns acontecimentos marcantes do Porão, como a volta à ativa da Plebe Rude em 1999; o último show do guitarrista Netinho do Detonautas Roque Clube em 2006, que morreu naquele mesmo ano; o retorno do Planet Hemp a Brasília em 2016 vinte anos após a prisão na cidade; a aposta do festival em Pitty em 2003, que naquela época era uma iniciante no cenário; a apresentação do Sepultura no dia do pentacampeonato do Brasil na Copa do Mundo de 2002; a homenagem à Legião Urbana em 2009 com edição na Esplanada dos Ministérios; entre tantas outras situações marcantes que são lembradas na obra.

Além disso, Pedro de Luna revisita a trajetória que ele classifica como “meteórica” do Porão do Rock. “Eu, que fui à primeira edição, fiquei impressionado na terceira, que não era na Concha Acústica e tinha crescido de uma maneira impressionante no estacionamento do Mané Garrincha. E sempre foi um evento de grandes nomes nacionais e de Brasília. Depois, passou de um dia para dois; depois, para três”, recorda. Edições gratuitas, na Esplanada dos Ministérios, o show da banda internacional Muse, a edição em Buenos Aires (Argentina) e até as tendências que o festival atravessou também fazem parte da narrativa. “Tem muitas histórias que as pessoas não sabem, não lembram”, completa.
 
(foto: Editora Ilustre/Divulgação)
(foto: Editora Ilustre/Divulgação)
Histórias do Porão — A história dos 20 anos do festival Porão do Rock
De Pedro de Luna. Editora Ilustre, 228 páginas. À venda com o combo 2 do Porão do Rock, que dá direito ao livro e aos dois dias de festival a R$ 120.

Lançamento do festival Porão do Rock e do livro Histórias do Porão
Foyer do Teatro Nacional (Esplanada dos Ministérios). Hoje, a partir das 19h. Lançamento do festival Porão do Rock — 20 anos e do livro Histórias do Porão, do jornalista Pedro de Luna. Com sessão de autógrafos do autor da obra e show da banda brasiliense Maria Sabina & a Pêia. Evento para convidados.

Porão do Rock
Estacionamento do Estádio Nacional de Brasília Mané Garrincha (Eixo Monumental). Nos dias 29 e 30 de setembro (sábado e domingo), a partir das 16h. Com shows de Nação Zumbi, B Negão, Plebe Rude, Barão Vermelho, entre outros. Ingressos a R$ 20 (meia-entrada social, com doação de 1kg de alimento não perecível, exceto sal), R$ 120 (combo 1, ingresso para dois dias de festival, camiseta oficial do festival, copo oficial, pulseira de acesso ao camarote) e R$ 120 (combo 2, ingresso para dois dias de festival, livro Histórias do Porão, copo oficial, pulseira de acesso ao camarote). À venda pelo site Sympla. Não recomendado para menores de 16 anos. Menores de 16 anos apenas acompanhados dos pais ou responsáveis maiores de 18 anos.

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