Publicidade

Correio Braziliense

Cinema nacional aposta em adaptações de livros juvenis

Depois de sucessos como 'É Fada!', estreia 'Tudo por um popstar'


postado em 13/10/2018 10:15

Maisa Silva: as seguidoras
Maisa Silva: as seguidoras "me vêem como um ídolo, se inspiram em mim" (foto: Reprodução/Instagram)

 

 

Não é difícil encontrar, entre os mais jovens, quem zerou o catálogo de comédias românticas da Netflix. As narrativas hollywoodianas florearam a infância e a adolescência de muitos brasileiros. Líderes de torcida, escolas com armários e professores que chamam os alunos pelos sobrenomes são, muitas vezes, usuais para o público brasileiro, que nunca passou de fato por essas situações e que vive numa realidade bem diferente.

 

Por mais que essas produções estrangeiras possam ter maior alcance e popularidade, representantes brasileiros começam a se destacar. O mercado audiovisual tem buscado inspiração em livros de autoras nacionais, como Thalita Rebouças e Paula Pimenta, para criar adaptações voltadas ao público mais jovem. São grandes bilheterias, com nomes conhecidos e histórias leves.

 

O primeiro filme protagonizado pela youtuber Kéfera, É fada! (2016), foi inspirado na obra Uma fada veio me visitar, de Thalita Rebouças, publicado em 2007. A mesma autora também teve livros adaptados para as telonas com o longa Fala sério, mãe!, com as atrizes Larissa Manoela e Ingrid Guimarães, e o lançamento de Tudo por um popstar, com Maísa Silva, Klara Castanho e Mel Maia.

 

Thalita Rebouças já viu obras recriadas em filmes como É fada!(foto: Faya/Divulgação)
Thalita Rebouças já viu obras recriadas em filmes como É fada! (foto: Faya/Divulgação)
 

 

Maísa também gravou Cinderela pop, baseado no livro homônimo da escritora mineira Paula Pimenta, com previsão de estreia para janeiro de 2019. “Esses dois personagens foram presentes na minha vida e são de autoras que eu acho incríveis e foram muito importantes para mim”, revela a atriz, em entrevista ao Correio. “Tanto a Thalita quanto a Paula marcaram a minha pré-adolescência. Eu queria ler e é óbvio que tinha a preocupação dos meus pais com o conteúdo certo para essa faixa etária. Elas representam muito bem a pré-adolescência aqui no nosso país.”

 

Para Maísa, é fundamental ter um cenário diverso e representativo de filmes nacionais. “Quando eu estava nessa faixa da pré-adolescência, eu não me inspirava em alguém aqui, eu não tinha alguém de espelho, me inspirava mais em mulheres adultas”, ela relembra. “Mas elas nunca tiveram uma idade próxima da minha. Então, já que eu tenho oportunidade de ter a posição que eu tenho, procuro ser o mais verdadeira e próxima das minhas seguidoras. Muitas vezes elas me veem como um ídolo, não me idolatram, mas se inspiram em mim. Elas são muito amigas minhas, e com um amigo ,a gente quer ser verdadeiro, a gente quer passar conselhos legais”, completa.

 

*Estagiária sob supervisão de Vinicius Nader

 

 

 

Daqui para frente

O futuro parece promissor para o público infantojuvenil brasileiro. A produtora Panorâmica, com sedes no Rio de Janeiro e em São Paulo, afirmou que esse será um de seus grandes focos. Para isso, comprou os direitos de todas as obras de Paula Pimenta, até mesmo algumas que ainda não foram finalizadas. O objetivo é transformar esse material em longas-metragens ou até mesmo em séries de tevê.

 

 

 

Os comentários não representam a opinião do jornal e são de responsabilidade do autor. As mensagens estão sujeitas a moderação prévia antes da publicação

Publicidade