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Correio Braziliense

Mais de 20 filmes nacionais invadem os cinemas do DF com preços populares

A 19ª edição do Projeta Brasil, do Cinemark, apresenta longas com valores a R$ 4


postado em 12/11/2018 07:00 / atualizado em 12/11/2018 10:14

Cena do filme 'Os farofeiros'(foto: Reproducao/Internet)
Cena do filme 'Os farofeiros' (foto: Reproducao/Internet)


É com a disponibilidade de 102 sessões, nos três complexos da rede, que a Cinemark estimula, nesta segunda-(12/8), o acesso a 23 títulos nacionais, dentro da 19ª edição do Projeta Brasil. Como recorrente no desenvolvimento do projeto, toda a renda alcançada pelo popular valor de R$ 4 (para cada ingresso) será revertida em ações de desenvolvimento do audiovisual brasileiro. Temas como família, política e música, além de cinebiografias, predominam no cardápio de filmes apresentados no projeto. Selecionados para sessões em salas do Pier 21, dois filmes recentemente colocados em cartaz chamam a atenção: Legalize já — A amizade nunca morre, que discorre sobre a formação do Planet Hemp, e Todas as canções de amor, título romântico que reúne Bruno Gagliasso e Marina Ruy Barbosa.
 

Um dos líderes dentro do ranking de longas mais assistidos na telona, o cineasta Roberto Santucci — que, com a comédia Os farofeiros, levou 2,5milhões de espectadores para as poltronas de pagantes — comparece ao evento, com dois títulos.  Os farofeiros (mostrado somente em Taguatinga), estrelado por Cacau Protásio,  que conta um enredo de fim de semana malsucedido para um quarteto de amigos, se junta, na programação, a O candidato honesto 2 — O 'impitchiment', com sessões nas salas do Pier 21, em Taguatinga e no Iguatemi. Sequência do filme de 2014, que levou público de quase 2,3 milhões de espectadores ao cinema, o filme traz talentos locais como Victor Leal e Rosanne Mulholland, ao lado do comediante Leandro Hassum.

Nome de relevância para Brasília, o diretor André Moraes também se valeu do talento de Leandro Hassum, na adaptação brasileira para um sucesso mexicano, sob o título de Não se aceitam devoluções, uma das atrações exclusivas no Pier 21. No filme, um bom vivant tem a vida virada do avesso pelo súbito aparecimento de uma filha entregue a ele por uma ex-namorada norte-americana. Estrela forjada nos palcos e na tevê brasiliense, durante os anos de 1970, a atriz Françoise Forton é uma das estrelas de Coração de cowboy, também reservado para a programação do Pier 21. No longa, Françoise dá vida à empresária Iolanda, responsável pela guinada na carreira de Lucca (Gabriel Satter), um rapaz insatisfeito por ter sido tragado pela indústria fonográfica.

Ligado ao universo musical, outro título incluído no Projeta Brasil é Ana e Vitória, dirigido pelo brasiliense Matheus Souza, e que terá três sessões no Pier 21. “Acho a iniciativa ótima. A valorização do cinema nacional é sempre muito bacana. Quando o filme teve sessões regulares, houve quem não pode ir ou não soube da exibição. Acho aliás que o Ana e Vitória funciona de diferentes formas, por estar muito comentado pelos jovens e pela repercussão nas redes sociais: ele casa as duas mídias — na telona e no streaming”, observa o diretor, já no quarto longa-metragem, numa carreira de uma década.

“Apaixonado” por musicais, Matheus Souza se diz agradecido pela oportunidade de ter trabalhado com uma das “compositoras mais originais dos últimos tempos” Ana Clara Caetano. “Houve um casamento de alcance muito positivo, na repercussão. Felizmente, o longa teve muito público e foi um fenômeno na Netflix. Mesmo quem viu em streaming deve ter a experiência do filme nas telas. Aliás, os jovens gostam de assistir a um filme milhões de vezes”, reforça o diretor de Ana e Vitória. Matheus confessa que ele mesmo vai esticar a fila da plateia do Projeta Brasil. “Estava trabalhando demais, e perdi a oportunidade de assistir a Benzinho (a ser mostrado no Pier 21), que é de um diretor de quem gosto muito, o Gustavo Pizzi”, comenta.

Nem tudo é graça

Assuntos densos dominam as sessões a serem somente apresentadas no complexo do Pier 21, na cartela de fitas nacionais. Querida mamãe trata de autoaceitação de identidade sexual, numa fita estrelada por Letícia Sabatella e Cláudia Missura; enquanto Antes que eu me esqueça, de Tiago Arakilian, une os talentos de José de Abreu e Danton Mello, numa trama que mostra a renovação de uma relação pai e filho, e O nó do diabo, um raro exemplar de cinema de terror criado na Paraíba, todo ele voltado para o exame dos efeitos da danosa invisibilidade relegada aos negros, em decorrência do massacre escravagista.

No Iguatemi, haverá sessões exclusivas de outro terror contemporâneo do cinema brasileiro: As boas maneiras, assinado por Juliana Rojas e Marco Dutra. No filme, com shows de interpretações de Marjorie Estiano e Izabél Zuaa, um lobisomem vem a ser uma espécie de herança na equivocada exploração dos trabalhos de uma empregada doméstica (agregada ao que poderia ser visto como uma casa grande). Em temporada pós-eleição, ainda será possível assistir (apenas no cinema do Iguatemi) a O paciente — O caso Tancredo Neves, retrato de Sergio Rezende para os últimos dias de Tancredo (interpretado por Othon Bastos). Sucesso entre a garotada, Fala sério, mãe! é outro longa que volta à telona, hoje, no Iguatemi e em Taguatinga.
 

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