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Correio Braziliense

Escritor radicado em Brasília ganha prêmio de melhor livro de contos do ano

Gustavo Pacheco foi escolhido como vencedor do 'Prêmio Clarice Lispector' em premiação literária da Biblioteca Nacional


postado em 13/11/2018 15:00 / atualizado em 13/11/2018 15:53

Gustavo Pacheco é o vencedor do Prêmio Clarice Lispector de 2018(foto: Maria Mazzillo/Divulgacao)
Gustavo Pacheco é o vencedor do Prêmio Clarice Lispector de 2018 (foto: Maria Mazzillo/Divulgacao)


O escritor Gustavo Pacheco é o agraciado com o Prêmio Clarice Lispector, concedido ao melhor livro de contos do Prêmio Literário Biblioteca Nacional de 2018. A obra Alguns humanos, que conta 11 histórias com temas diversos, foi a responsável por colocar o autor de 46 anos no topo da lista formada pelo júri avaliador.

Alguns humanos foi a primeira produção literária da carreira do premiado, que não escondeu a felicidade com o anúncio. "É um prazer e uma honra, porque o Prêmio da Biblioteca Nacional é prestigioso. Leva o nome de uma grande escritora, Clarice Lispector. É uma honra integrar esta lista".

Capa do livro Alguns humanos, obra de Gustavo Pacheco.(foto: Tinta Negra/Reproducao)
Capa do livro Alguns humanos, obra de Gustavo Pacheco. (foto: Tinta Negra/Reproducao)


Gustavo Pacheco fez questão de ressaltar o momento da produção de contos literários no Brasil, exaltando o conjunto de autores que vem se formando no país e também as obras que estão sendo escritas. Emilio Fraia, com Sebastopol e Geovani Martins, com Sol na cabeça, são alguns dos destaques.

"É sempre importante destacar o sistema literário. Fico feliz porque a literatura brasileira está vivendo um momento muito especial na produção de contos. Eu venci, mas não me vejo sozinho neste universo, me vejo como parte de uma safra e me orgulho. Tivemos boas publicações este anos, que poderiam ter vencido", conta Gustavo.

O autor, que traz inspirações dos consagrados escritores Sérgio Sant’Anna e Rodrigo Lacerda, participou da Festa Literária Internacional de Paraty (Flip) como autor convidado e revela que já pensa em novos projetos. "Após a Flip, fui chamado para escrever uma coluna semanal na Revista Época. Vejo essa coluna como parte da atividade literária, pois trato de personagens e fatos reais de maneira quase ficcional. Tenho outros projetos com contos, mas vão demorar ainda", explica. 

O Prêmio Literário Biblioteca Nacional, que ocorre desde 1994, tem como objetivo contemplar autores, tradutores e alguns projetos gráficos brasileiros através de uma premiação por categorias. As publicações devem ser inéditas e publicadas no Brasil. 

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