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Correio Braziliense

Robin Hood está de volta em produção de Leonardo di Caprio

O longa de US$ 100 milhões retoma a história do homem que roubava os ricos para dar aos pobres


postado em 29/11/2018 06:30 / atualizado em 28/11/2018 18:43

O longa Robin Hood - A origem é estrelado por Taron Egerton (foto: Reprodução/Internet)
O longa Robin Hood - A origem é estrelado por Taron Egerton (foto: Reprodução/Internet)

 

O investimento para a nova adaptação cinematográfica da história do herói empenhado em lutar por maior igualdade econômica tem cifras altas: Robin Hood — A origem ficou na casa dos US$ 100 milhões. A bem da verdade, vem a ser a metade dos US$ 200 milhões que deram origem à última ressurreição nas telas do homem que age na floresta de Nottingham (Inglaterra) para proteger os desfavorecidos. Aquela aventura, de 2010, tinha a cara de Russell Crowe e trouxe um fracasso retumbante, especialmente se comparada ao êxito de Kevin Costner, numa performance de Robin Hood feita em 1991.

Produzido por Leonardo DiCaprio, o novo filme tem direção de Otto Bathurst (de Black mirror e das séries sobre crimes Five days e Criminal justice), sendo estrelado pelo ator de origem galesa Taron Egerton (que viverá Elton John em Rocketman). Conhecido na pele de Eggsy Unwin (da franquia Kingsman), Egerton contou para a imprensa estrangeira que travou certa luta pelo papel de protagonista: “Precisei alterar meu corpo, por não ter o costume de me manter em ótima forma, durante o ano todo”.

Um dos grandes estímulos para o filme — depois de, nas telas, assumir como “mentores” os colegas Colin Firth e Hugh Jackman (com o qual esteve em Voando alto) —, nas palavras dele, foi o de contracenar com Jamie Foxx, o premiado ator de Ray (2004). Metido nos uniformes do período medieval, Foxx dá vida a Pequeno John, um comandante mouro que deixa as Cruzadas e, inesperadamente, se torna uma espécie de treinador de Robin Hood. Com direito a um relacionamento de estabilidade no amor e nas finanças, Robin Hodd vê a felicidade esfacelada depois de ser convocado para o serviço militar e, numa lacuna de quatro anos, vê a vida virada do avesso, com a perda da amada Marian, papel de Eve Hewson (de Papillon).

Na aventura de grupos saxões que agem fora da lei nos arredores da floresta de Sherwood, os roteiristas estreantes Ben Chandler e David James Kelly apostaram em novidades. “Quem espera uma aventura clássica ficará bem incomodado. Há imprecisão histórica, e os figurinos e a direção de arte são bem amalucadas. Procuramos manter as pessoas despertas e fazer um filme com o qual elas se identificassem”, ponderou o cineasta Otto Bathurst, em entrevista para o site Sky News.

Considerado, a princípio, um “almofadinha” por ostentar a alcunha de “lorde de Loxley”, Robin não tarda a promover o levante contra a corrupta coroa inglesa em ações que têm efeitos especiais satisfatórios, entre os movimentos do Quicksilver (visto em X-Men) e aventuras de 300. Os personagens de Jamie Dornan (o astro de Cinquenta tons de cinza) e de Ben Mendelsohn, que encarna um xerife raivoso, são foco de muitos problemas para Robin Hood.

Simbolizada por um capuz, as atividades positivas de Hood se espalham e são marcadas justamente pela multiplicação da imagem de capuzes em todas as ruas dos pagadores de tributos. O diretor Otto Bathurst dá a medida contemporânea do enredo do filme: “Temos visto, nos últimos 15 anos, a ascensão de uma onda de causas progressivamente individuais, mesmo na esfera dos governos internacionais. É algo que inflama tanto a religião quanto patamares de muitas instituições”.
 
Elas querem ver o circo em chamas
 
Viola Davis é promessa de boa atuação, em As viúvas(foto: Reprodução/Internet)
Viola Davis é promessa de boa atuação, em As viúvas (foto: Reprodução/Internet)
 
 
“Existe muita ênfase nas mulheres que combinam o fato de serem magras com o de serem diminutas — aliás, isso resulta numa espécie de associação marcante com feminilidade. É muito legal ver o outro lado da mulher, sendo associada à força”, comentou a atriz Viola Davis, em entrevista à imprensa americana, ao tratar do mais recente papel na telona, no longa que estreia hoje no Brasil: As viúvas. Com roteiro do diretor Steve McQueen (12 anos de escravidão) e da roteirista Gillian Flynn (autora do sucesso Garota exemplar), As viúvas traz adaptação de livro assinado por Lynda La Plante (produtora da famosa série com Hellen Mirren Prime suspect).

Lutar por um destino melhorado, agindo com vigor, paira como interesse central para quatro personagens do filme As viúvas. Concebido como um thriller moderno e ambientado na terceira maior cidade norte-americana, Chicago, o longa une temas de crimes, paixões e corrupção. Na trama, quatro mulheres não se convencem da obrigação de assumir dívida deixada pelos maridos que estão mortos.

Trazer agilidade e intimismo ao registro da ação foram coordenadas apresentadas por Steve McQueen para seu habitual diretor de fotografia Sean Bobbitt (de Shame e The hunger). Onze vezes indicado ao Oscar, o compositor alemão Hans Zimmer assina a trilha sonora. “Em primeiro lugar, sempre busco entreter. Meu segundo interesse é o de iluminar fatos repetidos a cada dia e que possam, para além de serem identificados pelo público, servir como alerta”, explicou o cineasta McQueen, em publicação estrangeira.

Dados de raça e gênero estão trabalhados na obra, segundo aponta a revista The Hollywood Reporter. Com ênfase nos aspectos sociopolíticos e ritmo vertiginoso, o longa obrigou a vencedora do Oscar Viola Davis (de Um limite entre nós), que interpreta Veronica, a três séries semanais de levantamento de peso. Com elenco masculino formado por Robert Duvall, Liam Neeson e Daniel Kaluuya (de Corra!), As viúvas traz ainda as participações de Elizabeth Debicki, Michelle Rodriguez (de Velozes e furiosos) e Cynthia Erivo. No longa, o astro Colin Farrell vive o político Jack Mulligan, que receberá visita nada amistosa do quarteto de viúvas.
 
Outras estreias
 
Os exterminadores do além contra a loira do banheiro 
• De Fabrício Bittar. Youtubers que já viveram momento de glória são recrutados para livrar colégio de uma maldição.



De repente uma família 
• De Sean Anders. Casal adota uma menina que, sem demora, traz para casa os dois irmãos dela, causando instabilidade na nova família.



Cadáver 
• De Diederik Van Rooijen. Uma entidade atormenta um necrotério vigiado por policial saída de reabilitação.



A excêntrica família de Gaspard
• De Antony Cordier. Em visita à família, rapaz se sente oprimido pela ação de todos.



Um homem comum 
• De Brad Silberling. Criminoso de guerra tem a vida cada vez mais dificultada pelas constantes aproximações de agentes internacionais.


BTS — Burn the stage: The movie 
• De Jun-Soo Park. Documentário  sobre as perspectivas individuais de cada integrante da famosa banda coreana.


Um segredo em Paris
• De Élise Gerard. Sem querer, uma aspirante a escritora estreita o relacionamento com um diretor de livraria bastante problemático.



Utoya — 22 de julho 
• De Erik Poppe. Representação ficcional de parte dos ataques de um terrorista que matou 69 noruegueses.
  
 


 

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