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Correio Braziliense

Atrizes protestam contra foto censurada do topless de Letícia Colin

A imagem foi deletada do perfil dela no Instagram por violar as regras de publicação da rede social


postado em 29/11/2018 16:05 / atualizado em 29/11/2018 16:33

(foto: Reprodução/Instagram )
(foto: Reprodução/Instagram )
 
Uma das fotos do ensaio especial da atriz Letícia Colin fazendo topless para a revista Marie Claire foi censurada pelo Instagram. A imagem acabou deletada do perfil por violar as regras de publicação da rede social.  
 
A informação foi divulgada pelo perfil oficial da revista no Instagram e também pela diretora de Redação, Laura Ancona, que protestou sobre o assunto. "Por que os mamilos femininos (e não masculinos) incomodam tanto?", questionou a editora ao repostar a foto na rede social. 
 
Post da diretora de redação de 'Marie Claire', protestando a censura da foto de Leticia Colin (foto: Reprodução/Instagram )
Post da diretora de redação de 'Marie Claire', protestando a censura da foto de Leticia Colin (foto: Reprodução/Instagram )
 
 
Ver galeria . 8 Fotos Reprodução/Twitter
(foto: Reprodução/Twitter )
 
Várias atrizes, como Nanda Costa, Samara Felippo, Aline Borges e Suzana Pires, se manifestaram contra a censura. Elas republicaram a foto de Letícia nos perfis, com a hashtag #FreeTheNipple, que rapidamente se espalhou em posts de mulheres na plataforma. 
 
 
Visualizar esta foto no Instagram.

Você sabia que o uso de roupas e sutiãs ao longo dos séculos atrofiou as glândulas de Montgomery, responsáveis pela lubrificação e proteção dos mamilos durante a amamentação? Essa é considerada uma das principais causas dos problemas que a maioria das mulheres enfrentam ao amamentar nos primeiros meses: mamilos rachados (ou despedaçados!) e muita dor. A dor interrompe a cascata hormonal que é responsável pela produção de leite. Com isso, acaba-se recorrendo à mamadeira e pronto! Temos mais um bebê privado da alimentação de ouro da primeira infância. Isso tudo acontece porque nossos seios foram cobertos e privados de sol ao longo dos anos, atrofiando tais glândulas e transformando uma pele, que deveria ser acostumada à alta fricção da sucção, em uma pele finíssima. Só quem viveu a dor lancinante e quase insuportável ao dar de mamar sabe do que eu estou falando. Mas por que aceitamos o fato de algo tão natural e fisiológico causar tanta dor e desconforto? Simplesmente porque a função mais sagrada dos seios da mulher, que é a de alimentar um bebê, é totalmente soterrada pela erotização do olhar do patriarcado. Ao invés de deixarmos nossos seios livres, o que seria o mais saudável para a espécie, os censuramos simplesmente porque eles são vistos, em primeiro lugar, como OBSCENOS. Nesse exato momento em que você lê isso uma mãe está se escondendo para alimentar seu filho com medo de retaliação. Num país tropical como esse, não podemos ousar (nem grávidas!) a tomar sol no peito (como recomendam os médicos) que chamam a polícia. Mais uma prova de que essa sociedade é feita por homens e para os homens. Obrigada, @leticiacolin e @marieclairebr pela coragem de trazer essa pauta. Agora um pouco mais sobre nossos amados e incríveis mamilos: Os tubérculos de Montgomery são conhecidos por terem funções antibacterianas. Esses tubérculos produzem óleos naturais que se encarregam de controlar o pH e proteger o mamilo de qualquer tipo de infecção. Além disso, substâncias voláteis nas secreções podem servir de estímulo olfativo para o apetite dos bebês recém-nascidos durante o aleitamento. A natureza é perfeita. Free tetas!

Uma publicação compartilhada por Tainá Müller (@tainamuller) em

 
 
A polêmica dividiu seguidores na Twitter. Alguns concordavam com as diretrizes da plataforma, enquando parte protestavam contra a censura. A revista com o ensaio estará nas bancas a partir de 29 de dezembro. 
 
 
 
 
 

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