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Correio Braziliense

A loira do banheiro levanta a plateia do circuito nacional

Sucesso instantâneo nas salas de cinema, comédia com Dani Calabresa e Danilo Gentili ganha público forte e consagra talentos de coadjuvantes como Murilo Couto


postado em 04/12/2018 07:38 / atualizado em 04/12/2018 07:37

Murilo Couto: o primeiro da fila do Banheiro, lá atrás, à esquerda(foto: Galeria Filmes/ Divulgação)
Murilo Couto: o primeiro da fila do Banheiro, lá atrás, à esquerda (foto: Galeria Filmes/ Divulgação)


Olhar para o futuro, sem perder da perspectiva os acertos do passado. Na contramão dos feitos de um quarteto de protagonistas do filme Exterminadores do além contra a loira do banheiro, os criadores da comédia de humor assustador, em cartaz no cinema, bolaram um mix que reverencia filmes do passado para chegar à atualização que rende bons dividendos nas bilheterias. No primeiro final de semana, o filme estrelado por Danilo Gentili e Dani Calabresa faturou a nona posição entre os mais vistos, rendendo cerca de R$ 810 mil. Muito foi aproveitado de um ciclo de comédias dos anos 1980.

À frente de um dos personagens mais divertidos — uma espécie de Loira do Banheiro fake —, o comediante Murilo Couto passou alguns apertos, como ele brinca: “Sendo comediante, meu trabalho é o de fazer graça. Tento escolher as melhores graças que eu tiver pra fazer no momento de cada cena; mas geralmente não tenho umas muito boas, por isso a seleção fica mais difícil”.

Parceiro de longa data do ator e roteirista Danilo Gentili, o humorista, visto em programas como O estranho show de Renatinho, à parte as brincadeiras, entrou em fina sintonia com a proposta do diretor Fabrício Bittar (que repete a dobradinha com Gentili, depois do longa Como se tornar o pior aluno da escola).

Com Gentili, Calabresa e Léo Lins, Murilo Couto toma a frente do longa, abertamente baseado numa tirada com o americano Os Caça-Fantasmas (1984), integrando um grupo de oportunistas, que monetizam (via internet), com o medo de mitos em cima de lendas urbanas como a da loira do banheiro (papel de Pietra Quintela). Tomam parte do elenco os atores mirins Matheus Ueta e Jean Paulo Campos — ambos de Carrossel.

Entusiasta da mistura de geração de atores, Murilo Couto celebrou a “excelente” oportunidade de filmar com a veterana Bárbara Bruno, que interpreta uma aplicada professora disposta a livrar, numa noitada interminável, uma escola de suposta maldição. “A Bárbara não é uma comediante, mas é atriz talentosa e competente capaz de fazer muito bem comédia. E ela é bem divertida nos bastidores. Ela melhorava nossas ideias, pela interpretação — ela se divertiu bastante com o humor do filme. Até a mãe dela, Nicete Bruno, riu bastante na pré-estreia e disse ter adorado o filme”, conta.

Entre efeitos especiais apurados, Murilo Couto se diz impressionado pelo resultado da luta encenada com um feto, encabeçada por Gentili. “Já fico muito feliz de falar a frase ‘luta com o feto’ (risos). O resultado ficou muito divertido. A coreografia está bem engraçada, os movimentos do boneco, a expressão. Tudo ficou melhor do que todos esperavam”, conta.

Outra experiência agitada, pelo que ele conta, despontou no pega para capar, com o personagem do diretor da escola em que tudo é encenado, papel do radialista e apresentador Sikêra Jr. “Pra mim, foi o que mais me deu trabalho. Foram 12 horas de grito, pulo, sangue, o lance de voar sendo puxado por cabos. No final, o Sikêra acabou no Sírio Libanês”, diverte-se.

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