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Correio Braziliense

Nova aposta literária, 'flipbacks' podem demorar a chegar no Brasil

Um novo formato de livro está ganhando popularidade em outros países, mas no Brasil, editoras informam que novidade pode demorar a chegar


postado em 07/12/2018 06:00 / atualizado em 06/12/2018 15:32

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O "livrinho" é aposta para maior popularização dos livros (foto: Reprodução/Instagram - @nolitimire)


Entre os altos e baixos do mercado editorial mundial frente a plataformas tecnológicas, as apostas em novas maneiras de prender – ou manter – a atenção do leitor as obras impressas se multiplicam. A mais nova novidade do meio são os livros flipbacks, que de acordo com o jornal norte-americano The New York Times poderá “reformular o panorama da indústria editorial, caso sejam bem-aceitos pelo público”.

A grande novidade dos flipbacks é a portabilidade. As dimensões dos livros são consideravelmente reduzidas, sendo um pouco menor do que a mão de uma pessoa adulta. A largura também é diminuída ficando entre cinco e 10 centímetros. A intenção é que as pessoas possam transportar facilmente as obras em pequenos locais, como bolsos de calças e bolsas femininas.
 
O trunfo dos flipbacks é a portabilidade(foto: Reprodução/Eric Helgas for newspaper The New York Times)
O trunfo dos flipbacks é a portabilidade (foto: Reprodução/Eric Helgas for newspaper The New York Times)


Para compensar o espaço, a espessura das folhas é a mais atingida, assim como a linha de leitura, que agora se torna horizontal, ou seja, o livro se abre para cima (e não para o lado esquerdo, como tradicionalmente conhecido) e as palavras ficam despostas no formato “paisagem” da folha, com o papel deitado.

Novidade (popular) 

O formato de livros “pequenos” não é necessariamente novo – no contexto histórico e geográfico, afinal esses livros já são populares em países como a Holanda –, mas a novidade é a chegada de nomes populares ao modelo. No começo de outubro, a editora norte-americana Penguin apresentou toda a obra de John Green (com cinco livros) neste formato, e a expectativa é que os fãs das histórias pops do autor teen entrem na onda dos flipbacks, atraindo novos leitores e mais títulos.

O Correio procurou seis das maiores 10 editoras do Brasil para tentar avaliar se o modelo chega ou não ao país tupiniquim. Essencialmente, as empresas não descartam o formato, mas afirmam que não tem planos de trabalhar com os flipbacks em um futuro próximo. 

A editora Leya, por meio da assessoria de imprensa, afirmou categoricamente “realmente não temos planos por enquanto de adotar o formato”. A Sextante também respondeu que não tem “planos de publicar neste formato” no momento.

A editora Globo, Intrínseca, Ediouro e Planeta, também foram procuradas, entretanto, não responderam as perguntas do Correio.
 
* Estagiários sob supervisão de Nahima Maciel 

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