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Correio Braziliense

Espetáculo 'O cano' volta a ser apresentado no Espaço Renato Russo

Peça do grupo Udi Grudi é premiada internacionalmente


postado em 08/12/2018 06:45

O cano estreou em 1998 e ganhou o mundo(foto: MilaPetrilo/Divulgação)
O cano estreou em 1998 e ganhou o mundo (foto: MilaPetrilo/Divulgação)

 
Se tudo é motivo para música em O cano, logo, não deve faltar motivo para comemoração. O espetáculo que levou o grupo brasiliense Udi Grudi para o mundo completa 20 anos com apresentações no mesmo lugar em que foi concebido. O cano abre o festival Arranha céu, criado pelo coletivo Instrumento do ver, e tem sessões hoje e amanhã no Teatro Galpão, no Espaço Cultural Renato Russo 508 Sul. 
 
O espetáculo estreou em 1998 e nasceu da vontade do grupo de combinar palhaçaria com música. Dois anos depois, foi apresentado no palco do Festival de Edimburgo e ganhou o The Herald Angel Award, um dos mais respeitados do mundo quando o assunto é teatro. “Esse prêmio abriu as portas de outros países”, conta Marcelo Beré, um dos fundadores do grupo, que levou o espetáculo para mais de 30 cidades no mudno, incluindo Hong Kong, e em todos os estados do Brasil. O Udi Grudi é, basicamente, um grupo de palhaços. Além de Beré, conta com Marcio Vieira, o Marció, Luciano Porto e Leo Sykes, a diretora. No palco, O cano é um show de excentricidades musicais.
 
O cano encanta pelas excentricidades musicais(foto: MilaPetrilo/Divulgação)
O cano encanta pelas excentricidades musicais (foto: MilaPetrilo/Divulgação)
 
 
Construído com canos, o cenário é também o instrumento musical que conduz o espetáculo. “Os palhaços fazem música com graça e graça com música”, avisa Beré. “Tudo o que a gente faz dá errado e acaba com música.” Ele chama de partitura palhaçal o roteiro seguido pelos atores. “É a mesma de sempre, mas os palhaços estão 20 anos mais velhos e o ritmo está mais lento”, admite. 
Há sete anos Beré não sobe ao palco para encenar O cano. O ator passou uns tempos na Inglaterra, onde fez o doutorado enquanto Leo Sykes se especializava em cinema. Durante esse período, o ator Zé Regino ficou responsável por tocar o espetáculo. Agora, a ideia é levar o Udi Grudi para o campo do cinema. “Estamos batalhando por dinheiro para fazer um longa e uma série de tevê. Mas sempre na base do Na Marra Produções”, brinca Beré. O curta A casa do mestre André, que pode ser visto no YouTube, vai servir de piloto para o projeto. “Somos insistencialistas, é nossa nova filosofia”, avisa Beré. 

 
No repertório, o Udi Grudi tem três espetáculos apresentados constantemente: O ovo, O cano e Udi Grudi conserto, no qual os palhaços consertam os instrumentos em cena. Em 2016, o grupo levou o seu parque de diversão sonora, o Diversons, ao Centro Cultural Banco do Brasil (CCBB). Agora, o projeto vai começar a circular pelos parques da cidade. “As crianças brincam e criam uma sonosfera ao mesmo tempo”, explica Beré. 

SERVIÇO
O cano
Com grupo de teatro Udi Grudi. Hoje e amanhã, às 20h, no Teatro Galpão do Centro Cultural Renato Russo da 508 Sul. Ingressos: R$ 40 e R$ 20. Classificação livre.

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