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Correio Braziliense

Com jeito de bad boy, Aquaman é adaptação distorcida dos quadrinhos

Filme tem Jason Momoa no papel do herói dos mares


postado em 13/12/2018 06:30 / atualizado em 12/12/2018 18:42

Uma parada para o respiro, fora do mar: Aquaman (Jason Momoa) e Mera (Amber Heard) desvendam engrenagens de um segredo milenar (foto: Reprodução/Internet)
Uma parada para o respiro, fora do mar: Aquaman (Jason Momoa) e Mera (Amber Heard) desvendam engrenagens de um segredo milenar (foto: Reprodução/Internet)

 

 O ator Jason Momoa pode até preferir, na vida real, o hóquei, a escalada no gelo e o ciclismo; mas há dois anos a imagem pública de Momoa, que também é modelo, está indissociável à água e à natação, na pele de Aquaman, num personagem bem distorcido do universo de adaptações dos quadrinhos da DC. Moreno, com jeitão de bad boy, e avesso ao posto de príncipe dos mares, Aquaman chega aos cinemas brasileiros, hoje, oito dias antes da estreia norte-americana. No mercado gringo, a expectativa é alta — não menos do que US$ 100 milhões devem ser as cifras dos primeiros dias. Ponto de prestígio para o ator que, antigamente, muito jovem, exerceu a profissão de salva-vidas, além de ter participado de episódios de Baywatch, a famosa série das praias californianas.


Jason Momoa se descreve bem longe da imagem de troglodita, associada por muitos à figura dele. Ao tabloide The Daily Mirror britânico, contou que, por muitas vezes, chorava no set, flagrante da inesperada veia emocional. “Mas estou atrelado a este corpo grande e abobalhado”, arrematou. Na aparência do personagem, algumas mudanças são facilmente perceptíveis: os olhos puxam para o dourado. “Não queria parecer a Tempestade (uma das protagonistas de X-Men), mas sugeri. Ficarão mais amarelados, daqui para frente”. A versão mais azulada das vistas foi explorada no filme Liga da Justiça (2017) e, com ela, há explicação de temperamento do personagem, sozinho, tornar ele “mais bestial”, segundo o ator. Azuis, os olhos ficavam “mais frios e malvados”, nas palavras de Momoa.

Estimado em US$ 160 milhões, o orçamento de Aquaman começa a apresentar resultados concretos: na China, em quatro dias, mais de US$ 110 milhões foram faturados. Prova da comunicação ampla do diretor malaio James Wan (que tem ascendência chinesa), à frente do longa. Produtor de fitas de terror como Annabelle e A freira, Wan tem no currículo a direção de fitas como Invocação do mal (2013) e Velozes e furiosos 7 (2015). Agora, Wan está às voltas com uma trama centrada num homem “meta-humano”, cercado por capitães, piratas modernos, vilões e a candidata a namoro Mera (Amber Header, de Machete mata) ,uma ruiva cheia de atitude, e bem distanciada da Pequena Sereia da Disney (que distribui os filmes da Marvel, concorrente da DC).

Com poderes telepáticos, junto a criaturas marinhas, Aquaman tem origens semi-humanas: de um lado está o pai Thomas (Temuera Morrison, na pele de um faroleiro), e, do outro, a mãe, a rainha Atlanna (Nicole Kidman). Sem a vontade de se tornar um Mestre dos Oceanos, Aquaman abraça, aos poucos, a ideia de correr atrás das origens reais e empunhar um tridente sagrado. Unir os mundos terrestre e aquático é das quimeras propostas pela mãe dele, ex-rainha de Atlântida. Diferenciado dos quadrinhos, o protagonista de Aquaman se prova rústico na convivência — cheira as axilas e, sim, fala de “mijar”, em frente à pretendente. Na vida real, Momoa falou a veículos com o Huffpost, e em toda a sorte de publicações, sobre a contenção das necessidades fisiológicas ligadas ao uso do novo uniforme do herói, finalmente, muito próximo daquele conhecido nas histórias em quadrinho.

Herói diferenciado

Nascido no Havaí, Momoa sempre buscou as raízes da terra, muito ligado à natureza e ao mar. Ainda assim, pelos efeitos de propulsão quase a jato (dentro d´água) exigidos pelo protagonista do filme, ele contou aos repórteres do Good Morning America que ficou entusiasmado com o uso de dublês. “É difícil encontrar quem se preocupe em se mover da forma que você, no dia a dia, ou mais ainda, quando você está a serviço de um personagem”, disse.

Aquaman, nas telas, parece ter absorvido comportamentos e efeitos especiais trazidos de heróis de outras adaptações de cinema, como Super-Homem, Hulk e Logan. Com um estilo meio oriental, o personagem de Willem Dafoe é Vulko, espécie de mentor para o desenvolvimento das habilidades de Aquaman.

Nascido na fictícia Baía da Anistia (no estado norte-americano do Maine), Aquaman conviverá na aventura da telona com valores como clemência e vingança. Na trama, passará pelo Saara Ocidental e terá desafios como os de topar com mensagens cifradas. Desbocado e beberrão, ele é visto pelo irmão Orm (Patrick Wilson) como portador de “sangue de vira-lata” (por ser meio-irmão deste rei). Planos de integração de sete reinos marítimos, com muitos objetivos deturpados, vão nortear as aventuras de Aquaman.

 

(foto: Reprodução/Internet)
(foto: Reprodução/Internet)
 

 

Detetives do Prédio Azul 2: O mistério italiano 
• Lançada, ano passado, com o interesse de 1,2 milhão de pagantes, a primeira parte de DPA teve direção de André Pellenz. Agora Vivianne Jundi comanda a trama em que Pippo, Bento e Sol investigam o sumiço de uma famosa feiticeira sequestrada por bruxos.

(foto: Reprodução/Internet. Cena da Colette)
(foto: Reprodução/Internet. Cena da Colette)


Colette 
• Morto há três anos, o diretor (e parceiro) de Wash Westmoreland, Richard Glatzer, ajudou na escrita do roteiro do novo filme de Westmoreland: Colette. O longa trata dos escandalosos comportamentos e conceitos defendidos no início do século 20 pela famosa escritora francesa.


(foto: Reprodução/Internet)
(foto: Reprodução/Internet)

Intimidade entre estranhos 
•  O 11º longa conduzido por José Alvarenga Jr. trata de um casamento em crise e da solidão de um rapaz encalacrado num condomínio. Com roteiro do brasiliense Matheus Souza, o filme tem Rafaela Mandelli, Gabriel Contente e Milhem Cortaz no elenco.

(foto: Reprodução/Internet)
(foto: Reprodução/Internet)


Chá com as damas

• Diretor de Um lugar chamado Notting Hill, Roger Michell está à frente do inesperado documentário estrelado por famosas atrizes que tem por hábito se encontrarem para tomar chá. Condecoradas damas, na vida real, Maggie Smith, Joan Plowright, Judy Dench e Eileen Atkins estrelam o filme. 

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