Publicidade

Correio Braziliense

Colaborador do Correio Lourenço Cazarré vence Prêmio Paraná de Literatura

Lourenço escreveu uma narrativa para celebrar a paixão pelas letras em 'Kzar Alexander, o louco de Pelotas'


postado em 15/12/2018 06:45

O jornalista e escritor Lourenço Cazarré.(foto: Barbara Cabral/Esp. CB/D.A Press)
O jornalista e escritor Lourenço Cazarré. (foto: Barbara Cabral/Esp. CB/D.A Press)
O jornalista Lourenço Cazarré, colaborador do Correio Braziliense, venceu o Prêmio Paraná de Literatura 2018 na categoria romance. Promovido pela Biblioteca Pública do Paraná, o concurso literário analisou 1.852 obras concorrentes, sendo 523 romances, 797 livros de poesia e 532 de contos. O vencedor de cada categoria receberá R$ 30 mil e terá sua obra publicada pelo selo Biblioteca Paraná, com tiragem de mil exemplares.  O mineiro Daniel Arelli venceu em poesia com Lição de matéria e o paulista Raimundo Neto, em contos, com Todo esse amor que inventamos para nós.

O romance premiado — Kzar Alexander, o louco de Pelotas — segundo seu autor, trata da paixão alucinada de um homem pela literatura. “Mas é um livro multifacetado que pode ser visto também como um elogio à arte do conto, uma grande brincadeira em torno da figura do narrador ou até mesmo, na sua camada mais superficial, como um romance policial”, acrescenta Lourenço Cazarré.

No começo de 2011, Cazarré se viu com 12 contos prontos para publicação, mas eles não formavam um conjunto. Aliás, eram muito diversos. Não havia nad que unisse aqueles narradores tão distintos de histórias tão diferentes: “Então, um dia, de estalo, me veio a ideia de criar um professor que teria uma oficina literária com alunos que escreveriam os tais contos”, comenta Cazarré. “ Num transe literário quase mediúnico, escrevi o roteiro dessa oficina que funcionaria em um asilo de alienados, como diria mestre Machado de Assis. Depois, tive de construir uma biografia para o tal professor e contar porque foi ele parar naquele estabelecimento”.

E, finalmente, numa última camada de tinta, Cazarré traçou uma trama policialesca para juntar toda essa loucura. Assim nasceu  Kzar Alexander, o louco de Pelotas. Cazarré trabalhou nele durante sete anos. Nos últimos cinco anos, o livro passou por três dezenas de revisões: “Eu ainda não o considerava plenamente concluído quando foi colhido em pleno voo pelo Prêmio Paraná de Literatura”, conta o escritor.

Kzar Alexander, o louco de Pelotas é uma história de amor. Da paixão enlouquecida de um homem pela literatura. Mas é também um elogio das formas narrativas breves, conto e novela. “É também uma baita brincadeira em torno da figura do narrador”, comenta Cazarré. “Por fim, quem olhar muito para o alinhavo vai achar que se trata de um romance policial. Pode ser tudo isso. Espero que seja diferente para cada um dos leitores que tenha a felicidade de cativar nessa grande nação ágrafa”.

Para o diretor da Biblioteca Pública do Paraná, Rogério Pereira, o concurso deste ano marca a consolidação do sistema online de inscrições, adotado em 2017 e que tornou todo o processo mais acessível e democrático.

Os comentários não representam a opinião do jornal e são de responsabilidade do autor. As mensagens estão sujeitas a moderação prévia antes da publicação

Publicidade