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Correio Braziliense

Luis Turiba faz poesia interativa em versos curtos no livro Poeira cósmica

Obra tem com lançamento nesta segunda-feira (17/12) no Bar Brahma


postado em 17/12/2018 06:10

Turiba: versar é um exercício diário na vida cotidiana do poeta de alma candanga(foto: Arquivo Pessoal)
Turiba: versar é um exercício diário na vida cotidiana do poeta de alma candanga (foto: Arquivo Pessoal)
Enquanto jornalista, Luis Turiba acumulou prêmios pelo ofício. Agora, aposentado das notícias, ele se dedica integralmente à poesia. Parte da trajetória como poeta, iniciada décadas atrás, se concretiza no livro de micropoesia Poeira cósmica, cujo lançamento ocorre nesta segunda-feira (17/12) em Brasília em sessão de autógrafos no Bar Brahma.

A obra é a sétima publicada por ele ao longo da vida. A primeira, Kiprokó, saiu em 1977 e, assim como as demais, reúne poemas. O novo trabalho, parte da coleção Megamíni, propõe uma obra mais interativa e permite aos leitores realocar os textos curtos encartados em papel especial em um formato que pode ser usado como marcador de livro, pode ser editado e até colodo na parede. Entre os versos, há haikais e partículas de poemas maiores, além da poesia que dá título ao livro.

Para Turiba, escrever poesia é exercício de concisão, habilidade que ele adquiriu graças aos 32 anos de jornalismo. “Por se jornalista, meus poemas têm visão muito jornalística, de cena, de objetividade, de refletir um cotidiano. Quase que cinematográficos”, define.

Versar é exercício diário na vida do autor. “É um trabalho, e duro. É algo que me obrigo a fazer”. Para os próximos anos, no entanto, além do livro de poesia Desacontecimento, no qual trabalha há dois anos, ele pretende lançar obras dedicadas ao jornalismo.

Numa delas, serão compiladas reportagens do próprio Turiba. Ele já atuou na cobertura de política, de cultura e até de guerra. Mais para frente, quer relatar os anos de Gilberto Gil como Ministro da Cultura durante o governo Lula. Para isso, ainda precisa fzer pesquisa. “Só tenho o material cru”, garante.

Para além do jornalismo e dos poemas, o autor também escreve sambas para um bloco carioca chamado Mistura de Santa e crônica. Para cada tipo de texto, ele dedica traço diferente, mas mistura tudo quando se trata de imaginação, usando analogia o “olho” como metáfora. “O samba já é uma outra vertente do que faço, assim como as crônicas que escrevo e os poemas. São caminhos totalmente diferentes de uma mesma linguagem. O primeiro verso do Poeira cósmica abre dizendo o seguinte: Se o terceiro olho piscar, é poesia.”

Luis Turiba traz a Brasília uma tiragem limitada do Poeira cósmica. São cerca de 30 livros extraídos da tiragem total que teve as primeiras vendas no Rio de Janeiro, onde mora atualmente. Mas o autor promete que novos números serão impressos em breve e vendidos na capital.

Entre autores que admira com pegada semelhante na hora de versar, ele indica Augusto de Campos, Arnaldo Antunes e Manoel de Barros. Esse último, ele cita: “A poesia tem o poder de trazer lucidez e luz a este mundão tão carregado. Mas poesia não é terapia, não é solução mágica nem política. Poesia, porém, é resistência e utopia de linguagem. Ou como disse Manoel de Barros: é um inutensílio.”

Poeira cósmica
De Luís Turiba.
Lançamento nesta segunda-feira (17/12), às 19h, no Bar Brahma (202 Sul). Entrada franca. Não recomendado para menores de 18 anos.

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