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Correio Braziliense

Conheça seis compositoras que se destacam em Brasília

Babi Ceresa, Adriah, Cris Pereira, Letícia Fialho, Paula Zimbres e Thanise Silva compõem em vários ritmos


postado em 06/01/2019 07:30 / atualizado em 06/01/2019 10:06

(foto: Alex Santa Rita/Divulgação)
(foto: Alex Santa Rita/Divulgação)

 

Há algum tempo, Brasília tem sido considerada um dos polos da boa música feita no país. Cantores, compositores, músicos, grupos e bandas da capital têm reconhecimento nacional e internacional. Nessa legião de artistas, é grande o percentual feminino. Desde nomes como Glória Maria —  a primeira cantora da noite brasiliense —, passando por Rosa Passos, Zélia Duncan, Cássia Eller e Dhi Ribeiro, são inúmeros os exemplos de mulheres que brilham intensamente, como criadoras e intérpretes dessa manifestação cultural.

 

Em tempo do crescente e aplaudido empoderamento feminino, são muitas as representantes de diferentes vertentes musicais na cidade, que se destacam na arte de compor. Aqui, o Correio destaca seis delas, que simbolizam o expressivo número de profissionais desse ofício: Adriah, Babi Ceresa, Cris Pereira, Letícia Fialho, Paula Zimbres e Thanise Silva.

 

 

Babi Ceresa 

Em aulas na BSB Musical e Instituto GTR, na adolescência, Babi Cereso deu início, efetivamente, à relação com a música. Aos 19 anos, a cantora e DJ passou a se apresentar em em recepções, cerimônias e eventos corporativos. Free spirit e One wrong step foram as primeiras músicas que ela compôs —  ambas fazem parte do EP que lançou em 2017. “Meu estilo musical é eclético e vai do pop ao trap. Componho em inglês e português. Menina, Tela crua e Amanheceu são músicas que vou lançar em singles neste ano”, revela.

 

Em 2017, a cantora fez parte no programa The voice Brasil, no time de Ivete Sangalo, de quem é admiradora. A jovem artista tocou na festa Surreal, em abril último, e foi uma das atrações do show de réveillon, na área próxima ao Estádio Nacional Mané Garrincha, com versões remixadas de Magalenha (Carlinhos Brown), Vai malandra (Anitta), Sede pra te ver (Breno Rocha) e Hear me new, de Alok, uma de suas referências na música eletrônica.

 

 

Adriah

Cris Pereira(foto: Divulgação)
Cris Pereira (foto: Divulgação)
 

O envolvimento de Adriah com a música começou em casa, influenciada pelos pais. Depois de receber aulas particulares de violão, matriculou-se na Escola de Música de Brasília em 2008, onde estudou por seis anos. À época, já fazia shows em barzinhos com o pai, Fernando Cruz. Chegou a ser aprovada em vestibular para música na UnB, mas não concluiu o curso.

 

Ao mesmo tempo integrou bandas de rock como cantora e guitarrista. O trabalho de compositora da roqueira ganhou forma em 2013, quando gravou o CD de estreia, no qual registrou 12 músicas autorais, com destaque para Fênix e Flying fish. Na sequência, em 2015, lançou Metamorfose, o segundo disco, de 10 faixas. A que deu nome ao trabalho tocou bastante no rádio.“Neste ano, lancei um EP com cinco composições. Uma delas, Whateever she says, ganhou clipe dirigido por Iberê Carvalho”, conta. “Tenho 120 músicas compostas, com letras em inglês e português. Estou preparando um novo disco para este ano”, acrescenta.

 

Cris Pereira 

Letícia Fialho(foto: Mateus Vidigal/Divulgação)
Letícia Fialho (foto: Mateus Vidigal/Divulgação)
 

Com trajetória iniciada no coral Cantus Firmus e no Coro Sinfônico da UnB, Cris Pereira começou a cantar samba em 2005, como vocalista do grupo Batucada de Bamba — já extinto. Há 11 anos, partiu para carreira solo e a estreia foi com o show Canto negro, na Sala Cássia Eller da Funarte, dirigida pelo saudoso multi-instrumentista Evandro Barcelos. Em 2013, lançou Folião de raça, o primeiro CD, que trouxe sambas como Incompleta e Deixa estar, compostos em parceria com Henrique Nepomuceno e Ana Reis, respectivamente.

 

No recém-lançado disco de Teresa Lopes, ela apresenta Obedeço ao mar, composta ao lado de Ana Reis (outra grande compositora brasiliense) e Vinicius de Oliveira. “Estou em estúdio gravando meu segundo álbum e no repertório incluí Banzo, minha e de Ana Reis; Balogum oxum, que fiz com Beto de Xambá. Ainda não tem data definida para o lançamento”, diz Cris, que é uma das organizadoras, ao lado de Tamara Jacinto, do Plataforma do Samba, em comemoração ao Dia Nacional do Samba.

 

Letícia Fialho

Paula Zambres(foto: Luiz Macedo/Divulgação)
Paula Zambres (foto: Luiz Macedo/Divulgação)
 

Filha de pais cariocas, a brasiliense Letícia Fialho, ao iniciar a carreira artística em 2008, ainda adolescente, já tinha trabalho autoral que mostrava em shows em casas noturnas da cidade e festivais. Três anos depois, lançou o primeiro CD. As 10 músicas eram assinadas por ela, assim como os arranjos e a produção.

 

Os destaques do disco foram A girar e Presente. Essa última, Rodrigo Bezerra regravou, com a participação de Ellen Oléria, em 2018. “Minhas principais referências são a Tropicália e o Clube da Esquina, importantes movimentos da MPB. Acredito que isso pode ser percebido em Maravilha marginal, meu segundo álbum, que traz músicas, como Corpo e canção e Rua à fora”, salienta. O lançamento foi em agosto último, com show no Teatro Garagem do Sesc.

 

Paula Zimbres

 

A contrabaixista e compositora brasiliense é ligada formalmente à música desde 2003, quando iniciou os estudos na Escola de Música. Mais tarde prestou vestibular para o Departamento de Música da UmB, onde se tornou bacharel em composição e fez mestrado. Paralelamente aos cursos que fazia, integrou o grupo experimental João Ninguém, trabalhou com outros artistas candangos e, por sete anos, formou na banda que acompanhava a cantora Ellen Oléria.

 

Em 2012 lançou Água forte, o primeiro disco solo, com produção do pianista André Mehmari, no qual registrou temas jazzísticos como Gato negro e Açafrão. “Embora toque contrabaixo, costumo usar violão ou piano para compor. Foi assim na criação de Quatro pontos e Redemoinho, duas das sete faixas do Moinho, o segundo álbum, que lancei em 2017”, relata.

 

 

Thanise Silva 

 

Flautista de atuação destacada na cena do choro em Brasília, Thanise Silva tem levado o seu trabalho a diversas regiões do Brasil e a países da Europa. Com passagem pela Escola de Música, ela participou de diversos cursos de verão, como aluna de Eduardo Neves, Teco Cardoso e Vitor Santos. Ingressou na UnB em 2007 e, quatro anos depois, se formou no curso de Licenciatura em música.

 

“Sou solista dos grupos Choro de Cinco e Fernando César Regional. Com o primeiro gravei o álbum Caminho dos ventos, que traz Pela sombra, música de minha autoria. O disco foi lançado em Brasília e na Europa, onde cumprimos turnê pela Alemanha, França, Bélgica e Suíça. Com o regional, fiz o CD Tudo novamente, que teve lançamento durante apresentações em Brasília, Goiânia, São Paulo e Recife”, lembra.

 

A musicista que, além de tocar flauta e compor é arranjadora, fala do seu processo de criação: “Para compor e criar arranjo, geralmente uso o violão ou o piano. Nesses instrumentos faço diferentes abordagens até realizar algo que me satisfaça. Tanto compor quanto arranjar, são para mim exercícios. Depois uso a flauta na execução do tema”, complementa.

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