Jornal Correio Braziliense

Diversão e Arte

Espaço Renato Russo apresenta uma agenda cultural recheada neste mês

Após cinco anos fechado, o espaço volta com força total com atrações cênicas, plásticas e musicais


Após cinco anos fechado e outros tantos abandonado e negligenciado, o Espaço Cultural Renato Russo, na 508 Sul, foi reaberto em junho de 2018 e já conta com muitas novidades. Para abrir a temporada de atividades de janeiro, o espaço apresentará à população uma programação cultural com muita arte plástica, teatro e música.
Inaugurado em 1974, o espaço teve seu auge nos anos 1980, quando ainda levava o nome Centro de Criatividade. O local era o ponto de encontro para a população desfrutar de artes cênicas, cinema, literatura, música e artes plásticas. Os artistas uniam forças para compor um espaço com espetáculos, apresentações, shows e oficinas formativas.

Segundo o coordenador da Leonardo Hernandes, o maior objetivo do Espaço agora é garantir o acesso da população do Distrito Federal, com foco também nas crianças e jovens, para o fomento da arte e cultura de forma ampla. ;Nossa intenção é prestar um bom serviço à população e que ela tenha esse espaço no coração. Além disso, nossa missão também é de acolher os artistas para que eles utilizem o espaço;, afirma Hernandes.

[SAIBAMAIS]Ainda de acordo com o coordenador, a ideia dessa nova fase é devolver para a comunidade de todo o DF o Espaço Cultural como um local de convivência e vivência cultural em suas múltiplas possibilidades. Leonardo Hernandes recomenda, principalmente, aos jovens e crianças de conhecer o espaço e as atividades culturais que acontecerão neste mês. ;A gente trabalhou fortemente focado nas férias. Em janeiro, a gente está se preocupando com o publico infantil, como a exibição das peças Barão vermelho e Quero ser igual a eles;, aponta Hernandes.

Já a atriz e diretora do espetáculo Quando o coração transborda, em cartaz no Espaço, Maíra Oliveira tem uma relação muito particular com o local. O pai dela, o jornalista e ator Ary Pára-Raios, fundou a companhia de teatro Esquadrão da Vida, em 1979, que chegou a realizar ensaios e espetáculos no Espaço. ;Em dezembro daquele ano, quando eu tinha 4 anos, meu pai convocou toda população para receber a virada de ano de 1979 para 1980 contra a caretice, no local que hoje é o Espaço Renato Russo;, relembra Maíra.

Programação até 3 de Fevereiro, a exposição W3 divergentes Brasílias, da fotógrafa Zuleika de Souza, expõe em novo olhar as paisagens fotográficas de uma das principais vias do Plano Piloto. A exposição propõe ainda uma caminhada pela região da W3 e adjacências, fotografando e explorando texturas, cores, miudezas, manifestações de arte urbana e até mesmo a arquitetura da cidade.
Outra exposição que estará no Espaço é do artista Pedro Miranda, a Esculturas em aço naval, que abre em 15 de janeiro e vai até 28 de fevereiro. Miranda usa o lúdico, a brincadeira, a surpresa de imagens que emergem de uma parede branca com o suporte do aço naval.

Entre dos dias 9 e 20 de janeiro, o espetáculo do Nostalgique Cabaret, Splash, dirigido pelo artista Giovane Aguiar, utiliza a água para explorar o corpo em dança, circo e música. Mais tarde, nos dias 26 e 27, a Orquestra Capital Philharmonia se apresenta pela primeira vez sob o compasso do Maestro Emílio de César, com obras de Bartók, Ravel e Mozart.

Em 25 e 27 de janeiro, será a vez do espetáculo Netos de Gungunhana: Um Desvio subir ao palco. Baseado na trilogia As areias do imperador, do escritor africano Mia Couto, o espetáculo se debruça sobre uma história de guerras, de imposição de uma civilização a outra como um pretexto para discutir violências que ainda persistem.
Já o espetáculo Poeira, que chega ao palco do Espaço em 17 de Janeiro, é uma nova montagem do Grupo Ninho de Teatro, resultado do material cênico gerado pelo experimento Tributo aos mestres, orientado por Lume Teatro. No monólogo A exposição, o público saberá o primeiro resultado da pesquisa do Coletivo Grande Circular, sobre a investigação de cena e arte, em cartaz de 24 de janeiro a 10 de fevereiro.
Na peça Quero ser igual a eles, que terá apresentação nos dias 12,13,19 e 20 de janeiro, o texto brinca com a necessidade que o mundo contemporâneo impõe às pessoas de serem originais e terem que se superarem a todo momento. E um outro espetáculo fará apresentações no mesmo dia, que é o caso de Quando o coração transborda, de Maíra Oliveira, em sua centésima exibição. Em uma peça intimista, Maíra lembra sua história no teatro, as apresentações com o Esquadrão da Vida com seu pai e das dificuldades vividas para chegar até hoje.

; Roteiro de atrações

W3 Divergentes Brasílias
Até 3 de Fevereiro (de terça a sexta-feira, das 10h30
à 12h e 17h à 18h30)
Entrada franca
Classificação indicativa
livre
Esculturas em aço naval
15 de janeiro a 28 de fevereiro
Entrada franca
Classificação indicativa livre

Splash
9 a 20 de janeiro
(de quarta-feira a sábado,
às 20h e domingo, às 17h)
Ingressos a R$ 20 (inteira) e R$10 (meia-entrada)
Não recomendado para menores de 18 anos

Capital Philarmonia
26 e 27 de janeiro (Sábado, às
18h e domingo, às 17h)
Ingressos a R$ 40 (inteira) e R$20 (meia-entrada)
Classificação Indicativa livre

Netos de Gungunhana: um desvio
25 a 27 de Janeiro (sexta-feira
e sábado, às 20h e domingo, às 19h)
Não recomendado para menores de 12 anos
Ingressos a R$ 30 (inteira)
e 15 (meia-entrada)

A exposição
24 de janeiro a 10 de fevereiro (de quarta-feira a sábado, às 20h e domingo, às 19h)
Classificação Indicativa: 16 anos
Entrada Franca

Espetáculo Poeira
17 de Janeiro (quinta-feira), às 20h
Entrada Franca
Não recomendado para menores de 18 anos

Quero Ser Igual a Eles
12 e 13 de janeiro (sábado e domingo) e 19 e 20 de janeiro (sábado e domingo), às 17h
Ingressos a R$ 20 (inteira) e R$ 10 (meia-entrada)
Classificação Indicativa livre

Quando o Coração Transborda
12 e 13(sábado e domingo)
e 19 e 20 de janeiro (sábado e domingo), às 20h
Não recomendado para menores de 16 anos
Ingressos a R$ 20 (inteira) e R$10 (meia-entrada)