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Correio Braziliense

Premiado no Globo de Ouro, Homem-Aranha no Aranhaverso estreia na cidade

Filme traz enorme gama de versões para o herói da Marvel criado no ano de 1962


postado em 10/01/2019 06:45 / atualizado em 10/01/2019 07:46

No novo filme, Homem-Aranha é um herói que tem a nossa cara(foto: Sony Pictures Animation/Divulgação)
No novo filme, Homem-Aranha é um herói que tem a nossa cara (foto: Sony Pictures Animation/Divulgação)


É como num milagre de multiplicação: no lugar de um único e singular Homem-Aranha, vários Cabeça-de-Teia (como vira e mexe, o herói é chamado) ocupam as cenas de Homem-Aranha no Aranhaverso, a partir de hoje nos cinemas, no rastro de uma enorme conquista — o filme de animação foi considerado o melhor da categoria no Globo de Ouro entregue na madrugada da segunda-feira passada. Desbancou, entre outros, filmes como WiFi Ralph e Os Incríveis 2.

Em entrevista à publicação norte-americana Variety, o ator Shameik Moore explicou como vê o protagonista (para o qual ele dá voz), no filme de herói que sempre enfatiza que “qualquer um” poderia estar atrás da máscara: “O que faz alguém especial é o que faz uma pessoa ser diferente. Justo aquilo com que você se sente menos seguro e que serve de fator para que as pessoas aproveitem para zoar. Isso é o que te faz único. O aprendizado disso é o que Miles Morales (o personagem central) descobre”.

Homem-Aranha no Aranhaverso mal chegou aos cinemas — além da confirmação de uma sequência —, deixou os fãs em polvorosa, uma vez que o The New York Times noticiou a vontade dos estúdios para o desdobramento de cada personagem em séries animadas.

Foi da série Ultimate Spider-Man (fruto de parceria entre o criador Brian Michael Bendis e a ilustradora Sara Pichelli), que serviu como uma atualização, recheada de referências, para as tramas de heróis aos ventos do século 21, que o atual longa-metragem derivou. O ano era 2011 e tanto o ator Donald Glover (que viria a ser o Lando Calrissian de Han Solo) quanto o ex-presidente Barack Obama foram inspirações para a criação de Miles Morales.

Representante afro-latino no trio de codiretores (que inclui Rodney Rothman e Bob Persichetti), Peter Ramsey (do ótimo A origem dos guardiões) endossou a ideia de multiplicidade enxertada no longa que apresenta seis Homens-Aranhas. “Ao incluir mais pessoas, com diferenciais étnicos, sexuais e de nacionalidade, enriquecemos e aprofundamos a esfera que constrói um mito”, comentou.
 
Cena de Homem-Aranha no Aranhaverso(foto: Sony Pictures Animation/Divulgação)
Cena de Homem-Aranha no Aranhaverso (foto: Sony Pictures Animation/Divulgação)
 

Adolescente de classe média e hispânico, com ascendência negra, Miles Morales encontra diversão, em pequenos escapismos (como a dedicação às artes gráficas), para colocar para trás um cotidiano endurecido na área do Brooklyn (Nova York). Dado como morto, Peter Parker revive, numa conjunção de vários universos paralelos, para servir como mentor de Morales, gabaritado para agir como um novo Homem-Aranha.

Na postura de aprendiz, Morales vai topar com as mais variadas figuras, muitas derivadas da fusão entre técnicas modernosas e digitais sobrepostas ao uso de recursos hoje arcaicos, à mão para o exercício da criatividade de 140 animadores que tomaram parte da produção. A busca pelo aprimoramento de tecnologia e a exploração desenfreada de recursos em universos paralelos, por sinal, é uma das molas motoras para a vilania de um dos personagens, chamado de Rei do Crime (com a voz do Liev Screiber). Traçados alternativos, variações do Homem-Aranha, uma trama com velocidade frenética, muitos momentos de revelações intimistas (compartilhados com os espectadores) e até a adoção de balões de fala (ao estilo dos quadrinhos) pipocam na telona.

Muita teia em cena

Sobre todas as variações para o universo inclusivo, a presidente do setor de animação da Sony Pictures Kristine Belson resumiu, nos meios de comunicação internacionais: “É um maravilhoso sinal dos novos tempos”. No roteiro assinado pela dupla Rodney Rothman e Phil Lord (respectivamente, criadores de sucessos como Anjos da lei 2 e Uma aventura Lego), ao melhor estilo Onde está Wally?, o criador máximo do universo Marvel Stan Lee, pelo que adiantou o repórter estrangeiro Kyle Buchanan, aparece em várias cenas de multidão.

Várias caras

Entre versões como a nada convencional Gwen-Aranha (dublada por Hailee Steinfeld), Peter Porker (um lado porco para o Homem-Aranha), uma aparição noir para o herói à la anos 1930 (dublada por Nicolas Cage) e a garota Peni Parker (uma versão aos moldes anime dublada por Kimiko Glenn), Miles vai dar de cara ainda com a vilã Doutora Olivia Octavius e com a famosa e cândida Tia May (Lily Tomlin, de Nashville). No dia a dia com a família, Miles pouco interage com os ocupados pais, um policial e uma enfermeira, enquanto com o tio Aaron (Mahershala Ali) promete arranjar grandes confusões.

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