Publicidade

Correio Braziliense

BSB Disco Club retorna aos palcos com clássicos que marcaram uma geração

Com retorno, após hiato de oito anos, eles trouxeram um diferencial: além de discos, funk e soul dos anos 1970, o setlist conta com sucessos do groove e do pop dos anos 1980 e da eurodisco


postado em 12/01/2019 07:00 / atualizado em 11/01/2019 18:41

 O grupo volta reconfigurado após oito anos de hiato, com novidades no repertório(foto: Henrique Francois/Divulgação)
O grupo volta reconfigurado após oito anos de hiato, com novidades no repertório (foto: Henrique Francois/Divulgação)
Passaram-se quase 20 anos desde que o grupo BSB Disco Club inovou o formato de apresentações na cidade, estreando a primeira grande temporada de uma única banda no mesmo local. Depois de show que marcou o retorno do grupo em dezembro do ano passado, os músicos se preparam para temporada de verão no UK Music Hall, a partir de 17 de janeiro. Nos intervalos, DJ Jamaika ficará responsável em aquecer o público. Música, figurino e cenário — tudo é composto para matar saudade dos anos de discoteca.

A banda resgatará o repertório que o tornaram sensação em Brasília entre 1996 e 2010. Com retorno, após hiato de oito anos, eles trouxeram um diferencial: além de discos, funk e soul dos anos 1970, o setlist conta com sucessos do groove e do pop dos anos 1980 e da eurodisco. A expansão do repertório foi pensada de forma a não descaracterizar o espírito da banda: ficou preservada proposta de emular uma discoteca em melhor estilo, o que se reflete na escolha das músicas levadas ao palco.

A versatilidade da nova fase é notável no repertório, que inclui canções nacionais e internacionais de diferentes décadas. No mesmo balaio estão I will survive, clássico absoluto de Gloria Gaynor e Where is the love, gravada em 2003 pelo grupo americano Black Eyed Peas. O show inclui ainda canções de Jackson 5 (Blame into the boogie e I want you back), Blondie (Heart of glass), Earth, Wind and Fire (Let´s groove), Village People (YMCA), Jimmy Cliff (Reggae night), Ed Motta (Manuel), Fernanda Abreu (Garota sangue bom) e As Frenéticas (Dancing days).

Essência

“O público ficou muito satisfeito com a manutenção da nossa essência, com músicas dançantes, que abraça outras ondas dançantes. Gostou da nossa capacidade de se adaptar, de expandir o conceito das apresentações, sem perder nossas características”, relata Gustavo Vasconcelos, fundador, baterista e único membro remanescente da formação original.

Além de Gustavo, a nova formação da BSB Disco Club conta com André Benedetti (baixo) e JC (percussão) — que passaram pela banda em momentos distintos — Pedro Hermínio (teclados), Felipe Barão (guitarra e vocais), além de  Aline Lakiss, Sol Leles e Thiago Ruby (vocais).

Gustavo Vasconcelos conta que viveu a efervescência das discotecas no Brasil e se diverte no palco. Sua proposta é contagiar o público. “Nosso show é para curtir. Somos uma banda de entretenimento para dançar duas horas sem parar.” O instrumentista garante o que público não fica parado durante as apresentações, assistidas, principalmente, por pessoas com idade “acima de 30 anos”.

Apesar de o público mais fiel ter superado a faixa dos 20 anos, jovens também frequentam os espetáculos, para a surpresa do músico. “Por incrível que pareça, pessoas mais novas vão ao nosso show. Isso é um dado que considero muito curioso. Percebi uma renovação do público nas nossas apresentações de retorno que eu, particularmente, não esperava. Uma rapaziada dançando enlouquecidamente, tanto as coisas mais disco quanto as mais recentes”, ressalta.


Fãs

A professora de inglês — e cantora nas horas vagas —, Carmen Manfredini, irmã de Renato Russo, conta que é fã de BSB Disco Club grupo desde a primeira formação. Ela se apaixonou pela disco quando assistiu a John Travolta em Os embalos de sábado à noite. As apresentações do grupo logo a arremataram. “A primeira banda resgatando a disco music que vi foi em Brasília. Depois, também vi no Rio e em São Paulo. Mas a primeira foi aqui”, conta a carioca que assistiu à apresentação de retorno da banda.

As adaptações de repertório e de formação não a incomodaram. Pelo contrário. “Achei muito interessante, eles provaram que são capazes de se modernizar, de conquistar outros públicos. Gostei muito dos arranjos novos. Você tem Music, da Madonna, e a base toda do baixo é de Disco inferno (The Trammps), parte da trilha sonora de Os embalos de sábado à noite. E casou bem, achei extremamente, bacana, bem-feito e original”, elogia, completando que a escolha dos músicos feitas por Gustavo “é sempre primorosa”.

Estagiário sob a supervisão de Igor Silveira


Temporada de Verão 
BSB Disco Club. UK Music Hall (CLS 411). Dias 17, 24 e 31 de janeiro; 7, 14, 21e 28 de fevereiro. Às 21h30. Ingressos: R$ 15 (Nome na lista. Entrada até 22h30), R$ 30 (até 22h30) e R$ 40 (após 22h30). Não recomendado para menores de 18 anos.

Os comentários não representam a opinião do jornal e são de responsabilidade do autor. As mensagens estão sujeitas a moderação prévia antes da publicação

Publicidade