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Correio Braziliense

Caixa apresenta 'Labirinto de amor', do mineiro Jorge Fonseca neste domingo

A mostra individual pode ser visitada até 3 de março. As mais de 20 obras que compõem o trabalho foram produzidas pelo artista de 1998 a 2018 e selecionadas pela curadora Fernanda Terra


postado em 12/01/2019 07:45

 A cultura pop é uma forte influência de Jorge Fonseca(foto: Jorge Fonseca/Divulgação)
A cultura pop é uma forte influência de Jorge Fonseca (foto: Jorge Fonseca/Divulgação)
A partir de amanhã, estará aberta na Caixa Cultural a exposição Labirinto de amor, do artista mineiro Jorge Fonseca. A mostra individual pode ser visitada até 3 de março. As mais de 20 obras que compõem o trabalho foram produzidas pelo artista de 1998 a 2018 e selecionadas pela curadora Fernanda Terra. “Eu percebi como algumas obras do Jorge seguiam um tema, tem uma relação estrita com o amor”, ela explica. “É sobre afetos e como eles se manifestam na vida diária”, completa.

“A obra do Jorge parece estar contando um caso, são breves crônicas para a gente, conta de forma sintética e lírica, mas ao mesmo tempo elas têm um pouco de acidez”, exemplifica a curadora. O artista pretende mostrar ao público o quão complexas podem ser as pessoas e as relações amorosas, dentro de uma simplicidade. Para isso, usa tanto tecidos e bordados quanto madeira e materiais mais firmes.

Anteriormente definido pela curadora da exposição como observador da vida diária, Jorge confirma as suspeitas.“Eu vivia no salão de costuras da minha tia, que costurava e bordava principalmente para as mulheres de uma zona boêmia que tinha no meu bairro. Ali também peguei gosto por ficar ouvindo histórias, às vezes dramáticas, às vezes hilárias de suas vidas”, ele relembra. Para ele, este continua sendo o maior material de trabalho.


Nos trilhos do trem


A mostra, cheia de cor, vida e das mais diferentes formas, compõe um trajeto alegre que representa as diferentes influências e variações na produção durante os anos. No começo da carreira, Jorge dividia o tempo entre ser maquinista e produzir as primeiras peças. “Entre uma parada e outra, que às vezes duravam horas, eu tirava meus paninhos, linhas e agulhas da bolsa e começava a bordar”, relembra. O que inicialmente foi visto com estranheza pelos amigos depois ganhou reconhecimento.

“Ele foi produzindo obras maiores com esmalte sintético, em madeira pesada, chegou até as obras com claras influências da cultura pop que usam materiais populares”, destaca a curadora. A convivência com outros artistas, como os cariocas Edmilson Nunes, Jorge Duarte e Marcos Cardoso, ajudaram a enriquecer e diversificar o trabalho de Jorge.

O artista mostra o talento e a habilidade para construir e criar com os mais diversos materiais. “Ele sai através do que surge na cabeça dele, do conceito da obra que foi pensado para aquilo que ele quer transmitir, e a partir daí sai em busca dos materiais que serão necessários”, explica Fernanda.

Brasília é a terceira parada da exposição que já encantou os públicos no Rio de Janeiro e em São Paulo. Um retrato plural da iconografia folclórica mineira, Labirinto do amor é sobretudo um retrato de como o sentimento tão essencial à existência humana pode manifestar-se. “Hoje vendo todo o conjunto e sua coerência desde o início, eu me sinto realizado — não completo”, desabafa Jorge.

* Estagiária sob a supervisão de Vinicius Nader


Labirinto de amor
Exposição de Jorge Fonseca. Caixa Cultural (SBS q.4). De amanhã a 3 de março, de terça a domingo, das 9h às 21h. Entrada franca. Classificação livre.





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