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Correio Braziliense

Tex Quarteto faz show com repertório do álbum 'Todas as línguas'

Grupo é a atração de quinta-feira no Hop Capital Beer


postado em 16/01/2019 06:05

O quarteto tem mais de 20 anos de estrada e apresentações em diversos países(foto: Fred Braziliense/Divulgação)
O quarteto tem mais de 20 anos de estrada e apresentações em diversos países (foto: Fred Braziliense/Divulgação)

O jazz e o blues nasceram nos Estados Unidos há mais de 100 anos. Ambos são frutos criativos da comunidade negra do país. O primeiro tem a sonoridade sincopada, bebe do improviso e conta com progressões de compassos musicais. O segundo traz na raiz a tradição da musicalidade africana.

Os gêneros, que encantam muita gente, também cativaram o guitarrista e violonista Tex, frontman do grupo que leva seu nome: Tex Quarteto Instrumental. Eles são a atração de de quinta-feira, às 21h, no Hop Capital Beer.

O conjunto trabalha a divulgação do álbum Todas as línguas, lançado em setembro de 2018, no Clube do Choro. “É um disco para o público menos familiarizado aos estilos. Na quinta-feira, além das músicas do CD, o pessoal também pode esperar boas releituras de clássicos do blues, jazz e baião”, explica Tex.

A obra, gravada em estúdio próprio, é a segunda do músico com o grupo. Para ele, os espaços para a música instrumental são restritos em Brasília e no Brasil, por isso a intenção do álbum é cativar novos adeptos do estilo. “Talvez isso aconteça por não ser um som tão difundido pela mídia, nosso respiro são os festivais e as apresentações internacionais. Por isso, gravamos um álbum voltado para quem não conhece tanto o estilo, para atrair esse público”, complementa.

Estrada


Tex criou o primeiro quarteto há mais de 20 anos. “Nós ganhamos o prêmio Renato Russo, em 1997. Depois, eu fui para Los Angeles e, quando voltei, fiz o primeiro CD, Chegada”, relembra.

O resultado do primeiro álbum foi bom, o que motivou o artista. “Vendeu duas mil cópias e saiu em revistas especializadas, como Guitar Play e Guitar World. Foi muito bom”, explica. Após esse período, Tex desenvolveu outro projeto. “Eu fiz parte de um grupo instrumental chamado Maracamundi. Gravei dois discos com eles e excursionamos pelos Estados Unidos e Europa: Portugal, Dinamarca, Alemanha, Suíça”, recorda.

Após a experiência, ele decidiu formar um novo quarteto. “Eu reuni os músicos Nando Lima (baixo), que também é produtor do Todas as línguas; Fernando Palau (teclados) e o baterista Tuca Lima”, relata.



A banda soma diversas apresentações, entre elas o Stamp Festival, realizado em Hamburgo (Alemanha), em 2016. Eles se conheceram enquanto Tex acompanhava outros artistas, como Beto Dourah, Ivan Lins e Jorge Vercillo.

Os planos do grupo seguem firmes. Em 2019, eles vão à Europa lançar o Todas as línguas. “Recebemos o convite da Universidade de Évora e de Coimbra (Portugal), para a gente fazer um workshop de música brasileira e apresentar o trabalho. Então, em julho, devemos lançar o disco em Lisboa”, ressalta.

Também no segundo semestre, o quarteto inicia a pré-produção para o novo álbum com previsão de lançamento para 2020.

*Estagiário sob supervisão de Igor Silveira

Tex Quarteto Instrumental
Hop Capital Beer Cervejaria (SIA trecho 17, rua 3, lote 160). Na quinta-feira (17/1), das 21h às 23h. Couvert voluntário R$ 5. Verifique classificação indicativa.

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