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Correio Braziliense

Daniela Firme lança versão acústica de 'Tudo certo, tudo errado'

'Algumas pessoas falaram que ia ser legal eu lançar uma versão de Tudo certo, tudo errado mais acústico, para ouvir no jantar, na praia, num luau', conta a artista


postado em 16/01/2019 06:10

"Voz linda", disse o produtor Rick Bonadio sobre canto de Daniela Firme (foto: Henrique François/Divulgação)

Daniela Firme, 35 anos, é figura que dispensa apresentações a quem acompanha a cena musical brasiliense. Em cidade cativa a tributos aos grandes nomes do passado, ela se destacou ao lado do grupo On The Rocks — que foi rebatizado para Rock Beats em 2018. Com a banda, da qual é vocalista há 13 anos, homenageia expoentes do rock nacional e internacional. Ela deu uma guinada na carreira em setembro do ano passado com o lançamento do primeiro EP de canções autorais, Tudo certo, tudo errado. Agora, Daniela volta com versão acústica da canção que intitula o álbum e que foi ouvida mais de 30 mil vezes desde a estreia nas plataformas de Streaming.

Sem a instrumentação elétrica, a nova versão do pop rock foi feita pensando em ser “mais gostosa” aos ouvidos. “Algumas pessoas falaram que ia ser legal eu lançar uma versão de Tudo certo, tudo errado mais acústico, para ouvir no jantar, na praia, num luau. Então, a gente fez essa regravação, com uma roupagem mais acústica, baseado nesse conceito mais light”, conta Daniela Firme.



“O que tem aberto mais para música autoral são casas que tem mais a ver com a vibe acústica”, afirma a brasiliense. Para ela, a Lei do Silêncio é responsável por fechar muitos espaços. “A gente foi convidado bastante  para fazer shows acústicos. Então, fizemos formatos um pouquinho mais enxutos. Brasília está com essa coisa de Lei do Silêncio, a gente não tem tantas opções para mostrar som autoral. A maior parte são lugares acústicos”, diz a cantora, que se aventura pela primeira vez nos shows de composição própria. “Estou entendendo ainda como funciona.”

Apesar de ter entrado numa nova fase da carreira, Daniela mantém a agenda de shows ao lado do Rock Beats com repertório cover. “A Rock Beats está a todo vapor, estamos tocando as coisas paralelamente. A gente fez mais uma vez a abertura do show do Capital Inicial em dezembro. Estamos aí sempre nas casas”.

Elogios


(foto: Henrique François/Divulgação)
(foto: Henrique François/Divulgação)
Durante o show do Capital Inicial, a cantora foi elogiada entusiasmadamente por Dinho Ouro Preto. O momento foi compartilhado na página do Rock Beats no Facebook. Luizinho Mazzei, engenheiro de som do Capital Inicial e vencedor de inúmeros prêmios Grammys, também a elogiou e se ofereceu para mixar uma música dela. “Deve rolar uma parceria em breve com Luizinho Mazzei. Provavelmente no próximo trabalho, no ano que vem”, conta.

Rick Bonadio fez elogios públicos a Daniela na conta pessoal dele no Instagram. O produtor, que qualificou a voz da brasiliense com “linda”, foi uma das pessoas que mais incentivou o lançamento do E.P. de músicas autorais da cantora. “Rick Bonadio abriu um workshop e fez uma seleção. Fui selecionada para ir lá a São Paulo mostrar uma música para ele. Ele gostou bastante. Foi o grande incentivador de a música ter sido lançada agora. Eu estava insegura. Eu precisava que precisava esperar mais, que precisava sair com o clipe, que precisava de um grande investimento. E ele falou ‘está muito bom. Eu estou te assegurando, pode divulgar’. Isso me deu confiança”.

Estagiário sob a supervisão de Severino Francisco

Três perguntas/ Daniela Firme


Você concorda que Brasília está passando por um “boom” de músicas autorais?
Eu tenho certeza disso. Hoje, desde que entrei na música autoral, comecei a perceber que Brasília está fervilhando. Tem muita coisa boa. O artista independente está aprendendo a lidar com essa realidade digital. A gente está começando a entender como funciona. Como é nossa tribo. Até então, estávamos meio desiludidos com problemas com gravadoras. Agora, estamos dominando melhor essas ferramentas. Estamos chegando melhor ao nosso público.

A música autoral voltou a recuperar um espaço que foi tomado pelo cover?
As duas cenas convivem. Eu estou aprendendo isso. Eu pensava que seriam complementares, mostrando minhas autorais no shows da Rock Beats, mas percebi que existe outro público, que gosta mais do autoral do que do cover. E vice-versa.
São dois públicos bem diferentes a serem explorados. Tanto que a gente está trabalhando de forma bem diferente uma coisa da outra. O autoral tem essa coisa de precisar de visibilidade para se encaixar nos festivais. Então, estamos procurando por essa articulação também.

O que podemos esperar para 2019?
Vou me concentrar nos clipes das músicas já lançadas. Vai sair o de Tudo certo, tudo errado muito em breve. Está sendo gravado. Depois, vou lançar um novo E.P. Já tenho nove músicas na manga para lançar neste ano. Vou lançar essas músicas todas neste ano ainda. Tem muito material para mostrar. E, quem sabe, conseguir uma abertura em festivais.

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