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Correio Braziliense

'Como treinar o seu dragão 3' é a principal estreia nos cinemas

Com assumida intenção de desfecho de saga, Como treinar o seu dragão 3 desponta no circuito com ensinamentos e lazer destinados a crianças e adultos


postado em 17/01/2019 06:30

Como treinar o seu dragão 3: empoderamento feminino se cristaliza na figura de Astrid, pretendente de Soluço(foto: NBCUniversal/Divulgação)
Como treinar o seu dragão 3: empoderamento feminino se cristaliza na figura de Astrid, pretendente de Soluço (foto: NBCUniversal/Divulgação)

A busca por harmonia e o peso da intolerância marcam o confronto na nova, e última, aventura da série Como treinar o seu dragão. Na terceira parte da franquia, o filme de Dean DeBlois — que sempre tem como base os escritos da inglesa Cressida Cowell, 52 anos — confronta, objetivamente, Soluço (na voz de Jay Baruchel), o adolescente viking que persegue o incremento da coragem dele, e o temido Grimell (o vencedor do Oscar F. Murray Abraham, de Amadeus), interessado em aprisionar e liquidar dragões.

 

Com uma visão de pretensa superioridade, Grimell não consegue coabitar terreno que dê espaço para as criaturas “bestiais” que têm como origem o lendário universo subterrâneo chamado de Mundo Escondido de Caldeira. Ao longo dos filmes, o nórdico Soluço combateu toda a sorte de inimizades entre humanos e dragões. Foi feliz na missão, a ponto de — ainda que inseguro — se posicionar como peça-chave no governo do povoado de Berk, numa ilha superlotada de criaturas mágicas, de caudas pontiagudas e fogo nas ventas.

 

Depois da derrota de Drago e da perda do pai, Soluço, o jovem filho de Valka (uma consultora do reino que, na dublagem estrangeira, ganhou o talento de Cate Blanchett) tem que encarar um amadurecimento sentimental e observar a naturalidade do destino, à medida  que percebe o chamado da natureza capturando a atenção de seu eterno companheiro de jornada, o dragão Banguela, tido como o último da espécie batizada como Fúria da Noite.

 

É à beira da praia, desenhando na areia (com uma técnica aprendida junto aos humanos), que o dragão escuro, um exemplar raro e macho alfa de bando, Banguela cai de amores por uma figura branca chamada de Fúria da Luz. Passados 12 anos desde o surgimento, a franquia em 3D, que tem roteiro e direção de Dean DeBlois, promete seguir o padrão estabelecido pela DreamWorks, sob a produção de Brad Lewis (Ratatouille) e Bonnie Arnold (Toy Story). “Fúria da Luz é uma leoa que atrai Banguela de volta para a savana”, comparou o produtor para a imprensa estrangeira.

 

O desfecho da trilogia tem no percurso a revisão de convicções, o despontar do amor e, claro, a eterna agitados dos dragões. Presidente da DreamWorks, Chris DeFaria reiterou, na divulgação do filme, que “o público descobre filmes, de uma maneira geral, por meio da animação, quando ainda são bem crianças”. Combinar complexidade visual a serviço de narrativas que prendam a atenção segue sendo emblema na trilogia. “Optamos por histórias simples, mas com elementos brilhantes”, sublinhou, em entrevista, a produtora Bonnie Arnold. Na ocasião, ela demarcou mudanças também no cotidiano de Soluço, diante da objetividade da amiga dele Astrid (que tem a voz de America Ferrera): “Ela deixa claro que ela está bem à frente do nosso herói”.

 

Turma nova

 

Associados a qualidades vistas em cachorros e cavalos, os dragões, com a chegada da fêmea Fúria da Luz, lucram com a soma de elementos saídos do universo dos felinos, uma vez que Fúria esbanja confiança, elegância e agressão. Curiosamente, a equipe de produção diz ter se apoiado em figuras icônicas do cinema, tendo como modelo para Fúria de Luz atrizes deslumbrantes do porte de Julie Christie, Ingrid Bergman e Grace Kelly.

 

Outra personagem vital para a animação é Valka, capaz de ensinar aos moradores de Berk como afugentar caçadores e planejar o resgate de dragões em perigo de extinção. A formação dos Cavaleiros dos Dragões, ordem de guerreiros, vai fortalecer a autoconfiança de Soluço, sempre preocupado em manter a utópica paz num local sob a mira das artimanhas do maldoso Grimell.

 

Acentuando a vitalidade da trama levemente inspirada no mitológico (e desastrado) conquistador Cyrano de Bérgerac, os momentos cômicos devem se instaurar, com a participação do nerd Perna-de-Peixe (Christopher Mintz-Plasse), que movimenta um círculo de personagens cercado por instintos paternos, composto por Batatão, Batatinha, pelo ferreiro Bocão, e pelo raro (além de rabugento) Destripador Rubro. Destemida, a dragão fêmea Tempestade presencia a rivalidade entre Melequento (Jonah Hill) e Eret (Kit Harington), ambos interessados em Valka. O peso maior do enredo, entretanto, cerca o apego a valores e tradições, por parte de Soluço, desamparado, diante da obrigação de lidar com perdas e partidas.

 

Outras estreias

 

Vidro marca a volta de M. Night Shyamalan(foto: Universal/Divulgação)
Vidro marca a volta de M. Night Shyamalan (foto: Universal/Divulgação)

Vidro

De M. Night Shyamalan. São 18 anos de espera, e, finalmente, o desfecho para Corpo fechado, um dos grandes sucessos do mesmo criador de O sexto sentido. Três anos depois do hit Fragmentado, com James McAvoy, que conecta Kevin Wendell Crumb, detentor de múltiplas personalidades, Vidro une esse personagem às duas pontas da trama: Bruce Willis dá vida ao guarda David Dunn, enquanto Samuel L. Jackson traz para a cena o personagem Elijah Price, sofredor de uma doença rara e atento observador do embate entre Crumb e Dunn.

 

O peso do passado

Este drama assinado pela realizadora Karyn Kusama traz um desempenho de Nicole Kidman que a posicionou como candidata ao Globo de Ouro (em cinema) pela 11ª ocasião. Num filme que tem no elenco Tatiana Maslany e Toby Kebbell, Kidman interpreta a detetive policial Erin Bell que, afetada de maneira decisiva por um acontecimento na esfera profissional, revê o papel de sofredora, quando avista integrantes de uma gangue que sabotaram a sua vida. Determinada, ela começa a planejar a vingança.

 

 

Amigos para sempre

Mais de 19 milhões de ingressos comprados na França tornaram Intocáveis, em 2011, o filme mais assistido na terra de Godard. Esse foi o longa que gerou a adaptação americana para o fenômeno, agora batizada de Amigos para sempre. Inspirado na própria vida, o tetraplégico milionário Phillipe Pozzo de Borgo criou a obra literária que virou best-seller e serviu de base para o filme de Neil Burger. Nela, ele conta a resistência inicial para voltar a sentir os prazeres da vida. Nesta nova versão, Bryan Cranston vive o protagonista, enquanto Kevin Hart retrata Dell, um funcionário espirituoso que mudará a vida de Phillipe.

 

Cafarnaum

Vencedor do Prêmio do Júri em Cannes, este filme franco-libanês assinado por Nadine Labaki obteve visibilidade no Globo de Ouro (onde perdeu, na categoria de filme estrangeiro para Roma). Versando sobre independência forçada e uma descomunal carga de responsabilidade para uma criança, a produção revela a trajetória de Zain, que acumula a criação dos irmãos. Aos poucos, ele se rebela e, desvinculado de parentes, passa a socializar com uma gama de refugiados.

 

Temporada

Vencedor de cinco prêmios Candango no último Festival de Brasília do Cinema Brasileiro, incluindo o de melhor filme, o segundo longa de André Novais Oliveira registra a adaptação de Juliana (a premiada atriz Grace Passô) em Contagem (MG), local em que está escalada para combater endemias como dengue, zika e chikungunya. Na vida pessoal, a protagonista fica em compasso de espera, uma vez que o marido está em trânsito, a fim de encontrá-la.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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