Publicidade

Correio Braziliense

Espaço Renato Russo revive após parceria entre IBC e Secretaria de Cultura

O local voltou a se agitar e receber atividades formativas, como oficinas e mediações, e também apresentações de espetáculos de artistas locais nas três salas e nos demais espaços da 508 Sul


postado em 20/01/2019 07:15

Reinaugurado em junho do ano passado, Espaço Cultural tem agenda movimentada, com shows, peças e exposições(foto: Ana Rayssa/Esp. CB/D.A Press)
Reinaugurado em junho do ano passado, Espaço Cultural tem agenda movimentada, com shows, peças e exposições (foto: Ana Rayssa/Esp. CB/D.A Press)
A reabertura do Espaço Cultural Renato Russo, na 508 Sul, em junho do ano passado, foi um dos momentos importantes para a cena cultural brasiliense. O local estava fechado desde 2013 e foi devolvido à população candanga com o objetivo de revisitar os tempos áureos do espaço, quando recebia e abrigava diferentes grupos e movimentos artísticos do Distrito Federal.

Em dezembro de 2018, o Instituto Bem Cultural (IBC), organização da sociedade civil, assumiu a gestão do espaço em parceria com a Secretaria de Cultura. Vencedora de um chamamento público, a instituição ficou responsável pelo planejamento e pela coordenação do espaço por 12 meses, ou seja, até, pelo menos, dezembro de 2019. Desde então, o local voltou a se agitar e receber atividades formativas, como oficinas e mediações, e também apresentações de espetáculos de artistas locais nas três salas e nos demais espaços da 508 Sul.

“A curadoria é feita juntamente (entre o IBC e a Secretaria de Cultura). Nesses primeiros meses, o nosso coordenador fez uma programação prospectando. A partir de fevereiro teremos os resultados do chamamento para residências artísticas e outra de cessão de pauta (que ainda está aberta para inscrição até 27 de janeiro). Nosso objetivo é que, a cada mês, tenha um perfil e seja influenciado por datas comemorativas da cidade, da arte e da cidadania. Esse é um espaço multi, no sentido amplo da cultura, podendo receber eventos de teatro, dança, circo, cinema, mercado de economia criativa, desfile de moda”, completa.
 
Aproximação

Para reacender a chama de um espaço que fez história na cena cultural de Brasília, o IBC definiu alguns nortes e estratégias. “Esse é um espaço propício para vivências diversas e linguagens diversas. A diversidade é uma linha. O programa educativo também”, afirma Leonardo Hernandes, coordenador geral do IBC.

Leonardo Hernandes quer aproximar a arte do público(foto: Ana Rayssa/Esp. CB/D.A Press)
Leonardo Hernandes quer aproximar a arte do público (foto: Ana Rayssa/Esp. CB/D.A Press)


Um dos grandes objetivos do instituto é aproximar as escolas públicas do espaço por meio do projeto Rolê cultural. “Esse é um espaço em que os grupos estão ensaiando, temos oficinas. Não queremos que seja um espaço só de consumo, mas onde a pessoa possa fazer algo. Uma visita guiada e uma mediação fazem com que a pessoa entenda e quanto mais ela entender, mais ela vai apreciar. A gente tem que ofertar a cultura para fazer arte. No mínimo, o espectador terá mais domínio pelo assunto ao ter experiências mais profundas. Somos um espaço cultural, mas também um centro de arte”, completa.

A comunidade brasiliense como um todo é um foco, mas, a partir de fevereiro, o instituto pretende dar uma atenção maior à infância e à juventude. As atividades formativas são um dos nortes, assim como programações voltadas a esse público, que tem comparecido aos espetáculos infantis no período da tarde, até por conta do perfil dos moradores da Asa Sul, que fica na proximidade do Espaço Cultural Renato Russo. “Nossa perspectiva é de construção de plateia”, conta Hernandes. Até por isso, em março, o espaço deve promover o primeiro bailinho de carnaval em formato matinê.
 
A aproximação com os artistas também é outro ponto do Espaço Cultural Renato Russo, que lançou um chamamento público para residência artística e o chamado “cessão de pautas”, em que os grupos locais propõem eventos para o espaço. “Do ponto de vista dos artistas estamos com os chamamentos, oficinas e os grupos podem ensaiar aqui. Então é uma forma de atender esse público que deseja trabalhar aqui e aproveitar a estrutura e o espaço”, explica Leonardo Hernandes. E completa: “Entendemos que, por ser um espaço público, temos que atender essa demanda, essa carência de espaços. Queremos oportunidade para todos de forma igualitária.”

O primeiro grupo confirmado para a residência foi a Agrupação Teatral Amacaca, de Hugo Rodas, que já havia sido pré-selecionado por fazer parte desde o edital do Instituto Bem Cultural. Os demais ainda serão revelados. Na Cessão de pautas, os vitoriosos de fevereiro e que vão integrar a programação são o FestRir; o espetáculo O cano, do Circo Teatro Udi Grudi, que completou 20 anos; o Prêmio web de teatro do DF; e a peça O novo espetáculo (Tudo está à venda), de Grupo Trupe.

Atualmente, existe uma negociação do Espaço Cultural Renato Russo com outros espaços culturais do DF para a realização de uma mostra de artes cênicas, Brasília é um espetáculo.

Os comentários não representam a opinião do jornal e são de responsabilidade do autor. As mensagens estão sujeitas a moderação prévia antes da publicação

Publicidade