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Correio Braziliense

Veja as perspectivas próximas para o cinema candango

Projetos inovadores, filmes de artistas consagrados, experiências no mercado exterior e até super-heróis: tudo faz parte do cenário vindouro do cinema local


postado em 22/01/2019 07:24 / atualizado em 22/01/2019 09:24

 
René Sampaio trará para o país a versão em cinema de Eduardo e Mônica(foto: Bárbara Cabral/Esp. CB/D.A Press - 2/7/18)
René Sampaio trará para o país a versão em cinema de Eduardo e Mônica (foto: Bárbara Cabral/Esp. CB/D.A Press - 2/7/18)
 
Mais de 200 profissionais mulheres cadastradas no audiovisual da cidade, o andamento do primeiro longa candango em 3D, reformulação de propósitos no uso do Cine Brasília, participações em eventos como os festivais de Sundance (EUA) e Berlim (Alemanha) e inúmeras criações de longas-metragens em etapas distintas de produção — entre as quais Eduardo e Mônica, fita com alto potencial de público — fazem do atual cenário para cinema um terreno de colheita próxima e fértil.
 
 Rafaela Camelo: festa em Sundance, com a seleção de curta criado por ela(foto: Arquivo pessoal/ Divulgação)
Rafaela Camelo: festa em Sundance, com a seleção de curta criado por ela (foto: Arquivo pessoal/ Divulgação)
 

Depois de integrar a Mostra Brasília de 2018, o curta de Rafaela Camelo, O mistério da carne, estará em Sundance (com exibições até 31 de janeiro). Rafaela, aos 33 anos, celebra o bom momento para a criação feminina na cidade: “É crescente o número de mulheres competentes como Dani Azul (diretora de fotografia), Camila Machado (técnica de som), a presença de grandes produtoras, incluindo Daniela Marinho, e de professoras preparadas, como Érica Bauer e Dácia Ibiapina”.

Candidato a boa bilheteria para o futuro longa Eduardo e Mônica (em fase de montagem), o diretor René Sampaio (o mesmo de Faroeste caboclo) destaca qualidades do icônico artista Renato Russo, por trás da base dos roteiros para os filmes: “O carisma dele era forte e a obra dele foi muito formativa para muitos de nós: estudávamos rock, as letras da Legião Urbana. Busquei, no novo filme, adaptar, sendo fiel ao espírito da música, mas sem ser literal. A letra respeita a métrica, o ritmo, na obra do Renato, mas o cinema traz drama e timing. Tento casar as duas coisas”. Confira, abaixo, muitas das perspectivas próximas para o cinema local.

Iberê Carvalho: segundo longa, em andamento(foto: Pavirada Filmes/Divulgação)
Iberê Carvalho: segundo longa, em andamento (foto: Pavirada Filmes/Divulgação)
 
 
Iberê Carvalho 

Entre 7 e 15 de fevereiro, o diretor que comandou o sucesso brasiliense O último Cine Drive-In estará em Berlim, expandindo o alcance do seu segundo longa-metragem (O homem cordial), ainda inédito. “A viagem faz parte do projeto Conexão DF-Negócios. O intuito é a participação em eventos de mercado, com uma comitiva empenhada em internacionalizar produtos de cultura. É um trabalho de formiguinha: partimos com o longa com foco na venda dele para o mercado internacional”, explica Iberê.

O homem cordial terá um afunilamento na tensão: Paulo Miklos, Dandara de Morais (Ventos de agosto), o rapper Thaíde e André Deca estão no elenco da fita que, na sinopse, demarca a morte de um policial militar como deflagrador de ódio entre parte do público (presente num evento musical) e integrantes de uma banda que busca revival de sucesso obtido no fim dos anos 1980. O projeto, todo gravado em São Paulo, teve orçamento de R$ 3 milhões.


Márcio Moraes
Até o fim de 2020, Brasília tem grandes chances de ver na tela o primeiro longa em 3D da capital: A terra dos Ekitumans. São três anos de produção e o investimento alcançou R$ 3 milhões, a metade do previsto para narrar a trama infantojuvenil, com tons de aventura fantástica.

“A pegada do filme será biopunk, e estará completa pelo tom indígena futurista. Um rapaz surdo traz um toque inclusivo ao projeto sobre uma irmã heroína disposta a resgatar o irmão tragado para o mundo do subsolo. Lá, é possível encontrar pessoas, objetos e elementos perdidos, como os Ekitumans do título”, explica Moraes. Com experiência circense, o ator Willian Lopes, especialista na linguagem butô, está em campo, para o trabalho de captura de movimento necessário ao filme.
 
Gustavo Galvão filmou na Alemanha parte do novo longa(foto: Arquivo pessoal/Divulgação)
Gustavo Galvão filmou na Alemanha parte do novo longa (foto: Arquivo pessoal/Divulgação)
 

Gustavo Galvão
Em fevereiro estará pronto o mais novo filme do mesmo diretor de Uma dose violenta de qualquer coisa, o drama Ainda temos a imensidão da noite, que teve filmagens, em 2017, realizadas por três semanas em Brasília e em sete dias em Berlim (Alemanha). Com distribuição assegurada pela Pandora Filmes, o filme conta com, ao menos, seis músicas autorais na trilha, tendo a peculiaridade da execução, ao vivo, pela banda Animal Interior. Formado por quarteto de músicos da capital, que fizeram preparação para também atuarem, o elenco traz Ayla Gresta (vocal e trompete), Gustavo Halfeld (guitarra), Vanessa Gusmão (baixo) e Hélio Miranda (bateria).

“Na finalização, por causa da música, lidamos com até 30 canais de som. Não teria sentido finalizar com pressa: buscamos algo elaborado, para valorizar toda a pré-produção. Apesar de não ser um musical, dispensar o playback faz toda a diferença. No cinema contemporâneo, se percebe isso, com filmes como Whiplash e com Lady Gaga cantando de fato em Nasce uma estrela. Para o filme, revi um punhado de filmes de rock e fiz questão de valorizar a sensação de verdade trazida pelo aspecto musical”, comenta o realizador. Atuante em cinema desde 2002, Galvão mostra, na fita, partes do Gama e do Plano Piloto. “No filme, uma moça percebe o projeto de cidade, em que o avô foi operário, como algo ainda em eterna construção”, observa.
 
Alan Schvarsberg e Cícero Fraga: parceria firme em Gradear(foto: Arquivo pessoal/ Divulgação)
Alan Schvarsberg e Cícero Fraga: parceria firme em Gradear (foto: Arquivo pessoal/ Divulgação)
 

Alan Schvarsberg e Cícero Fraga
Radicado na capital desde os anos de 1990, o diretor Alan Schvarsberg, 33 anos, tem percebido um reencontro de identidade, quando o assunto é o cinema local. “Houve uma lacuna de ordem estética e política, nos anos 2000, e nosso cinema até caiu em certo ostracismo, dada a falta de identidade. Mas, no cenário nacional de hoje, graças ao cinema ceilandense, tivemos uma projeção com o Adirley Queirós, pela apropriação de tramas baseadas em seu lugar de fala”, comenta.

Seguindo a linha narrativa que mescla ficção e documentário, e tendo Adirley como consultor de roteiro, Schvarsberg contará com o sócio Cícero Fraga, na codireção de Gradear, primeiro longa de ambos a ser filmado no segundo semestre. Papuda, São Sebastião, Plano Piloto e Itapoã abrigam quatro núcleos de ficção da fita que trata da paranoia advinda da cultura do medo. A discussão alcança a onipresente vida atrás de grades e muros.
 
Capitão Astúcia: um herói na capital do Brasil(foto: Daniel Paranayba/ Divulgação)
Capitão Astúcia: um herói na capital do Brasil (foto: Daniel Paranayba/ Divulgação)
 

Filipe Gontijo 
Sob a expectativa de lançamento no Festival de Brasília do Cinema Brasileiro (setembro), o diretor Filipe Gontijo prepara o longa Capitão Astúcia, sob orçamento de R$ 3 milhões, com roteiro concebido a partir da percepção de que um Dom Quixote, na atualidade, deixaria de ser cavaleiro para se personificar como super-herói. “Em 2009, tinha em mãos um roteiro de quase 300 páginas, e via o filme com uma pegada de jogo, mas a verdade é que o projeto se transformou e, agora, apresentaremos um herói bem brasileirão, no centro de tudo”, comenta o realizador de 38 anos, que é brasiliense.
Desde 2004 empenhado pelo cinema, Filipe Gontijo teve elenco formado por Fernando Teixeira (de Aquarius e uma série de curtas pernambucanos), na pele do capitão do título, e Paulo Verlings, como o herdeiro de “um pai tipo o do Michael Jackson”, como ele brinca. Na trama, um pianista frustrado, enquanto promessa de garoto prodígio, trava uma relação tumultuada com o pai, sem conhecimento do mesmo com o avô bondoso (o Capitão Astúcia). Na Ermida, há o encontro que mudará a vida dos personagens. Além de Astúcia, Filipe aposta fichas no longa Entrequadras, a ser filmado em 2019. “A história é situada em 1989, e trata do amadurecimento de um garoto numa sociedade com gangue e machismo. Ele terá que se impor”, adianta.
 
Adriana Vasconcelos está com longa Mãe pronto, pronto(foto: Agridoce Filmes/Divulgação)
Adriana Vasconcelos está com longa Mãe pronto, pronto (foto: Agridoce Filmes/Divulgação)
 

Adriana Vasconcelos 
“No filme, não teremos a Brasília dos pontos turísticos. Nas filmagens, passamos pelo presídio feminino do Gama, em áreas de Ceilândia, de Taguatinga e do Setor Militar Urbano”, explica a diretora brasiliense Adriana Vasconcelos, ao comentar o longa Mãe, finalizado e com distribuição garantida. No momento, a realizadora dos premiados curtas Só Sofia (2004), Senhoras (2010) e Fragmentos (2014) estuda a estratégia de lançamento do primeiro longa-metragem, passados 20 anos de experiências em cinema.

Mãe (o novo título para o projeto antes conhecido como 3x4) traz as atrizes Ana Cecília Costa, Lisa Eiras e Sura Berditchevsky num drama intenso. “Numa família de quatro personagens, três são mães, mas têm tipos de lida diferente com a maternidade. Apesar das dificuldades de convivência, elas terão que eliminar laços conflituosos, diante de uma forte tragédia”, conta a diretora.

André Luiz Oliveira terá dois longas para o ano de 2019(foto: Arquivo pessoal/ Divulgação)
André Luiz Oliveira terá dois longas para o ano de 2019 (foto: Arquivo pessoal/ Divulgação)
 
 
André Luiz Oliveira 
Depois de multipremiado no último Festival de Brasília (com o longa O outro lado da memória), o diretor de Louco por cinema e Meteorango Kid terá dupla jornada na lida com longas-metragens: estará à frente tanto do documentário A canção de Lorenzo quanto da ficção Ecos do silêncio.

“Com o documentário, quero apresentar todo o potencial de Lorenzo, um jovem que traz espectro do autismo, do qual há tanta desinformação. Ele toca teclado e se afirma como uma figura excepcional: é muito talentoso. A relação dele comigo e com minha esposa (a musicoterapeuta Clarisse Prestes) ultrapassou protocolos, depois de um aprendizado de mais de uma década. Quero que o filme, orçado em R$ 630 mil, ultrapasse a dimensão das imagens de arquivo. Pretendemos até montar um show para o longa. Tenho mais de 100 fitas e dois HDs lotados que documentam os passos do Lorenzo, ainda no método de instrumentalização especializada”, conta o realizador.

Prevista para começarem em março, com filmagens na Índia, na Inglaterra e na capital brasileira (possivelmente, em maio) o roadmovie Ecos do silêncio será a outra empreitada do realizador, que contará com o ator João Campos no elenco. “Vamos tratar de espiritualidade, de um amor incondicional entre irmãos e da expressão de fortes sentimentos”, diz o diretor.
 
Patricia Colmenero fará a estreia em longa-metragem (foto: Thaís Oliveira/Divulgação)
Patricia Colmenero fará a estreia em longa-metragem (foto: Thaís Oliveira/Divulgação)
 

Patricia Colmenero 
Produzido pela experiente Daniela Marinho, o longa Na barriga da baleia traz, para além da particularidade de ser moldado por estreantes — caso da diretora Patrícia Colmenero e dos atores protagonistas Natália Dutra e João Prates, um dado importante: “Nossa meta foi a composição de toda a equipe técnica formada apenas por mulheres; nisso integramos cerca de 30 profissionais”, explica Daniela Marinho.

Com filmagens em andamento até 8 de fevereiro, o longa de caráter independente, por enquanto, conta com R$ 24 mil para a execução. “A trama mostra Toni, que tem nome ambíguo e que não consegue se adequar à família pelo fato de ser lésbica. Um amigo dela será Eli, jovem gay que passa muito tempo em casa, sozinho. Juntos, eles vão reinventar a sensação do que é um lar”, conta Marinho. Com roteiro de Iana Valle e Julia Valente, o filme terá importantes locações em casa do Lago Sul e do Guará. A diretora Patrícia Colmenero, além de professora de audiovisual, é conhecida pelas investidas na publicação de romances.
 
Leo Bello terá dois filmes para 2019(foto: Arquivo Pessoal/ Divulgação)
Leo Bello terá dois filmes para 2019 (foto: Arquivo Pessoal/ Divulgação)
 

Leo Bello 
Formado em cinema pela Faap (SP), o cineasta brasiliense Leo Bello, de curtas como O Pequeno pé Grande e Retrato da alma (2016), terá sucessão de trabalhos para os próximos meses. Em agosto, seguirá com a equipe para a Chapada, por três meses, para composição do material bruto de 13 episódios da série A sustentável leveza de ser, em torno de exemplos e medidas atreladas à sustentabilidade. Antes, porém, o cinema o toma de assalto: em 30 de abril, começarão no circuito Alto Paraíso, Brasília e Terra Ronca (GO), as filmagens do longa Espaço infinito, e, ainda em 2019, Bello deverá adiantar os passos da sua investida em comédia, o longa Cartório das almas.

“Presa a um mundo paralelo, a atriz protagonista de Espaço infinito será Gabrielle Lopes (A concepção). O tratamento da loucura, na narrativa, passa pela condição humana. No filme, ela fica presa à lembrança que foi perdida no passado”, comenta o diretor. O ator Wellington Abreu também estará na fita que terá investimento de R$ 2,2 milhões.

Estreante em longas, Leo Bello, com a história da astrofísica de Espaço infinito, um “drama que tem romance e quebra da realidade”, administrará a complementação de captação de recursos para a comédia Cartório das almas, com Rosanne Mulholland, Gregório Duvivier e Tonico Pereira no elenco. “É sobre um advogado que morre e quer montar um acordo para retornar à vida”, simplifica o diretor.
 
Otávio Chamorro verá a estreia em longas, em set ao final do ano(foto: Petronio Neto/Divulgação)
Otávio Chamorro verá a estreia em longas, em set ao final do ano (foto: Petronio Neto/Divulgação)
 

Otávio Chamorro
Um personagem gay de nome Ricardo encabeçará a primeira incursão do gaúcho Otávio Chamorro em longa-metragem. Saído da turma de Audiovisual, formada a partir de 2003 na UnB, Chamorro adianta que, para o longa, adotará a tendência colorida e exagerada que marca seu “realismo idealizado”. Na trama, Ricardo, que é agênero, pretende entrar para a equipe de futsal do colégio em que estuda. “Mas o técnico resiste à ideia, por ele ser visto como o gay da escola”, revela.

“Quero desconstruir a masculinidade tóxica da cultura patriarcal”, observa o diretor, que seguirá construções estéticas e de temáticas desenvolvidos em curtas como Vagabunda de meia tigela (2015) e A caroneira (2012).
 
O produtor e diretor Marcus Ligocki Jr. tem multiplicação de funções, ao longo do ano (foto: Arquivo Pessoal/ Divulgação)
O produtor e diretor Marcus Ligocki Jr. tem multiplicação de funções, ao longo do ano (foto: Arquivo Pessoal/ Divulgação)
 

Marcus Ligocki Jr. 
Produtor do longa Pureza (dirigido por Renato Barbieri), em etapa de finalização estipulada para março, Marcus Ligocki Jr. terá um ano agitado, para além da circulação nos festivais com o longa-metragem estrelado por Dira Paes, e que trata do esforço de uma mãe na busca por um reencontro com o filho, supostamente cooptado por uma rede de trabalho escravo. Até o fim de 2019, Ligocki deverá filmar Conectados, novo longa, passada a experiência com Uma loucura de mulher (2016).

“Teremos novamente o ator Sérgio Guizé numa comédia romântica, mas com fundo de ficção científica. O filme explora o tema dos sonhos lúcidos, e revela as confusões de um ghost writer que, em crise financeira, topa com uma estranha ligação com uma estrela de cinema”, adianta. Especializado em comportamento de mercado, na área de cinema, com estudos na Fundação Getúlio Vargas (RJ), o diretor, a convite do Correio, redigiu breve artigo sobre o produtivo momento do desenvolvimento do setor audiovisual na cidade. 
 
ARTIGO
 

Parque Audiovisual 

Marcus Ligocki Jr.  
 
A cidade que surgiu diante das lentes de documentaristas quer unir o Brasil pelo audiovisual. Já são mais de 360 empresas produtoras locais compartilhando o mercado para produzir e exibir filmes, séries e até games. Contadores de histórias e empreendedores que romperam a barreira de isolamento e agora conseguem ter suas obras premiadas em importantes festivais e comercializadas nas salas de cinema, TVs e plataformas de vídeo sob demanda de vários países.

Hoje, para cada R$ 1 que o FAC da Secretaria de Cultura do DF aplica no desenvolvimento do setor, o Fundo Setorial do Audiovisual investe outros R$ 5, com recursos gerados pela própria atividade.

Crescendo a 8,1% ao ano, a economia criativa representa 2,64% do PIB. O Brasil está contando histórias. No coração do país, está Brasília, que nasceu com a missão integrar todas as narrativas. Câmera na mão e ideia de construir um parque audiovisual para que o Brasil se encontre e crie seu iluminado desenvolvimento.
  
 

Principais tópicos da nova gestão do setor audiovisual  


Orçamento 
A Secretaria de Cultura do DF lançou, no ano passado, um edital do Fundo de Apoio à Cultura (FAC) que prevê um recurso de pouco mais de R$ 12 milhões para o audiovisual em 2019. Vale lembrar que, no último anúncio, a soma de editais totalizava mais de R$ 27 milhões.


Polo de Cinema
A nova gestão realiza estudos de viabilidade técnica para criação de um bairro de economia criativa na área localizada próxima ao CCBB (com reaproveitamento de metas do governo passado). A ideia é ter um espaço que reúna diversas áreas culturais em um ambiente, e que fomente a promoção e os negócios. Para viabilizar o projeto do bairro criativo, a Secult negocia com a Terracap a permuta de áreas.


Ganhos com cultura
Não há dados locais para o audiovisual de Brasília, mas, segundo estudos realizados pela Ancine em 2014, o setor audiovisual é responsável pela geração de R$ 24,5 bilhões na economia brasileira.


Cine Brasília
A partir da próxima quinta-feira, José Da Mata assumirá a programação do Cine Brasília (EQS 106/107) em um modelo inédito de colaboração voluntária. Entre as prioridades para esta nova gestão do espaço estão buscar sustentabilidade, garantir público, fomentar a cultura no DF e reconstruir a identidade da cidade como um polo de consumo e de produção audiovisual. Para isso, pretende trazer programação diversificada e completa, que dialogue com o público de Brasília.


Concertos no cinema
A Orquestra Sinfônica (OSTNCS) continuará com as apresentações no Cine Brasília, mas existe um compromisso da nova gestão da Secretaria de Cultura em garantir um local com espaço e estrutura adequados para os ensaios e apresentações do grupo.


Editais anteriores
Todos os pagamentos obedecerão as fases previstas nos editais.

Festival de Brasília
A Secretaria de Cultura iniciou uma rodada de consultas aos cineastas e produtores audiovisuais de Brasília para modelar a 52ª edição do tradicional festival de cinema. A ideia é fortalecer a identidade do festival e ampliá-lo para uma ação cultural perene e continuada com ações durante todo o ano. A comissão será integrada ainda por representantes da Faculdade de Comunicação da UnB (Universidade de Brasília), de produtores de longas e da área de audiovisual (ABCV, Associação Brasiliense de Cinema e Vídeo; e APBA, Associação Brasileira de Preservação Audiovisual).

Fonte: Dados colhidos na Secretaria de Cultura do DF 

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