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Correio Braziliense

Berlinale: Não há nenhum filme latinoamericano na competição

O 69º Festival Internacional de Cinema de Berlim vem com maior variedade de países participantes, mas nenhum filme brasileiro na competição


postado em 04/02/2019 16:08 / atualizado em 04/02/2019 16:44

A atriz Juliette Binoche preside o Júri da Competição Internacional (foto: TOBIAS SCHWARZ)
A atriz Juliette Binoche preside o Júri da Competição Internacional (foto: TOBIAS SCHWARZ)


Começa nesta quinta-feira, dia 7/2, o 69º Festival Internacional de Cinema de Berlim, Berlinale, com uma grande variedade de países participantes, porém com uma particularidade rara - não há nenhum filme latinoamericano na competição e nenhum filme lusófono, ou seja, tanto o Brasil como Portugal ficaram de fora. É, porém, uma Berlinale com maior variedade de países participantes na competição internacional.

A ausência latinoamericana não é total. Estará no Júri da Competição Internacional o cineasta chileno Sebastian Lelio, recompensado, em 2013, com o Urso de Ouro da Berlinale pelo filme Glória e Melhor Cenário, há dois anos, pelo filme Uma Mulher Fantástica, premiado também com o Oscar de Melhor Filme Estrangeiro, no ano passado.

O Júri da Competição Internacional será presidido pela consagrada atriz francesa Juliette Binoche, já premiada como Melhor Atriz, na Berlinale, no filme O Paciente, de Anthony Minghella, além de numerosos premios em outros festivais.

Um filme brasileiro será exibido na mostra principal, porém fora da competição aos Ursos de Ouro e de Prata. Trata-se de Marighela, do ator estreando como realizador Wagner Moura, contando os últimos cinco anos de vida do resistente à ditadura militar brasileira Carlos Marighela. Criador da Ação Libertadora Nacional, ALN, depois de romper com o PCB, Marighela foi assassinado em 4 de novembro de 1969, numa cilada na Alameda Casa Branca, perto da avenida Paulista, montada pelo delegado chefe do DOPS, Sérgio Paranhos Fleury.

A cineasta brasileira Maria Augusta Ramos, cujo filme O Processo, sobre o impeachment de Dilma Rousseff, foi premiado no Festival Visions du Réel, na Suíça, faz parte do Júri que escolherá o Melhor Documentário da Berlinale.

A abertura da Berlinale será com o filme The Kindness of Strangers, uma coprodução européia dirigida pela realizadora dinamarquesa Lone Scherfig. 

Quase ao final do Festival Internacional de Cinema de Berlim, a cineasta francesa Agnès Varda mostrará seu documentário Varda por Agnès, contando toda sua vida de realizadora de 1954 até agora.


FILMES BRASILEIROS

Os filmes brasileiros, nas diversas mostras da Berlinale, são os seguintes:

CURTA METRAGEM (competição)
Rise, por Bárbara Wagner e Benjamin de Burca, (Brasil, Canadá, EUA, 20’)

FÓRUM EM EXPANSÃO
O Ensaio, por Tamar Guimarães (Brasil / Dinamarca, 53') 

FÓRUM
Chão, Camila Freitas, Brazil

Querência, por Helvécio Marins Jr. (Brasil / Alemanha)

A rosa azul de Novalis por Gustavo Vinagre, Rodrigo Carneiro, Brazil

PANORAMA
La Arrancada (França / Cuba / Brasil) por Aldemar Matias

Divino Amor (Brasil / Uruguai / Chile / Dinamarca / Noruega / Suécia) por Gabriel Mascaro

Estou Me Guardando Para Quando O Carnaval Chegar por Marcelo Gomes (Brasil – Panorama Dokumente)

Greta por Armando Praça (Brasil)

GERAÇÃO
Espero tua (re)volta por Eliza Capai (Brasil)

*Rui Martins foi convidado pelo Festival Internacional de Cinema.

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