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Correio Braziliense

Aposta nacional: Grandes artistas prometem brilhar no top dos charts

Artistas do país começam 2019 a todo vapor com a divulgação de produções no mundo da música


postado em 05/02/2019 06:00 / atualizado em 05/02/2019 08:56

Ferrugem convidou os amigos para a gravação do clipe de Chopp garotinho, single do pagodeiro (foto: Cássio Jóffily/Divulgação)
Ferrugem convidou os amigos para a gravação do clipe de Chopp garotinho, single do pagodeiro (foto: Cássio Jóffily/Divulgação)
 

 

O começo de um novo ano representa uma ótima oportunidade para a música. É um momento propício para adentrar numa nova fase da carreira, mudar as diretrizes ou aperfeiçoá-las. É também no primeiro mês do ano que se aquecem os tambores e começam as apostas para os hits que tomarão conta das ruas no verão e no carnaval. Do pagode à MPB, a música brasileira inicia mais um ciclo repleta de material de altíssima qualidade, para todos os gostos. O Correio selecionou alguns lançamentos que vale a pena conferir para atualizar a playlist. Confira!

Ferrugem


Um dos grandes nomes do momento do pagode, o cantor Ferrugem começou o ano apostando em um novo single. Em 11 de janeiro, ele lançou a faixa Chopp garotinho, uma canção animada e com uma pitada de romance ao retratar a nostalgia ao reencontrar um antigo amor num boteco. Combinação que ficou marcada como característica do pagode do artista: “Eu sou romântico, não tem como não ser. Mas eu tenho interesse por vários temas, não necessariamente apenas sobre amor. Tem muita música boa que não fala de amor e que é um hino para mim”, completa.

A nova música vem para suceder o sucesso do álbum Prazer, sou Ferrugem, em que o artista emplacou várias canções nos topos da parada, como Pirata e tesouro e Climatizar. “Chopp garotinho era exatamente o que a gente queria: tem amor, tem alegria e remete ao verão! Então, eu achei que era esse o momento para soltar essa música”, explica.

Vinte dias depois do lançamento da faixa nas plataformas digitais, o artista divulgou o clipe oficial no YouTube. O vídeo contou com a presença de amigos do cantor Lucas Lucco, Mumuzinho, Dilsinho, Suel, Pocahontas e integrantes dos grupos Imaginasamba e Sorriso Maroto, além da mulher, Thaís Vasconcelos, e das três, filhas Júlia, Sofia e a Aurora, em um clima de churrasco.

Chopp garotinho, que é uma referência à expressão carioca sobre um chope colocado em um copo menor, é o primeiro lançamento de um ano em que Ferrugem pretende divulgar mais um trabalho, o segundo DVD da carreira. “Não posso dizer muito, mas eu tenho certeza de que vocês vão gostar muito”, garante o artista.


Duas perguntas/ Ferrugem


A que atribui esse novo bom momento do estilo musical e o que você acha que  sua geração trouxe de novidade para o ritmo?


Eu costumo dizer que o pagode nunca esteve em um momento ruim. Houve uma época em que as pessoas estavam consumindo mais outros ritmos, mas o pagode sempre esteve bem posicionado. A minha geração nada mais é que um espelho de outras gerações. Para chegar até aqui nós tivemos muitos exemplos, muitos artistas nos ensinaram muito.

Quais são os artistas que te inspiram e que você gosta de ouvir no tempo livre?


Ah! Eu gosto muito de Péricles, Reinaldo, eles e muitos outros são uma referência pra mim. Eu escuto sempre que eu posso!


As Bahias e a Cozinha Mineira

 

Das estrelas ganhou clipe que fala sobre a violência e estigmas contra a comunidade trans(foto: Pedro Dimitrow/Divulgação)
Das estrelas ganhou clipe que fala sobre a violência e estigmas contra a comunidade trans (foto: Pedro Dimitrow/Divulgação)
 


O grupo As Bahias e a Cozinha Mineira tem conquistado cada vez mais espaço no cenário nacional. Em 2018, levaram para casa os prêmios de Melhor Álbum e Melhor Grupo de Canção Popular no 29º Prêmio da Música Brasileira. Formada por  Assucena e Raquel Virgínia nos vocais e Rafael Acerbi na guitarra, a banda tem dois álbuns lançados e o terceiro chega no primeiro semestre deste ano.

Das estrelas é o primeiro single do novo trabalho e teve também clipe lançado em janeiro. “É uma canção romântica e isso é muito importante. Para mim, é fundamental que as pessoas trans consigam trazer à tona essa linguagem romântica”, ressalta Raquel. “O romance universal e o amor são tratados sempre como um tema heteronormativo. As mulheres trans são sempre muito hiperssexualizadas.”

Antes do lançamento, o grupo preparou uma ação diretamente ligada ao conceito da canção. Em plena Avenida Paulista, Assucena e Raquel conversam sobre a frase “Amai o próximo como a si mesmo” com quem passa na rua. “Por que quando algumas minorias, como gays, negros e pessoas trans amam existe uma dificuldade bem maior, por que esse amor não transcende?”, questiona Raquel.

O single marca o início de uma nova fase do grupo. “A gente escolheu ela porque nos leva para uma sonoridade nova e também traz uma gênesis do nosso som, leva para o nosso novo momento e também tem a ver com a nossa identidade”, esclarece Raquel. A cantora atribui o crescimento e alcance do grupo às políticas públicas de incentivo e o acesso à banda larga, essencial para o crescimento de muitos artistas hoje.

Duas perguntas/ Cozinha Mineira

Quais as principais diferenças entre o disco Mulher, o Bixa e esse novo trabalho?


Mulher é um disco de estreia, tem uma série de imaturidades e, ao mesmo tempo, é muito orgânico, muito tudo que a gente imaginava na faculdade. Bixa é mais experimental, já tem uma fase mais profissional do nosso som, da nossa voz. A fase que vamos entrar agora faz parte de um momento de mais consciência de onde queremos chegar e qual público alcançar, como musicistas e compositoras existe uma maturidade e vontade de fazer as coisas acontecerem.

Por que o nome As Bahias e a Cozinha Mineira?


A Assucena é baiana e eu (Raquel) morei na Bahia por algum tempo. Acabou que, na faculdade, Bahia era um apelido nosso. A gente também tocava muitas músicas mineiras no começo e também tem uma questão estética: boa parte das nossas maiores referências são baianas ou mineiras.


PH E Michel

 

PH e Michel inovam no conceito musical do segundo DVD, Rolê Diferente(foto: Divulgação/Universal Music)
PH e Michel inovam no conceito musical do segundo DVD, Rolê Diferente (foto: Divulgação/Universal Music)
 


O sertanejo é um dos estilos que mais se renova com o passar dos anos, com cantores jovens e novos sucessos. E foi nessa onda que a dupla PH e Michel lançou o segundo DVD da carreira, Rolê diferente. Composto por um repertório eclético com regravações e músicas inéditas, a intenção foi tornar tudo mais leve. “Nós tocamos modão, pagode, sertanejo e vários sucessos. É uma mistura, um Rolê diferente que vem com vários ritmos. Cantamos músicas que gostamos e resgatamos canções que o público gosta”. Fugindo das características do primeiro DVD Nova história, a nova gravação dos jovens cantores (22 e 24 anos) surge com uma ambientação minimalista. Com poucos convidados e gravado em um bar, a aposta foi acreditar que o simples também é diferente. “Tivemos uma mudança radical do primeiro trabalho para este. Fizemos em formato acústico, com a intenção de mostrar a nossa cara, nossa característica. Isso é o que nós somos, é a nossa verdade”, explica Michel. Embalados pelo novo DVD, PH e Michel começaram a aparecer para o Brasil após o lançamento do single Disk recaída, que foi às plataformas digitais antes da gravação completa. A música se tornou um dos sucessos do sertanejo no país e abriu as portas do mercado para a dupla. “Graças a Deus estamos no caminho certo. A galera pede nas rádios e canta nos show. Estamos nos apresentando no Brasil inteiro. É muito legal a galera reconhecer e pedir fotos. É um sonho de infância realizado”, conta PH.

Duas perguntas / Dupla PH e Michel


A dupla foi formada em 2015. Como foi trilhado este caminho até vocês se conhecerem?


Nossa história é parecida, desde a infância tocando violão nas resenhas de família e de amigos. O PH teve uma dupla com Felipe Araújo, e eu era cantor solo. Nós cantávamos na noite e acabamos nos conhecemos. Então, fomos parar na Troia, uma boyband sertaneja, onde surgiu a nossa amizade. A banda durou dois anos e, após o término, o empresário teve a ideia de montar a dupla PH e Michel.

Como avaliam a evolução de Nova história para o Rolê diferente?


É um aprendizado. A gente evoluiu e amadureceu vocalmente. Também melhoramos a questão da presença de palco e da comunicação com o público, que é muito importante para um artista.

Dilsinho

 

Dilsinho lançou o DVD Terra do Nunca, o primeiro da carreira(foto: Divulgação/Universal Music)
Dilsinho lançou o DVD Terra do Nunca, o primeiro da carreira (foto: Divulgação/Universal Music)
 


Um dos nomes da renovação do pagode, o cantor Dilsinho começou o ano de 2019 convidando todos para uma viagem. O destino é a Terra do Nunca, nome do primeiro DVD da carreira. Com composições inéditas, como Péssimo negócio e Telecine, a gravação contou com participações especiais de Mumuzinho, Ivete Sangalo, Sorriso Maroto, Ferrugem, Léo Santana, Kevinho, Dennis DJ e Luan Santana. “É a realização de um sonho! Eu e meus fãs estamos felizes demais com o lançamento do meu primeiro DVD. Um projeto com uma mensagem linda e cheio de participações especiais”, revela o artista. O pagodeiro, que já se afirmou no cenário musical brasileiro com as músicas românticas, completou o repertório do álbum com sucessos da carreira, como 12 horas e Refém e regravações de outros grupos de pagode, como Calma amor (Exaltasamba) e Quando a gente ama (Os Travessos). “Tinham algumas músicas que marcaram minha vida e minha carreira e não poderiam ficar fora do projeto. Depois, as inéditas foram se encaixando”. Para o resto do ano, a promessa é de novidades e inovações na carreira. A intenção é de repetir o sucesso de 2018 e repercutir ainda mais com o lançamento das novas músicas, que já estão disponíveis em todas as plataformas digitais. “Agora, tenho o meu DVD para dividir com minha família, meus fãs e com o Brasil. Quero viajar o país inteiro levando o show Terra do Nunca, as novas músicas e  minha verdade para as pessoas”, conta o artista.


Duas perguntas/ Dilsinho

Qual o critério de escolha dos convidados?


Foi muito fácil escolher esses nomes. São pessoas com quem eu tenho afinidade musical, que eu admiro e fazem parte da minha história. Estou feliz demais por conseguir juntar todos eles nesse projeto.

Quais são as três músicas que você mais gostou do resultado no DVD?


Difícil escolher apenas três músicas, mas as românticas sempre são as minhas favoritas ou me tocam mais. Telecine, Controle remoto e Péssimo negócio.


*Estagiário sob a supervisão de  Igor Silveira

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