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Correio Braziliense

A 40ª edição do Curso Internacional de Verão da EMB começa sábado

às 20h, o público poderá conferir o concerto comandado pelo Madrigal de Brasília


postado em 06/02/2019 07:00

Bruno Neiva: encontro raro com o mestre Galvão(foto: Arquivo pessoal)
Bruno Neiva: encontro raro com o mestre Galvão (foto: Arquivo pessoal)



Há quatro décadas, a Escola de Música de Brasília promove importante evento cultural que dá início à temporada artística na cidade. É o Curso Internacional de Verão (Civebra), cuja 40ª edição começa no próximo sábado, com o Concerto de abertura, às 20h, no auditório da instituição. A programação prossegue até o dia 23, com oficinas gratuitas de diversos instrumentos.

No Concerto da abertura, o Madrigal de Brasília, acompanhado por orquestra, homenageia o Clube da Esquina, interpretando canções antológicas do movimento ocorrido em Minas Gerais, sob liderança de Milton Nascimento, que deu expressiva contribuição para o enriquecimento da música popular brasileira.

As inscrições para o Civebra podem ser feitas até sexta-feira. Para tanto, o interessado deve acessar o endereço http://www.emb.se.df.gov.br/civebra/index.php. Ainda na sexta-feira e também no sábado, os candidatos devem comparecer à Escola, no turno escolhido, para fazer o credenciamento e os ajustes que forem necessários.

De acordo com Edilene Muniz, diretora da EMB, aproximadamente 3 mil alunos vão participar das 135 oficinas, oferecidas a partir de segunda-feira (11 de fevereiro), nos horários matutino, vespertino e noturno. “Desde 2017, o Civebra é realizado com recursos próprios. Todas as atividades são desenvolvidas em nossas instalações, com estrutura, aparelhagem e instrumentos da Escola”, destaca. “O curso é totalmente gratuito, mas alunos que vierem de cidades fora de Brasília não têm custeio de hospedagem e alimentação”, acrescenta.

Edilene destaca outro aspecto. “Salientamos que foram feitos investimentos urgentes e emergenciais nas instalações da Escola, inclusive no teatro. Houve também modernização dos equipamentos e mobiliário. Por meio do PDAF — Programa de descentralização Administrativa Financeira — está sendo investido 1,5 milhão de reais”.





Diversidade musical

Tido como uma grande celebração da diversidade musical, da inclusão e da criatividade artística, o Civebra, que nesta edição homenageia os compositores Felix Mendelssohn e Dominguinhos. Lula Galvão contabiliza 15 participações no Curso de Verão. “Desde a década de 1990, tenho comandado classes no Civebra. Desta vez, vou ministrar oficina de guitarra e a ninha expectativa é grande em relação à experiência que vou trocar com os alunos. Estou com a agenda cheia de compromissos — ele esteve recentemente na Oficina de Música de Curitiba e no último sábado acompanhou Rosa Passos em show no Sesc Pinheiros, em São Paulo —, mas não poderia deixar de aceitar o convite para retornar ao Curso Internacional de Verão da Escola de Música de Brasília”. Na oficina de guitarra, o foco principal será na técnica do instrumento e na improvisação.

Com presença em 12 edições do Civebra, Maria Teresa Madeira esteve ausente nas duas últimas. “Volto agora com o mesmo entusiasmo diante da perspectiva de muito trabalho. Vou estar à frente das oficinas de música de câmara e a que contempla a leitura à primeira vista para pianistas. Além disso, vou comandar uma master class sobre Ernesto Nazareth”, adianta.

Maria Teresa é considerada a maior especialista do legado de Nazareth, tendo inclusive lançado uma caixa com toda a obra do compositor e pianista carioca. “A proposta é que, durante a oficina, os alunos não só terem conhecimento do repertório de Nazareth, como também toquem os choros, tangos e valsas compostos por ele; clássicos como Odeon, Brejeiro, Apanhei-te cavaquinho e Ameno Rosedá. Mas vamos observar também aspectos como estilo, técnica e interpretação”, acrescenta.



Guitarrista de 22 anos e aluno da Escola de Música há três, Bruno Neiva já tomou parte por duas vezes do Curso de Verão. Ele mostrou-se ansioso ao saber que na oficina da qual vai participar terá como professor Lula Galvão, um mestre do instrumento, com trabalho reconhecido nacional e internacionalmente. “Estou em busca do aprimoramento técnico e tenho certeza de que na oficina dele vou conseguir evolução. Em outras das quais fui aluno, pude perceber que professores são bem exigentes. Isso é bom para quem está à procura do aperfeiçoamento”.

Pela primeira vez no Curso de Verão, Taís Lara, 28 anos, estudante da Escola de Música, está matriculada na oficina de canto popular de Dani Baggio. “Soube que as dificuldades são grandes, mas o resultado que se obtém recompensa. Acredito que já sei cantar. O que preciso agora é exercitar a técnica vocal e aprimorar a interpretação”.

Discípulo de Pablo Fagundes na Escola Brasileira de Choro Raphael Rabello, o aposentado Reinaldo Rios Maciel toca gaita cromática e está matriculado na turma B da oficina de musicografia digital 1, a ser ministrada por Wellington de Lira. “O que pretendo na oficina é obter conhecimento para editar partituras por meio de programa específico de musicografia digital”, diz. 



Curso Internacional de Verão
Concerto de abertura no sábado, às 20h, no auditório da Escola de Música de Brasília (602 Sul), com o Madrigal de Brasília, sob a regência do maestro Joaquim França. Acesso mediante convite. Classificação indicativa livre.
 
 
 
 
 
 
 


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