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Correio Braziliense

Diversidade marca as estreias da semana

Filmes vão de biografias, como 'Minha fama de mau' a animação


postado em 14/02/2019 06:33 / atualizado em 14/02/2019 10:55

(foto: Reprodução/Internet)
(foto: Reprodução/Internet)

A variedade das tramas dos filmes que desembocam hoje nos cinemas é tamanha que parte de dados extraídos da realidade, como é o caso dos pinçados da vida de Erasmo Carlos (retratado em Minha fama de mau), chegando à trama fantasiosa da animação brasileira Tito e os pássaros e à história saída de mangá chamada Alita. Coroando a diversidade, até mesmo relações extraterrestres são apresentadas na telona, com o longa nacional A pedra da serpente. Confira!



Minha fama de mau
• Com os bastidores da criação de algumas das mais 600 composições, entre as quais a versão de O calhambeque, o roqueiro Erasmo Carlos, ao lado de aventuras e dramas pessoais, tem a trajetória projetada no cinema. Lui Farias comanda o filme em que Chay Suede interpreta o Tremendão que, hoje, tem 77 anos. O filme traz ainda Gabriel Leone e Malu Rodrigues interpretando os grandes amigos de Erasmo: Roberto Carlos e Wanderléa. Antes de enveredar pela parceria afunilada com a Jovem Guarda, o roteiro revela os passos inaugurais de Erasmo pela música, nos anos de 1960; à época em que ele curtia Chuck Berry e Elvis Presley. Na Tijuca, ele esbarra, desde a infância, com Tim Maia (Vinícius Alexandre), nos primórdios da formação da banda The Snakes. O longa expõe ainda a figura de Erasmo durante os anos de 1970, em que obteve enorme popularidade.


(foto: Twentieth Century Fox/Divulgação)
(foto: Twentieth Century Fox/Divulgação)


Alita: anjo de combate 
• Produtor e corroteirista do longa, James Cameron (de Avatar e Titanic) não é o único nome de peso neste filme que adapta difundido mangá de Yukito Kishiro. Robert Rodriguez, diretor do longa, é um dos destaques, cada vez mais popular, depois de assinar a série de tevê Um drink no inferno. Estrelado por Rosa Salazar, o longa enfoca o destino de uma ciborgue que, absolutamente destituída de passado, passa a atuar como caçadora de recompensas. A produção explorou um ambiente futurista pós-apocalíptico e traz entre outras particularidades descritas no mangá um esporte de ficção batizado de Motorball. Emos, motoqueiros e punkers foram arregimentados para servirem à figuração. Uma penca de atores indicados ou ganhadores do Oscar, em filmes diversos, integra o elenco que vai de Mahershala Ali a Jennifer Connelly , passando por Jackie Earle Haley  e Christoph Waltz.


(foto: Reprodução/Internet)
(foto: Reprodução/Internet)

mula 
• Partindo de enredo real que trouxe à luz outra faceta para o reconhecido paisagista Leo Sharp, um veterano da Segunda Guerra Mundial, Clint Eastwood atua e dirige o longa A mula, em dobradinha de funções que não ocorria há 10 anos, quando esteve em Gran Torino. Com roteiro de Nick Schenck, o filme coloca Eastwood na pele do personagem Earl Stone, floricultor que, sem muitas explicações, conduz uma picape, diante de arranjos com integrantes do alto escalão de um cartel de drogas mexicano. A bondade do solitário protagonista é, a todo momento, questionada, uma vez que no seu encalço estão tipos policiais interpretados por Bradley Cooper e Laurence Fishburne. Tomam parte do filme atores como Michael Peña e Dianne Wiest.

(foto: Elo Company/Divulgação)
(foto: Elo Company/Divulgação)


Tito e os pássaros 

• São três os diretores do longa nacional de animação que bateu na trave, na seleção do Oscar 2019: Gustavo Steinberg, André Catoto e Gabriel Bitar. Inúmeros, entretanto, são os feitos do filme orçado em apenas R$ 5 milhões que participou do importante Festival de Annecy, esteve no Festival de Toronto e ganhou prêmio central no AnimaMundo. Tendo como dubladores Denise Fraga, Otávio Augusto e Mateus Solano, o enredo trata de uma epidemia inesperada que infesta o cotidiano dos meninos Tito, Téo e Sara: vinculada a pombos, a doença coloca no hospital vários de seus conhecidos. Exibida no Biff (Festival Internacional de Cinema de Brasília), em caráter especial, a fita trata ainda de problemas entre o menino e o pai dele, um incompreendido cientista.

 

Mateus Solano adorou a experiência de Tito e os pássaros (foto: Elo Company/ Divulgação)
Mateus Solano adorou a experiência de Tito e os pássaros (foto: Elo Company/ Divulgação)
 

 
TRÊS PERGUNTAS// Mateus Solano

Que público espera para Tito e os pássaros?

Espero ver nas salas, pais e filhos. É um público bem diferente daquele da televisão, e talvez mais próximo daquele do teatro. Tito porém não é um filme infantil comum: é um filme de suspense e que discute o medo como um grande vilão, superior até mesmo à violência. Falamos de um medo que dá dinheiro a poderosos. Acho que crianças inteligentes vão gostar (risos). A animação brasileira é sempre bem-vista, por ter qualidade. Os dubladores nacionais também são extremamente talentosos. O Brasil é uma referência na animação — eu sempre compareci às edições do AnimaMundi.

Há atualidade no filme, quando se fala em segurança?

Aqui, seguimos copiando o que os Estados Unidos têm feito. Ficou muito claro o que aconteceu, depois da vitória do Donald Trump. Agora, lidamos com um conservadorismo cego, que só vê duas cores. As armas de todos os lados parecem as mesmas: violência, ironia — ninguém dá as mãos para ninguém. Nisso, o filme toca: o incentivo ao medo difundido na sociedade. Uma indústria que vende empresas de segurança e armas. Cidades, hoje em dia, são criadas para prédios e carros.

Não temcomo, nos momentos mais vilanescos da trama, nos dissociarmos do teu Félix. Percebe isso?

As pessoas gostam do Félix — têm muitas saudades — e se identificam com aquele personagem. Ficamos, com aquela novela (Amor à vida), com muito acesso à casa das pessoas, numa época em que poucos recorriam ao streaming. Assim como o Zé Bonitinho, as pessoas veem um trejeito meu de falar. Meu arsenal é limitado ao fato de só ter o meu corpo e minha voz para interpretar. 
 

Outras novidades




Revoada 
Trabalho que consumiu vários anos da vida do diretor sergipano, radicado na Bahia, José Umberto Dias, a aventura Revoada tem como estrelas Jackson Costa (o Lourival de Segundo sol), Analu Tavares (Espelho d´água: Uma viagem pelo rio São Francisco) e Aldri Anunciação (do recente Ilha, exibido no último Festival de Brasília do Cinema Brasileiro). Lua Nova (Antunes) assume um bando de cangaceiros, depois da morte de Lampião e Maria Bonita, no longa-metragem que teve pós-produção tumultuada. Amigo da famosa cangaceira Dadá, o diretor revela uma faceta nova para o fim do cangaço no Nordeste brasileiro.




A pedra da serpente 
Atriz de reconhecidos filmes do circuito de festivais, entre os quais Ausência e Trabalhar cansa, Gilda Nomacce é a estrela do longa-metragem assinado por Fernando Sanches. Na tela, ela interpreta Joana, mulher que segue para Peruíbe (litoral paulista), a fim de se recuperar da perda de um filho, pouco antes do parto. Depois de um episódio de sexo casual, Joana se aproxima de Maria, a esposa do homem com quem tinha se relacionado. Segue-se daí uma trama ligada à abdução alienígena.

 

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