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Correio Braziliense

No Dia Mundial do DJ, conheça histórias de três artistas da cidade

Atualmente, na capital federal, o leque de artistas que desempenham a profissão é enorme


postado em 09/03/2019 07:00

Dj Hugo Drop(foto: Fundação Brasil Meu Amor/Reprodução)
Dj Hugo Drop (foto: Fundação Brasil Meu Amor/Reprodução)


O Dia Mundial do DJ foi estabelecido pela Unesco para homenagear os responsáveis em entreter o público com seleções das mais variadas músicas desde o começo dos anos 1970. Esses artistas se popularizaram por realizar mixagens com discos de vinil, que posteriormente foram substituídos por CDs e arquivos digitais armazenados nos computadores. Atualmente, na capital federal, o leque de artistas que desempenham a profissão é enorme.

Com 17 anos, Thiago May apostou em um curso profissional para DJs com a intenção de viver da música e deu certo. Começou a trabalhar em festas e boates da cidade e chegou ao sucesso nas noites com muita música eletrônica. O artista pretende seguir novos caminhos como produtor musical, com a finalidade de aumentar a visibilidade da carreira.

“Juntei música e festa e fiz disso o meu ofício. É extremamente gratificante ver o público curtindo o trabalho, curtindo uma ideia que você treinou. Ser reconhecido pelos produtores de festas e ser chamado para mais eventos por ter feito um bom trabalho, não tem preço”, exclama Thiago.

Nascido no meio das pick-ups de reggae, Hugo Drop começou a conquistar espaço no cenário nacional com o Projeto Percussion Brothers. Após três anos, decidiu investir na carreira solo e obteve muito sucesso.

Com batidas mais próximas do rap e do trap, inovou ao criar o evento Drop It Like Its Hot, um dos maiores do Centro-Oeste. O sucesso foi tão grande que o selo se tornou conhecido internacionalmente. Entretanto, como parte do processo de renovação, o artista saiu da zona de conforto e se jogou no mundo do funk, produzindo conteúdos musicais do estilo e buscando novos horizontes.

“Brincadeira”

“Comecei brincando, abrindo festas de amigos. Depois, tive uma dupla de DJ, mas desde 2007 me mantenho tocando sozinho. Gosto de tocar o hip-hop mais clássico, dos anos 1990/2000, mas o meu set também conta com o funk, rap e trap. Estou realizando algo que sempre gostei de fazer e meu objetivo é conquistar novos lugares e públicos”, conta Hugo.

Pioneira quando o assunto é a arte do remix, Donna é uma das mulheres mais premiadas no ramo. Conquistou o primeiro prêmio de melhor DJ do Womans Music Event no fim de 2018 e começa o ano em alta. Especializada em tocar música de origem negra, como o rap, firmou-se como nome de peso nas festas de Brasília e se tornou um forte nome na luta pelo reconhecimento das artistas na capital.

“Lutei muito para ser reconhecida e respeitada. Quanto mais me cobravam, mais eu buscava conhecimento. Sempre vai ser mais difícil por ser mulher, mas temos mulheres tão boas quanto os homens na cena local. Depois de 19 anos de carreira, não aceito alegações de qualificação para que os homens ganhem mais do que eu. Apesar de tudo, é um sentimento de felicidade poder levar, através da música, um momento de alívio diante das dificuldades que vivemos.”

*Estagiário sob a supervisão de Igor Silveira
 
 
 
 

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