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Correio Braziliense

Marcada para junho, Feira do Livro será realizada em novo espaço

A 35ª Feira do Livro de Brasília acontece do dia 6 a 16 de junho, no Complexo Cultural da República


postado em 13/03/2019 07:00 / atualizado em 12/03/2019 20:18

 
(foto: Feira do Livro/Divulgação)
(foto: Feira do Livro/Divulgação)
 
 
Depois de anos ocupando a lateral do Pátio Brasil Shopping, a Feira do Livro de Brasília está de mudança. A 35ª edição do evento, marcado para ser realizado entre 6 e 16 de junho, passa a ocupar a praça entre o Museu Nacional da República e a Biblioteca Nacional. No total, serão 27.500 m² divididos entre espaços de encontros entre público e convidados, praça de alimentação e um total de 100 estandes com 20m² para cada um. Realizada pelo Instituto Latinoamerica e pela Câmara do Livro do Distrito Federal, a feira custará em torno de R$ 2 milhões, mas esse orçamento ainda não está fechado.

Ontem, durante lançamento do evento na Biblioteca Nacional, o produtor-executivo da feira, Telmo Ribeiro, explicou que essa edição terá quatro eixos: infantil, literário, artístico e pedagógico. “Este último é a grande novidade. Contratamos um curador pedagógico para aproximar a feira das demandas educacionais”, garante.

Vale lembrar que o caráter pedagógico da feira já foi enfatizado em muitas outras edições. Em 2006, por exemplo, a 25ª edição do evento trazia a Feira Itinerante, na qual autores iam às escolas públicas encontrar alunos que haviam, previamente e com orientação pedagógica, trabalhado em seus livros. Milton Hatoum, ganhador do Jabuti e do Portugal Telecom, passou pelo programa naquele ano.

A mudança do local, segundo Ribeiro, foi fruto da necessidade de ser coerente. O produtor explica que, este ano, haverá um trabalho de conscientização junto aos livreiros para que privilegiem a comercialização de obras editoriais, e não de produtos derivados, como tem acontecido nas últimas edições da feira. “Diante da crise do setor, alguns livreiros colocam nos estandes diversos produtos”, constata Ribeiro. “A gente não pode interferir diretamente, mas vamos fazer um trabalho de conscientização para o livreiro valorizar o motivo de estar presente, que é a questão editorial”.

Este ano, os organizadores também vão abrir  para a participação de livreiros de outros estados que forem filiados à Câmara Brasileira do Livro (CBL). Por enquanto, nenhum estande foi vendido. A comercialização começa a ocorrer a partir de hoje, após o lançamento.

A bibliotecária Maria da Conceição Moreira Salles, morta em 2012, é a principal homenageada do evento, que tem como tema Biblioteca – Espaço do prazer e do aprender. Durante mais de duas décadas, ela esteve à frente da Biblioteca Demonstrativa de Brasília, fechada para reforma desde 2014. “A biblioteca fechada é uma lástima. A Conceição não teve filhos. A filha dela foi essa biblioteca. E em tempos tristes de fake news, só a cultura e a educação vão nos livrar disso. As fake news nascem nas sombras do saber”, reparou Adriana Tostes, prima de Conceição e convidada para falar sobre a bibliotecária durante o lançamento da feira. Entre os homenageados estão, ainda, o poeta Mailson Furtado Viana, vencedor do Prêmio Jabuti com  À cidade, o ilustrador André Cerino e o poeta João Doederlein, conhecido como AKA Poeta.

Responsável pela curadoria da 35ª edição, Maurício Mello Júnior conta que a ideia foi focar na diversidade. Entre os autores confirmados, estão José Eduardo Agualusa, que vem falar sobre sua experiência com bibliotecas; Alberto Mussa e Renato Janine Ribeiro. “O Janine vem com uma palestra polêmica, vai falar sobre a importância do livro numa época em que se privilegia a ignorância”, avisa Maurício. Na lista estão ainda a portuguesa Mafalda Milhões e o editor Eduardo Lacerda. “A ideia é que autores que vêm de fora congreguem com autores de Brasília e que tudo seja o mais diversificado possível. Vamos debater os vários aspectos da literatura”, avisa o curador.



35ª Feira do Livro de Brasília
De 6 a 16 de junho, no Complexo Cultural da República
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 



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