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Correio Braziliense

Espetáculo da 'Camerata Caipira' que sensibiliza crianças e adultos

Em shows hoje, às 21h, no Espaço Cultural do Choro; e amanhã, às 17h, no Mundo Vivo Galeria e Gastronomia, o grupo lança o CD 'Cadê o bicho que tava aqui?'


postado em 16/03/2019 07:30

A Camerata Caipira criou repertório baseado nos ritmos tradicionais da cultura popular(foto: Tiago Santos/Divulgação)
A Camerata Caipira criou repertório baseado nos ritmos tradicionais da cultura popular (foto: Tiago Santos/Divulgação)
O talento dos músicos brasilienses pode ser detectado nos mais diversos estilos. São cantores, instrumentistas, grupos e bandas que, com trabalhos variados, costumam chamar a atenção de quem os ouve, seja em discos seja em apresentações ao vivo. Mesmo enfrentando dificuldades, eles continuam produzindo, cada vez mais.

A Camerata Caipira é um exemplo da cena musical. Conjunto formado por Isabella Rovo (vocal), Victor Batista (viola caipira), Bosco Oliveira (violão), Nelson Latif (violão)e Sandro Alves (percussão) há sete anos vem espalhando sua sonoridade peculiar, baseada em ritmos tradicionais da cultura popular brasileira, utilizando instrumentos acústicos e arranjos para cordas e percussão, mas com uma versão contemporânea.

Em shows hoje, às 21h, no Espaço Cultural do Choro; e amanhã, às 17h, no Mundo Vivo Galeria e Gastronomia, o grupo lança o CD Cadê o bicho que tava aqui?. Esse trabalho tem como foco animais do cerrado brasileiro e busca ser associar à riqueza da fauna típica desse bioma.”Mas, é para ser apreciado por toda a família”, acrescenta.

Inspiração

Segundo Isabella, a centelha de inspiração do projeto veio de poemas do livro Bicho sem grilos, de Jorge Rocha. Quatro deles, Desenrola Tatu, O quê que há lobo guará? O canto da siriema e Deixa o papagaio na mata mané ,foram musicados pelos integrantes do Camerata. Outros, como  Banquete dos bichos, Duelo do carcará com a coral, Frevo da macacada e O abraço do tamanduá, trazem melodias e letras e arranjos dos músicos e da vocalista do grupo.

Do repertório, 11 faixas são inéditas e há Rabo de facão, originalmente um tema instrumental de autoria do pernambucano Mestre Salu, que recebeu letra de Isabela Rovo. “As composições visam à conscientização sobre a necessidade de preservação dos cerrados de maneira divertida e sonoramente dinâmica”, destaca a vocalista.

Produzido no segundo semestre de 2018, Cadê o bicho que tava aqui?, com 14 faixas — todas inéditas — tem, também, como destaque a capa, criada pelo brasiliense Roger Mello, reverenciado ilustrador de livros infantojuvenis no Brasil. Em 2002, ele recebeu na Suíça o prêmio Espace-enfants. No mesmo ano, conquistou o Prêmio Jabuti nas categorias literatura infantojuvenil e ilustração com Meninos no mangue. Já em 2014, foi premiado com o Hans Christian Andersen, considerado o Nobel da literatura infantojuvenil.

Há cinco anos, a Camerata lançou o disco de estreia e, mesmo antes, havia iniciado trajetória pelo exterior, com apresentações na Europa, Austrália, Nova Zelândia e no Chile, além de fazer inúmeros shows no Brasil. “Em 2012, estivemos no Chile, onde nos apresentamos na Embaixada do Brasil, em Santiago, e no Isla Negra, Memorial de Pablo Neruda. Depois, participamos de festivais em Womad (Nova Zelândia) e Floriade (Austrália), em 2013 e 2014, respectivamente. Já em 2016, levamos nossa música para o evento Baião in Lisboa (Portugal)”, conta Isabella.


Camerata Caipira
Show de lançamento do CD Cadê o bicho que tava aqui? Hoje, às 21h, no Espaço Cultural do Choro (Eixo Monumental, ao lado do Centro de Convenções Ulysses Guimarães). Ingressos: R$ 40 e R$ 20 (meia para estudantes). Não recomendado para menores de 14 anos. Amanhã, às 17h, no Mundo Vivo Galeria e Gastronomia (413 Norte, Bloco D, Loja 19). Couvert artístico:  R$ 15. Classificação indicativa livre. Informações: 3632-6202.

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