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Correio Braziliense

Gracia Cantanhede lança livro 'Brasília, meu amor'

Obra reúne crônicas, frases, poemas e pensamentos sobre Brasília e lançamento coincide com aniversário da cidade


postado em 21/04/2019 06:45

Gracia Cantanhede declara amor a Brasília com uma compilação de textos(foto: Neidinha Cavalcante/Esp. CB/D.A Press - 23/8/17)
Gracia Cantanhede declara amor a Brasília com uma compilação de textos (foto: Neidinha Cavalcante/Esp. CB/D.A Press - 23/8/17)

 
O recado é direto, como sugere o título do livro: Brasília, meu amor, escrito por Gracia Cantanhede, é um grito em defesa da cidade que a acolheu. Vinda de Minas Gerais ainda jovem, a autora não demorou a se apaixonar pela capital. E não gosta de como as pessoas pintam a cidade fora daqui. Ela teve a ideia de lançar o livro, o oitavo que publica, há apenas um mês. Queria que as vendas começassem perto do aniversário de 59 anos da cidade, celebrado hoje. "É muito pouco tempo para fazer tudo. Foi sem dúvida um recorde para mim".

A obra-homenagem reúne textos de todas as épocas da autora. Também conta com frases que colheu de pessoas que, assim como ela, admiram Brasília. Nas páginas, há crônicas, poesia, frases e pensamentos. Todo o material tem o único propósito de enaltecer o lugar que, conta, não merece a fama que tem. Em parte, as críticas são feitas pelo fato de a cidade abrigar o poder político. “As pessoas misturam as coisas”. Ela quer mudar a impressão sobre a cidade positivamente. “Os textos são todos ambientados aqui e mostram essa Brasília que tem alma. Não é essa cidade fria, cidade concreto, não.”

A fagulha que a motivou a correr atrás de publicar um livro em poucas semanas surgiu durante uma das viagens que fez. “Sempre que viajo, escuto muito insulto a Brasília. E isso não é de hoje. Desde que me mudei para cá. Era uma cidade que estava apenas começando, mas as pessoas já reclamavam: ‘Você está indo aonde em Brasília? Porque lá não tem nada para fazer’”.

Ela rebate com a ideia de que a cidade por si só é inspiradora. “Essas pessoas certamente não sabem admirar arquitetura e não têm amor pela arte. Porque nós temos arte aqui a céu aberto. Quanto coisa linda para ser ver em Brasília”, elogia.

“Podiam muito bem dizer que ficaram encantados com a arquitetura, com o céu, com o lago — porque esse lago é um milagre. Além da ousadia do Juscelino Kubitschek, uma pessoa visionária, entre outras pessoas engajadas. É uma cidade épica para mim. E essa epopeia toda não é lembrada, nem vista ou elogiada. As pessoas querem é falar mal”, queixa-se.

Entre as pessoas que contribuíram com reflexões para serem publicados estão Silvestre Gorgulho, Gustavo Dourado e Ana Maria Lopes. De José Carlos Vieira, saiu a frase com a qual ela mais se identificou: "Cresci em Brasília. Sou metade nuvem, metade concreto". É o mesmo com ela. "Também cresci aqui. Minha adolescência foi em outro lugar, mas foi em Brasília que cresci como ser humano", diferencia.

A publicação-relâmpago significou a pausa nos outros projetos que ela vinha desenvolvendo. Acostumada a escrever — todos os dias — textos curtos, vê dificuldade em escrever romances. Ela dava continuidade a um romance que pretende lançar em breve, quando foi invadida pela urgência de declarar amor à cidade. "A partir de agora, vou me ater ao texto longo. Só publicarei romances", avisa.

* Estagiário sob supervisão de Severino Francisco


Brasília, meu amor
Escrito por Gracia Cantanhede. Editora Observatório do Texto. 108 páginas. R$ 35. Lançamento do livro Brasília, meu amor. Livraria Cultura do CasaPark (SGCV Sul Shopping Cs. Park lt. 22). Terça-feira, às 18h30. Entrada franca. Classificação indicativa livre.

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