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Correio Braziliense

O Terno divulga o terceiro álbum da carreira, em que celebra nova fase

'atrás/além' confirma um momento de virada da banda


postado em 23/04/2019 07:12 / atualizado em 23/04/2019 10:16

O trio Tim Bernardes, Gabriel Basile e Guilherme Almeida lança novo álbum 'atrás/além'(foto: Biel Basile/ Divulgação)
O trio Tim Bernardes, Gabriel Basile e Guilherme Almeida lança novo álbum 'atrás/além' (foto: Biel Basile/ Divulgação)

Com os três primeiros álbuns, o trio Tim Bernardes, Gabriel Basile e Guilherme d’Almeida — O Terno, para os íntimos — atraiu atenção no cenário da música nacional. Os clipes e letras divertidos de faixas como Ai, ai, como eu me iludo e Não espero mais renderam visualizações e reconhecimento da banda que surgiu no palco alternativo e amplia cada vez mais a gama de estilos no novo álbum atrás/além, lançado nesta terça-feira (23/4).

“É um disco que circula em torno de um eixo temático mesmo. Ele tem muito a ver com uma virada de fase da banda”, conta o vocalista, guitarrista e compositor Tim Bernardes. “É um disco de desapego do que passou, um salto para se lançar para o que pode vir. Isso tudo em um registro típico de afeto, de canções sinceras, canções de amor e de reflexão sobre isso tudo.” A obra, bem amarrada, é composta de 12 faixas.

Tim reconhece que, no início do grupo, as referências a determinados ritmos musicais eram mais facilmente identificadas, como com o rock´n´roll. Agora, o estudo mais detalhado e a ampliação da musicalidade da banda tornam o trabalho mais abrangente: “Já não faz mais tanto sentido falar de todas essas subdivisões, porque é como se a gente já tivesse explorado várias coisas e, agora temos um cardápio completo, transitamos mais livremente”, explica o cantor.

Três singles foram lançados previamente: nada/tudo, Pegando leve e Volta e meia. “A primeira é uma das músicas mais diferentes das coisas que a gente já fez, uma música mais interna e íntima. Depois, tem Pegando leve, uma música que tem um pé no que O Terno foi, mas já está com o outro pé apontando para esse caminho, mais desconhecido, que a gente explorou nesse disco”, discorre Tim. O terceiro single é parceria com os músicos Devendra Banhart e Shintaro Sakamoto.

O novo trabalho flerta com jazz, MPB, música erudita e até mesmo com o samba, como na faixa Bielzinho, homenagem e brincadeira com o baterista da banda. “Ela é um ponto meu de descontração no disco”, comenta Tim. É possível notar forte influência de música de orquestra e metais, que já haviam aparecido em oportunidades anteriores no álbum anterior, Melhor do que parece.

Parcerias

Paralelamente ao grupo, Tim conta sobre a experiência de trabalhar com o rapper Baco Exu do Blues no álbum Bluesman, lançado no fim do ano passado. “O Baco tem as ideias muito claras na cabeça e, ainda que não seja um instrumentista, ele sabe muito bem aonde ele quer chegar”, pontua o cantor. “Ele veio me procurar pra fazermos uma coisa junto, porque ele tinha gostado do Recomeçar, meu disco solo, o que achei interessante, porque não imaginava que ele fosse se identificar especificamente com o meu disco, que é mais melancólico e na minha cabeça eu imaginava que fosse mais distante de um trabalho de rap.”

Tim Bernardes também teve, recentemente, músicas de sua autoria gravadas por nomes notáveis da música brasileira, como Gal Gosta e Paulo Miklos. “Essa parte [a composição] é um caminho mais paralelo que eu gosto de seguir”, conta o compositor. A partir do dia 17 de maio, ele sairá em turnê com a banda, em trajeto nacional que começa por São Paulo e chega a Brasília no segundo semestre, ainda sem detalhes confirmados.

Estagiária sob a supervisão de Severino Francisco.

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