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Correio Braziliense

Remake de 'Cemitério maldito' chega aos cinemas

Clássico de Stephen King é a quinta adaptação mais lucrativa do mestre do terror


postado em 16/05/2019 06:30

Stephen King: aos 71 anos, a obra dele continua inspirando muitos filmes(foto: Reproducao da Internet)
Stephen King: aos 71 anos, a obra dele continua inspirando muitos filmes (foto: Reproducao da Internet)

 
A realidade, a ação do inesperado e o peso de uma imaginação muitas vezes macabra: são esses elementos, misturados, que costumam dar o teor dos envolventes enredos tratados pelo mais do que consagrado autor norte-americano Stephen King. Aos 71 anos, segue na linha de frente das adaptações para o audiovisual, quando pesa o suspense. Confirmando as regras de sucesso, nas bilheterias norte-americanas, a refilmagem de Cemitério maldito (em cartaz nos cinemas do DF) desponta como a quinta adaptação mais lucrativa de King para a telona.

Além disso, o cenário proposto pela sétima arte favorece a grife King: O iluminado (1980), filme que indispôs o autor com o cineasta Stanley Kubrick (ele enxertou mudanças fortes na versão para cinema), foi selecionado para integrar o segmento Classic do festival francês de Cannes (França). Soma-se a isso, o fato de um dos novos projetos do produtor James Wan (o Midas de Invocação do Mal e de Jogos mortais) ser Salem´s Lot, que, nos anos 1970, havia sido atração televisiva chamada Os vampiros de Salém, conduzida por Tobe Hopper, do cultuado O massacre da serra elétrica.

Stephen King parece imantar sucessos, que, na telona, se multiplicam em obras eternas e consistentes de cineastas como John Carpenter, Rob Reiner e George A. Romero. O autor de best-sellers como The stand fez questão, por sinal, de aparecer em cenas de fitas como Sonâmbulos (1992) e Cemitério maldito (1989) e ainda na minissérie O iluminado (1997), que produziu e escreveu, a fim de reverter o descontentamento com a adaptação feita por Kubrick. Ocasionalmente identificado pelo pseudônimo de Richard Bachman, nos livros, King se aventurou pelo cinema como diretor, numa única vez, com o espinafrado Comboio do terror (1986).

Crítico com muitas das obras cinematográficas derivadas de seus livros — numa lista que inclui Conta comigo e Um sonho de liberdade, passando por Eclipse total e Carrie, a estranha —, Stephen King não ficou descontente com o roteiro do novo Cemitério maldito.

Se há conexão inquestionável junto aos leitores, o escritor faz questão de prezar pela modéstia. Na recente aparição do projeto Night of the 1000 stories, celebrado por escritores amadores e estudantes, King primou pela citada qualidade: “Tenho mais de 70 anos, e ainda aprendo um jeito de engrenar no ofício da escrita”.

O convite aos novos autores para que não enfeitem “eventos descritos” está detalhado no livro de King acerca da escrita (On writing: a memoir of the craft) proposto por ele. Se já proclamou, no passado, que “a vida (realidade) não é uma rede de apoio segura para moldar a arte”, o escritor confirma o poder do inesperado e seu ajuste com a vida (real), c omo ocorreu, há 20 anos, no Maine (cenário para Cemitério maldito), quando foi atropelado enquanto andava à beira de uma estrada, tal qual eventos que cercam protagonistas do assustador Cemitério maldito...





Projetos inspirados no mestre


A corredora

A popularidade das adaptações de Stephen King é tamanha a ponto de um dos dublês de O predador (1987), Craig R. Baxley, que dirigiu episódios da série oitentista Esquadrão Classe A e telefilmes como Atirando para matar (2008), se aventurar na empreitada. No conto, a corredora Emily está recém-separada do marido e devastada pela morte de seu bebê. No maior dos estilos pernas para te quero, tenta superar a morte, mas as rotineiras corridas a colocam como observadora de um crime. As pernas bem treinadas da agitada protagonista podem representar sua salvação.


Dedication


(foto: Reproducao)
(foto: Reproducao)
Raquel Villar Dedication

Moradora de Berlim desde 2014, a atriz carioca Raquel Villar estrela o curta assinado pela austríaca Selina Sondermann. Na trama, a brasileira dá vida a Martha, ocasional empregada de um hotel que é atormentada pelo passado. Num filme em que muitos se perdem pelos corredores do enorme e padronizado hotel alemão (alguém lembra de O iluminado?), Martha recorre ao escapismo e à mágica, para se reconfortar numa realidade sobrenatural.


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It: A coisa, capítulo 2


A estreia será só em setembro, mas a ansiedade já palpita nos fãs de uma das figuras mais populares da escrita de Stephen King: o palhaço Pennywise. Sucesso estrondoso de 2017 (com arrecadação de US$ 700 milhões), o primeiro longa — também assinado pelo argentino Andy Muschietti — traz a ponte temporal da continuação: passados 27 anos, desde os eventos aterradores, um grupo de amigos é reunido a partir de um telefonema misterioso. Com o mesmo roteirista de A freira (2018), Gary Dauberman, no projeto, o mesmo diretor de Mama (2013) volta a trabalhar com a estrela Jessica Chastain, além de contar com James McAvoy (Vidro) no elenco.


Doctor Sleep


O mesmo diretor escalado para a adaptação de Jogo perigoso (2017), feito para a Netflix, Mike Flanagan promete para 8 de novembro de 2019 a estreia do longa estrelado por Rebecca Ferguson (da franquia Missão impossível) e Ewan McGregor. Quem volta à cena é o crescido menino visto em O iluminado, Dan Torrance, que abraça como missão pessoal desviar uma mulher da possibilidade de se tornar imortal.

(foto: Warner/Divulgacao)
(foto: Warner/Divulgacao)

In the tall grass 


Produção a cargo da Netflix, o longa de Vicenzo Natali reúne atores como Patrick Wilson (o rei Orm de Aquaman, e ator de A freira) e James Mardsen (Sonic — O filme). Escrito por Joe Hill (filho de Stephen King), lembrado por Horns, e pelo pai dele, o longa revela a fonte para os pedidos de socorro ouvidos numa estrada do Kansas. Os irmãos, em viagem, dão ouvidos a desconhecidos desesperados, e acabam por se perder entre vastas plantações à beira da estrada.


The outsider

Em pré-produção, serão nove episódios com roteiro a cargo de Richard Price (da série de sucesso da HBO The wire) e de Stephen King. No embalo de thriller, o enredo é norteado por um crime dado como “indescritível”, e que baratina o dia a dia e a sanidade de investigadores de polícia. Estrada pelo australiano Ben Mendelsohn (de Jogador número 1), trará alguns episódios sob direção do também ator Jason Bateman.

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