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Correio Braziliense

Zé Luiz Mazziotti e Leny Andrade têm encontro afetivo no palco

Zé Luiz Mazziotti e Leny Andrade se apresentam em show recheado de boas memórias e clássicos da MPB


postado em 18/05/2019 06:08

Mazziotti passou uma década morando na França antes de retornar ao Brasil(foto: Marizan Fontinele/Divulgação)
Mazziotti passou uma década morando na França antes de retornar ao Brasil (foto: Marizan Fontinele/Divulgação)

 

O fato de ter se radicado na França entre meados das décadas de1980 e 1990 certamente foi determinante para que Zé Luiz Mazziotti, dono de um das mais belas vozes da MPB e uma elogiadíssimo intérprete, não tenha alcançado um patamar ainda mais alto em sua trajetória artística. O cantor e violonista paulista tem seu nome ligado a alguns dos mais importantes artistas nacionais e internacionais.

 

Aos 70 anos e cinco décadas de música, Mazziotti está de volta a Brasília, para apresentação neste sábado (18/5), às 11h30, no Teatro Sílvio Barbato do Sesc. No show, que marca a abertura da temporada de 2019 do Clube da Bossa, ele tem a companhia da cantora Leny Andrade, a grande estrela do jazz no Brasil. "Vou acompanhar Leny ao violão e dividir com ela a interpretação de Acontece e Alvorada, de Cartola. Embora no repertório haja predominância de clássicos de compositores da bossa nova, em números solo, vamos cantar sambas e canções de outros grandes mestres da música brasileira", anuncia

 

Mazziotti estava no início da carreira quando formou com Mily, Luizinho e Aquiles o Canto 4, grupo vocal que acompanhou Tom Zé em São Paulo Meu Amor, música vencedora do Festival da Record de 1969. Um ano depois deu início ao voo solo, cantando em casas noturnas paulistanas, abrindo shows do consagrado Johnny Alf.

 

Em 1974, ele registrou sua voz pela primeira vez em disco, ao interpretar Até quem sabe, de João Donato e Lysias Ênio, com arranjo de César Camargo Mariano. Outra música que contribuiu para torná-lo conhecido foi Dona Benta, composta por Ivan Lins e Vitor Martins para a trilha sonora da primeira versão do Sitio do Pica-Pau Amarelo.

 

Projeto Pixinguinha

 

Já morando no Rio de Janeiro, e bem situado na cena musical carioca, participou de várias edições do Projeto Pixinguinha, ao lado de astros e estrelas da MPB, entre os quais Jamelão, Sílvio Cesar, Ângela Maria, Elizeth Cardoso e Zezé Gonzaga, ícones da MPB. Na Sala Funarte, apresentou-se com Alaíde Costa, Antônio Adolfo e Luiz Eça.

 

Sempre tendo a companhia de nomes icônicos da música popular brasileira, Mazziotti lançou, em 1979, o primeiro LP, intitulado Zé Luiz. "A minha estreia em disco foi em grande estilo. Tive Dori Caymmi e Gilson Peranzetta como arranjadores e Nana Caymmi como convidada especial. Hélio Delmiro, Luizão Maia, Toninho Horta fora, alguns dos músicos que participaram", lembra. "Sinais, o segundo álbum, saiu no ano seguinte, e me levou a conquistar o prêmio Chiquinha Gonzaga. Já o terceiro, E o amor falou, de 1984, teve Nana como produtora", acrescenta.

 

Feliz com a repercussão de E o amor falou, o cantor decidiu divulgá-lo na Europa, para onde foi em 1985. "A ideia inicial era fazer algumas apresentações para apresentá-lo aos franceses. Mas, diante da ótima acolhida que recebi, fixei residência em Paris, que serviu de base para os compromissos que iam surgindo. Passei a cantar em várias casas noturnas e a participar de festivais. No Festival de Jazz de Nice, estive ao lado de Miles Davis, George Benson, Count Basie, Gilberto Gil e Djavan", conta. "Foi uma fase muito produtiva em minha carreira", afirma.

 

Saudoso do Brasil, Mazziotti retornou em 1995 e, além de dar continuidade ao trabalho de cantor, passou a atuar também como produtor. "Produzi, por exemplo, o álbum Cauby canta Sinatra, que saiu pela Som Livre; e discos da série Iluminuras, para a gravadora Velas. Por outro lado, Leny, uma amiga querida de longa data, produziu, mais ou menos na mesma época, pelo selo Perfil Musical, o José Luiz Mazziotti, em que interpretei composições de Tom Jobim, Chico Buarque, Paulinho da Viola, Tito Madi e Rosa Passos”, recorda-se.

 

Declarado fã de Chico Buarque, gravou, em 2003, o CD Zé Luiz Mazziotti canta Chico Buarque, no qual recriou Almanaque, Ela desatinou, Eu te amo, O velho Francisco, entre outras. Em Cadê você há a participação de Chico. "Meu próximo disco está em fase de pré-produção e vou utilizar o financiamento coletivo para lançá-lo, pelo Quarup", revela o artista que, há 10 anos, é professor de interpretação na Escola de Música do Estado de São Paulo (Emesp — Tom Jobim).

 

 

Zé Luiz Mazziotti e Leny Andrade

Show do cantor e violonista paulista e da cantora carioca hoje, às 11h30, no Clube da Bossa (Teatro Sílvio Barbato do Sesc/ Setor Comercial Sul). Entrada franca. Retirada de ingressos uma hora antes. Classificação indicativa livre.

 

 

 

Depoimento

"Zé Luiz Mazziotti, além de ser um cantor que encanta a todos com sua voz melodiosa e única, é um amigo que me conquistou por sua atenção, delicadeza e generosidade. Ao longo das nossas carreiras, já estivemos juntos em outros projetos. É com um prazer imenso que vou dividir com ele o palco do Clube da Bossa de Brasília, onde me apresento pela primeira vez". 

Leny Andrade, cantora

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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