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Correio Braziliense

Estreia de 'Aladdin' serve de teste para mais um live action

No longa, Will Smith vive o gênio da lâmpada


postado em 23/05/2019 06:30 / atualizado em 22/05/2019 18:20

O famoso Gênio da Lâmpada, agora interpretado por Will Smith, é uma das atrações de Aladdin (papel do jovem Mena Massoud) (foto: Daniel Smith/Disney Enterprises)
O famoso Gênio da Lâmpada, agora interpretado por Will Smith, é uma das atrações de Aladdin (papel do jovem Mena Massoud) (foto: Daniel Smith/Disney Enterprises)

Mesmo com uma boa carga de aceitação por parte do público capaz de validar versões live-action para animações famosas, como Alice no País das Maravilhas, Malévola, A Bela e a Fera e Cinderela —, um novo remake entra para o rol dos filmes a serem testados pelos espectadores familiarizados com o sucesso Aladdin, de 1992. É pela conquista do coração e, claro, dos sentimentos mais nobres da princesa de origem árabe Jasmine (a britânica Naomi Scott), que o plebeu protagonista Aladdin (o egípcio Mena Massoud) luta.

O astro Will Smith vive o icônico personagem do Gênio da Lâmpada. Na etapa de divulgação do filme, Smith foi visto e clicado à exaustão visitando de surpresa o ídolo do futebol Neymar, em Paris.

Coordenando as altas expectativas geradas pela nova adaptação para a tela, o diretor inglês Guy Ritchie, cinquentão famoso por dar nova roupagem para filmes como Destino insólito, Sherlock Holmes e Agente da U.N.C.L.E., responde pelo desafio proposto pela Disney. No remake, Agrabah segue como território em que são encenados dramas e comédias extraídos de enredo descrito na obra As mil e uma noites. Para o novo filme, as locações se concentraram na Inglaterra e na Jordânia.

Elementos originais, como o uso de tapete voador, criado em ilusões da computação gráfica, convivem com críticas ácidas de fãs do primeiro filme. Houve reações muito adversas quando apareceram as imagens do gênio vivido por Will Smith. Talvez passe o choque do comparativo (injusto) com a lembrança do talento vocal emprestado pelo comediante Robin Williams (morto em 2014) na animação de 1992.

Para atrapalhar o amor entre Jasmine e Aladdin, o feiticeiro do mal Jafar (Marwan Kenzari) segue agindo contra o bem. O holandês Kenzari tem, por sinal, quase se transformado em especialista em refilmagens, dadas as recentes retomadas de Ben-Hur e Assassinato no Expresso do Oriente, nas quais marcou presença.

Uma peça fundamental na trama: a poderosa princesa Jasmine (Naomi Scott) (foto: CBNFOT210520190219 )
Uma peça fundamental na trama: a poderosa princesa Jasmine (Naomi Scott) (foto: CBNFOT210520190219 )


Animais garantidos

Cultuados na versão animada, os animais de estimação dos personagens centrais parecem ter sido preservados por Ritchie: figuram nas peças de divulgação do longa o macaco Abu, o tigre Rajah e o papagaio Iago. O quanto de aproveitamento das músicas do filme original, que trouxe peças assinadas por Alan Menken, Howard Ashman e Tim Rice, também aponta para o suspense. Ainda assim, o astro Will Smith se disse intimidado por assumir uma nova roupagem para a conhecida música Prince Ali.

Entre novas versões esperadas para Friend like me e A whole new world (vencedora de Oscar, em 1993), uma música inteira foi criada para encampar e fixar as adaptações acopladas à personalidade de Jasmine. Entra nesta cota de esforço o “desafio de ser contemporâneo”, comentado pelo diretor Guy Ritchie para o blogue internacional io9. O feminismo promete despontar ainda mais na cortejada filha de sultão. Vale o reforço de que ela, em muito, se empenha para apregoar a necessidade de trazer liberdade para o povo de Agrabah.

Embutir frescor e vitalidade, entre adições no desenvolvimento do roteiro, numa medida equilibrada que valorize ainda o teor de nostalgia, foi dos propósitos abraçados pelo realizador. Numa das jogadas (que reorientam a trama), um príncipe interpretado por Billy Magnussen (Caminhos da floresta) foi incorporado ao filme. Evolução na adaptação é um dos pontos reclamados pelo cineasta que, entretanto, ressalta não ter como dom e vontade de “amargar a diversão familiar” aguardada pelo público da Disney.

“Mais do que prezar pela essência, a atenção nos ajustes devem residir na lealdade ao material original”, comentou Ritchie ao blogue io9. Com quase

 US$ 2,8 bilhões de lucros nas bilheterias, Avatar segue na liderança como o filme mais assistido, em escala mundial, em todas as épocas; mas, curiosamente, Aladdin segue numa posição interessante no ranking. Está, praticamente, entre os 200 filmes mais vistos de todos os tempos, atrás de outra virtual história de amor impossível: Ghost.

 

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