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Correio Braziliense

Artistas locais renovam propostas de design via plataformas digitais

Com a sociedade mais conectada, a arte digital surge como uma forma de expressão libertária para os renovadores artistas locais


postado em 04/06/2019 06:55

O Positivossauro, de Ana Laura Pinheiro: proposta de transmitir boas vibes(foto: Instagram/ Reprodução)
O Positivossauro, de Ana Laura Pinheiro: proposta de transmitir boas vibes (foto: Instagram/ Reprodução)


Os meios artísticos sempre se reinventaram com o surgimento de novas tecnologias e, na era digital, isso se perpetua. Com a sociedade mais conectada, a arte digital surge como mais uma forma de expressão para a sociedade atual.

Assim, jovens artistas de Brasília transmitem sentimentos, ideias e histórias pelas redes sociais e fazem delas verdadeiras “galerias on-line”. Com traços simples ou trabalhados, as ilustrações, os designs, os desenhos e os quadrinhos tomam conta das redes e apresentam uma nova maneira de ver o mundo.

Positivossauro 

Em 2016, Ana Laura Pinheiro, após ser incentivada pelos amigos, tomou iniciativa e começou a postar os desenhos de dinossauros “positivos” feitos por ela, no Instagram. No início, eram fotos de desenhos feitos da maneira tradicional, no papel. No entanto, com o passar dos meses, ela sentiu necessidade de algo mais profissional. “Ainda desenho no caderninho, mas, na maioria das vezes, faço nos programas de edição com a mesa digitalizadora”, revela Ana Laura.

Assim nasce o Positivossauro, um dino verde e com traços simples, mas que sempre leva mensagens fofas e positivas para os pouco mais de 2 mil seguidores da rede. “Levanto coisas positivas, good vibes, coisas bem da paz. Mas, às vezes, tem algumas críticas sociais e políticas. O Positivossauro cresceu comigo, inicialmente ele era um pouco mais ingênuo”. A partir da análise das pessoas, a criadora do dino verde os produz pensando naquilo que gostaria de ouvir ou no que ela percebe que as pessoas ao redor gostariam de escutar. “As melhores referências estão nas pessoas, eu gosto muito de prestar atenção nas pessoas, no que elas estão falando”.

“O Positivossauro é uma coisa que parece simples, mas aborda questões e sentimentos profundos e a complexidade da vida”, define a artista.

Ge Lima 

Desde pequeno, Gleydson Lima demonstrou interesse pelas artes e, aos poucos, se descobriu artista. Começou produzindo ilustrações para colocar na foto de perfil das redes sociais, já que não gostava de colocar fotos pessoais, até que, atualmente, faz do talento um trabalho e faz do Instagram a galeria. “Vi no Instagram uma plataforma muito boa pra divulgar meu trabalho e comecei a mostrar o processo do que eu estava produzindo para alguns clientes nos stories”, revela Ge Lima.

O cotidiano e as viagens são as referências que fazem Ge pensar em cores, formas,  motivos e questões abordadas nos trabalhos. “Eu gosto muito de retratar e explorar o universo das discussões relacionadas a gênero e sexualidade. De alguma maneira, ainda que sutil, isso está sempre aparecendo no meu trabalho”, pontua o ilustrador e designer gráfico. Assim, pouco a pouco, ganha forma as artes dele, que mesmo com estilo indefinido impactam o olhar dos seguidores. “Acho que elas são uma doideira que pouco a pouco ganha certa unidade”, brinca o artista, que apesar de buscar trazer características analógicas, trabalha e pensa para o digital.
 
Vascun: criar pelo prazer da invenção(foto: Vascun/Divulgacao)
Vascun: criar pelo prazer da invenção (foto: Vascun/Divulgacao)
 
 
Vascun 

Lucas Vasconcellos, desde pequeno, é apaixonado por design e, daí em diante, a paixão só cresceu. Instigado por um artista albanês chamado Vasjen Katro, Vascun começou a postar um pôster por semana, no Instagram. “Isso me deixou com muita vontade de fazer algo parecido, criar única e exclusivamente pelo prazer de criar, sobre o que eu quiser, qualquer tema, sem nenhum limite”, revela.

Vascun se inspira nos sentimentos, nas coisas simples que ele encontra no dia a dia. “Seja qual for o sentimento, o importante é converter pixels de um celular em algum sentimento pessoal, isso que me deixa fascinado”, pontua.

Vinicius Vinhal 

Com a infância cercada por gibis e quadrinhos, Vinicius pegou suas referências mais antigas e as transformou em tirinhas e desenhos próprios. O Twitter e o Instagram foram as plataformas escolhidas pelo artista. Assim, memórias de infância e temas humorísticos são abordados na obra. “Ainda não explorei campos mais fantásticos, mas pretendo”, adianta Vinhal.

O apoio e a boa recepção das pessoas estimulam a produção de Vinhal. “Muitas vezes eu mostro antes para os meus amigos, para ver o que eles acham, estou sempre aberto às sugestões”.

* Estagiária sob a supervisão de Severino Francisco

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