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Correio Braziliense

Lulu Santos lança CD inspirado no próprio relacionamento homoafetivo

'Pra sempre' tem 11 faixas e o preço sugerido é R$ 35


postado em 12/06/2019 07:00 / atualizado em 12/06/2019 10:14

(foto: Reprodução)
(foto: Reprodução)


Ao cantar Toda forma de amor, canção registrada em álbum homônimo, lançado há 30 anos — o de maior vendagem da sua discografia — , Lulu Santos já deixava claro seu posicionamento em relação à questão de gêneros. Nas 11 faixas do Pra sempre, CD que acaba de chegar ao mercado, o cantor e compositor carioca assume por completo o protagonismo nesse contexto.

O relacionamento homoafetivo que mantém há um ano com  Clebson Teixeira, técnico de informação baiano de 27 anos, foi a fonte de inspiração na criação desse repertório. Orgulho e preconceito traz em versos românticos uma explícita declaração de amor: “Esta canção é pra você nunca mais ter que sussurrar quando diz que me amar/ Pra libertar de todo julgamento alheio/ Pra você dizer sem receio: te amo...”.

Com esse mesmo teor foram criadas Gritos e sussurros, apresentada em setembro de 2018 no programa The Voice Brasil, da TV Globo; Pra sempre, Hoje em dia, Tão real, Ser ou não ser, Lava, Quae sera tamem (Savassi by night) e Radar, faixa que abre o repertório. Nesta, Lulu escancara sua paixão no verso: “Você sabe como é imaginar um paraíso/ Sem pecado e sem juízo/ Eu não vivi com mais ninguém/ Porque experimento com você...”. Ao set list foi incorporada uma bela versão de The look of love, do compositor e pianista note-americano Burt Bacharach.

No geral, são, quase todas, canções que exalam romantismo, que vem a ser a marca registrada do consagrado pop star carioca. Ele assume essa faceta tranquilamente: “Minhas músicas mais populares são românticas. Não é à toa que sou chamado de o último romântico”. Isso pode ser melhor observado no lyric vídeo de Orgulho e preconceito, dirigido por Lucas Paixão e produzido Marcelinho Ferraz e DanValbusa, com mais de 900 mil visualizações.

Nesse projeto, Lulu conta com outros convidados. O DJ mineiro Anderson Noise toca, assina a programação e faz a coprodução na faixa Quai sera tamem; Tim Bernardes, Biel Basile e Guilherme D’Almeida, da banda paulistana O Terno, participam de Lava. Estiveram também ao lado de Lulu, como produtores, Dudu Borges, Ruxell, Sérgio Santos, Theo Zagrae e, claro, o velho parceiro e amigo Marcelo Memê Mansur, autor do remix de Radar, que fecha a lista.

“Volto para a estrada com um show que defende as cores de um álbum feito para um amor em BH (cidade onde mora Clebson Teixeira) e que se chama Pra sempre”, disse Lulu ao anunciar a nova turnê. Depois de estrear sábado último, em Belo Horizonte, o show será levado a outras cidades, e chega a Brasília no dia 18 de julho, para apresentação no projeto Na Praia. Ele tem a companhia de Sérgio Melo (bateria), Jorge Ailton (baixo), Hiroshi Mizutani (teclado), Tavinho Menezes (guitarra) e Robson Sá (vocal).
 
Cantor Lulu Santos(foto: Leo Aversa/Divulgação)
Cantor Lulu Santos (foto: Leo Aversa/Divulgação)


Pra sempre
CD de Lulu Santos com 11 faixas. Lançamento Universal Music. Preço sugerido: R$ 35.


Entrevista// Lulu Santos

Cantar o amor entre iguais você já havia feito em 
Toda forma de amor, canção de 1988. Que diferença você 
vê em expressar esse sentimento à época e agora?
Principalmente tirar do geral e colocar o particular, agora estou falando na prática da minha própria vida.

As músicas do Pra sempre foram compostas
ao mesmo tempo, ou 
houve espaço no ato de criá-las?
Foram feitas entre maio de 2018 e março de 2019. Pra Sempre, que dá título ao álbum, foi exatamente a última a ser composta e também gravada.

A sonoridade de guitarra havaiana ouvida em várias de
suas canções em outros tempos foi substituída pelas 
batidas eletrônicas em 
trabalhos mais recentes. As músicas do novo álbum também as pediam?
Meu slide, que não é exatamente a guitarra havaiana, ainda que esta mesma se ouça logo na introdução de O&P, gravada por Tavinho Menezes e esteja de frente em Gritos & Sussurros. Nada foi substituído, algo sempre é acrescentado. Tenho progressivamente incluído elementos eletrônicos e da pista em minha sonoridade.

Por que quis Anderson Noise e a
banda paulista 
O Terno nesse projeto?
O Terno tem o sotaque certo para uma canção como Lava, Tim e os meninos esbanjam talento e estilo, a contribuição é certeira. Noise foi uma questão de vizinhança, a Savassi de Belo Horizonte, onde nos encontramos num supermercado num sábado a noite. Tinha um tema instrumental feito durante minhas tardes de hotel em BH e precisava de um batidão. Fui ao Noise como um vizinho que pede uma xícara de açúcar.

Você tem show agendado para Brasília em 18 de
 julho, no projeto Na Praia. As músicas do
Pra sempre 
estarão em evidência no set list?
Seis delas estarão no set list.
 
 

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